Comunidades do Baixo Rio Branco serão pesquisadas por três universidades

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Nessa segunda expedição, os pesquisadores pretendem chegar nas 16 comunidades do Baixo Rio Branco, o que exige navegar por uma extensão de quase mil quilômetros, somando o trajeto de ida e volta / Foto: TV Universitária /

Professores e servidores-técnicos de três universidades farão a segunda expedição ao Baixo Rio Branco, para continuar com o trabalho de pesquisa iniciado ano passado pelo projeto Baixo Rio Branco: Potencialidades de Vivências, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG) e à Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Extensão (PRAE).

O projeto foi inserido no Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia (edital n° 21/2018), que possibilitou a realização da expedição. 

O título do projeto aprovado em edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é: Estratégias de Ordenamento Territorial em Comunidades de Interesse Socioambiental na Amazônia e desta vez os pesquisadores pretendem chegar nas 16 comunidades do Baixo Rio Branco, o que exige navegar por uma extensão de quase mil quilômetros, somando o trajeto de ida e volta. Na última expedição, foi possível chegar a oito delas.

A expedição ficará em campo no período de 15 a 30 de maio, saindo de Vista Alegre, localidade próxima ao município de Caracaraí (RR). Serão visitadas as comunidades de Santa Maria do Boaiçu, Santa Maria Velha, Remanso, Floresta, Itaquera, Sumaúma, Xixuau, Dona Cota, São Pedro, Sacaí, Canauiní, Lago Grande, Terra preta, Cachoeirinha, Caicubí e Panacarica. 

Sobre o projeto

O PROCARD é um projeto de cooperação em ensino e pesquisa que reúne três universidades públicas federais, sendo a Universidade Federal de Roraima – UFRR (proponente), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Na UFRR, o PROCARD está sob coordenação do professor Antonio Tolrino de Rezende Veras, do Instituto de Geociências, vinculado à CAPES por meio do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEEO).

O projeto busca estimular a formação e qualificação de quadros pós-graduados, mobilidade docente e discente e a ampliação do conhecimento científico sobre as estratégias de Ordenamento Territorial em Comunidades de Interesse Socioambiental na Amazônia.

Procura identificar e analisar as pequenas cidades e comunidades (comunidades tradicionais, indígenas e ribeirinhos) sobre influencias de grandes obras de infraestrutura de modo a identificar os conflitos sócio territorial que se desenrolam nas dimensões, regionais e ambientais nos estados envolvidos, no contexto da Amazônia, de modo a demostrar áreas prioritárias para a ação da gestão pública.

Confira no link o vídeo documentário produzido sobre a primeira expedição na fanpage da Rádio e TV Universitária.

Projeto “Minha maloca querida” é aceito para apresentação no Ministério da Cidadania em Brasília

O projeto “Minha Maloca Querida” foi aceito para apresentação na Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas – SENAPRED do Ministério da Cidadania em Brasília.

 O programa foi idealizado pela aluna Patrícia Araújo de Oliveira e é coordenado pelo Prof. Dr. Eliseu Adilson Sandri, ambos do curso de Gestão em Saúde Coletiva Indígena do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da UFRR. Eles serão recebidos nos dias 27 e 28 de maio pelo Ministro da Cidadania, Osmar Terra.

 HISTÓRICO

 Nascido em 2018, o programa é um Centro de Reabilitação e Ressocialização para Dependentes Químicos Indígenas de Roraima O objetivo é a Implementação de uma política pública de atenção à saúde e segurança dos povos indígenas da região Leste de Roraima.

 Segundo a estudante indígena Patrícia Araújo, moradora da comunidade da Ilha, região Baixo São Marcos, o programa sempre foi um sonho e trata de um problema crescente na região, o qual requer a atenção por parte dos atores da sociedade civil e política.  

 O projeto já foi aprovado nas etapas Locais e Distritais de Saúde Indígena e está tramitando para aprovação também na 6ª Conferência Nacional de Saúde (6ª CNSI) e conta com a parceria de diversas instituições públicas como a SESAI/Dsei Leste Roraima, Universidade Federal de Roraima (UFRR), Funai, Ministério Público Federal e Organizações Indígenas do Estado de Roraima.

O Centro de Reabilitação demanda uma previsão orçamentária de cerca de R$ 2,5 milhões em investimentos.

DA REDAÇÃO

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