ELEIÇÕES 2010 – Quando se trabalha para o adversário
Ouve-se muito nos bastidores e pouco crédito se deve dar à maioria dos boatos. Entretanto, alguns são impossíveis de se ignorar, principalmente quando partem de fontes confiáveis, denunciando situações que fogem à linha da normalidade. Em época de eleição, principalmente, os políticos que pretendem obter a aprovação do eleitor precisam ter, acima de tudo, cautela nas suas ações, porque passam a ser observados de perto por todos: os eleitores, seus adversários, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral (estes dois últimos, quando acionados).
Infelizmente (ou felizmente para os adversários), o governador José de Anchieta (PSDB) parece desconhecer essa regra básica da política e, a cada dia, comete “deslizes” que o tornam cada vez mais antipático, antissocial diante da imprensa e da própria população (entenda eleitores). Somente neste final de semana, Anchieta cometeu dois desatinos contra a imprensa. Em Pacaraima, por ocasião do Micaraima, proibiu a equipe da TV Ativa de entrar no camarote em que estava, quando tentava entrevistá-lo. Em Caracaraí, enquanto fazia a entrega do Vale Solidário, mandou seus seguranças retirarem a equipe da TV Assembleia do ginásio de esportes daquela cidade.

O levantamento abaixo mostra os principais meios de comunicação de Boa Vista e do interior do Estado, seus donos de fato, as ligações familiares e empresariais de políticos locais com seus donos de direito e o direcionamento do possível apoio para governador nas eleições de outubro próximo. Roraima é um dos Estados de maior concentração de meios de comunicação em mãos de políticos. Apesar de que alguns não assumem publicamente serem donos de tais concessões é de domínio público quem são os seus administradores de fato.



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Blogueiro, jornalista e radialista. A sequência é intencional e representa o nível de importância da atuação de Wirismar Ramos no mundo do webjornalismo. Pós-graduado em Comunicação Social - Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, Wirismar Ramos costuma dizer que não suporta, em sua vida profissional, atitudes que demonstrem falso moralismo, falsidade, traição, incompetência e preguiça.