Após uma semana de fronteiras fechadas, milhares são afetados na Venezuela

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Os estragos deixados pelos enfrentamentos entre as forças da ordem e comunidades indígenas continuam sendo contabilizados na fronteira com o Brasil / Foto: Ernesto Guzman Jr. – EFE /

Milhares de pessoas foram afetadas pelo fechamento das fronteiras determinado pelo governo de Nicolás Maduro há uma semana e que impediu a circulação de estudantes, trabalhadores e doentes nas cidades venezuelanas que fazem limite com o Brasil e com a Colômbia.

Na fronteira com o Brasil os estragos deixados pelos enfrentamentos entre as forças da ordem e comunidades indígenas, que também pediam a entrada de alimentos e remédios doados por outros governos, continuam sendo contabilizados.

O deputado venezuelano Américo de Grazia indicou nesta sexta-feira, 1º, que vários membros da etnia Pemón se viram obrigados a procurar refúgio no Brasil “fugindo das ações criminosas da Narco Ditadura”.

Já uma fonte do governo do estado venezuelano de Táchira, vizinho ao colombiano Norte de Santander, disse que as Forças Armadas Bolivarianas (FANB) não facilitam nem mesmo a passagem de pacientes crônicos que fazem tratamento em Cúcuta. A proibição também foi taxativa para as mais de 5 mil crianças que estudam do lado colombiano e vivem em Táchira.

Vários moradores desta região disseram à Efe que o fechamento das passagens é total. No entanto, os caminhos ilegais que sempre existiram ao longo dessa porosa fronteira registram nestes dias um maior fluxo de pedestres que vão de um lado para o outro, em alguns casos diante do olhar anuente das forças da ordem de ambos os governos, embora a Colômbia já tenha retirado as restrições do seu lado.

A Efe teve acesso a uma convocação feita por moradores destas localidades que vão reivindicar na próxima segunda-feira o restabelecimento da passagem de pedestre para estudantes através de um “corredor” que autoridades eclesiásticas estão preferindo chamar de “fraterno” em vez de “humanitário”.

As manifestações a favor da entrada da ajuda humanitária provocaram enfrentamentos que terminaram com 300 pessoas feridas em Táchira e pelo menos cinco mortos no estado venezuelano de Bolívar, segundo dados de organizações não-governamentais.

Maduro, que insiste em rejeitar as doações por considerá-las um show político contra ele, não deu sinais de querer reabrir as fronteiras.

FONTE: AGÊNCIA EFE

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