IMIGRAÇÃO VENEZUELANA – Caer discute trabalho conjunto com o Acnur para atender os abrigos em Boa Vista

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Encontro tratou sobre as ações da Companhia para atender as demandas relacionadas ao abastecimento de água e rede de esgoto / Foto: Ascom/Caer /

Os impactos da imigração venezuelana e o atendimento das demandas de famílias que vivem em Roraima estiveram em pauta durante um encontro na tarde desta terça-feira, dia 9, na sede da Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima), entre gestores das áreas de Sistemas de Águas e Esgotos, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).

Durante o encontro foram apresentadas as ações executadas pela empresa para atender as demandas das famílias que vivem nos abrigos instalados em Boa Vista, bem como as ações socioambientais realizadas por meio no NMA (Núcleo de Meio Ambiente) a respeito do uso adequado da rede de esgoto e combate ao desperdício de água.

“Esse momento foi de fundamental importância para tratarmos sobre as ações desenvolvidas atualmente e as medidas que precisam ser adotadas para resolver problemas importantes como o uso inadequado da rede de esgoto, o uso indiscriminado de água, situações que impedem o alcance amplo e satisfatório dos resultados”, esclareceu a diretora de Engenharia e Gestão Ambiental, Elisângela Rodrigues.

Durante a visita os membros da Acnur conheceram o CCO (Centro de Controle Operacional) da empresa e tiraram dúvidas sobre o sistema de distribuição de água para os bairros, incluindo aqueles onde foram instalados os abrigos para imigrantes.

“Essa é a minha terceira visita a Roraima e percebo que o trabalho desenvolvido atualmente é de total relevância, porém identificamos que muitas ações estão sendo desenvolvidas de forma paralela, e que é necessária uma reunião de todas essas ações para que o resultado seja potencializada e as demandas melhor atendidas, minimizando os impactos da imigração também aos moradores da cidade”, enfatizou Fabiano Sartori, representante do Acnur.

“Foi criado um Grupo de Trabalho em setembro do ano passado e desde então temos realizado as ações de forma conjunta, articulando reuniões, debatendo os problemas e buscando soluções na medida que as demandas vão surgindo”, complementou a inspetora municipal de meio ambiente, Maria Consolata de O. Nóbrega.

Falando direto com os produtores do setor madeireiro na reunião subsequente, o Olivaldi Azevedo afirmou que existe a preocupação de ouvir o segmento e há uma metodologia na fiscalização feita por cada órgão, por isso algumas questões devem ser levados ao Conselho do Meio Ambiente.

“Discutimos algumas questões e vou trabalhar naquilo que for possível para resolver. Na verdade, são solicitações que tenho a maior boa vontade do mundo de resolver”, disse.

O diretor técnico de Fiscalização da Femarh, Rogério Martins, disse que o encontro com os produtores concluiu a discussão anterior entre os técnicos.

“Foi a conclusão do que falamos anteriormente. O setor madeireiro sabe de sua responsabilidade com a preservação. O poder público precisar oferecer condições para os empreendedores trabalhar de forma legalizada, para produzir com responsabilidade. O que o setor produtivo mostrou é que quer trabalhar dentro da legalidade e o Governo do Estado vai dar condições para que isso ocorra”, finalizou.

DA REDAÇÃO

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