RESSOCIALIZAÇÃO – Internos da Cadeia Pública realizam limpeza e obras em prédios e são beneficiados com remição de pena

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A cada três dias trabalhados, os reeducandos são beneficiados com a redução de um dia da pena / Foto: Neto Figueredo /

Vinte internos do regime fechado da Cadeia Pública de Boa Vista realizaram neste domingo, 21, a limpeza da área externa da Casa da Cultura, localizada na Avenida Jaime Brasil, Centro de Boa Vista. O serviço é feito em conformidade com os Artigos 36 e 126 da Lei de Execução Penal, Lei 7.210, de julho de 1984, e permite a remição de um dia de pena a cada três dias trabalhados.

De acordo com o diretor da Cadeia Pública, Denílson de Souza, as atividades já foram executadas em outros prédios, entre os quais, o HGR (Hospital Geral de Roraima) e a Clínica Especializada Coronel Mota.

Para as próximas semanas, já há agendamento para a limpeza de diversos espaços públicos, dentre eles, alguns Parques Aquáticos, o Pronto Atendimento Cosme e Silva, o Hospital das Clínicas, o Centro de Reabilitação de Fisioterapia, localizado na Avenida Ataíde Teive, e o Parque Anauá.

“Neste caso específico da Casa da Cultura, os internos estão fazendo capina, poda de árvores e retirada de entulhos; tudo sob escolta de agentes. Vamos dar uma cara nova ao local e eles vão ser beneficiados com a remição de pena. Desenvolvemos este trabalho há alguns meses e nunca tivemos problemas; sem falar que também há economia para o poder público”, afirmou o diretor.

Ele ressaltou que, além desse serviço de limpeza de áreas externas de imóveis públicos, os reeducandos estão trabalhando em obras, por meio de parceria com a Polícia Militar.

“Temos uma parceira com a Polícia Militar. Todos os dias, cerca de 60 internos da Cadeia Pública são levados para trabalhar em obras de reforma e construção, em unidades como a Companhia Independente de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário, Companhia de Policiamento Ambiental e Cavalaria, entre outros prédios. Até algumas construções estão sendo realizadas com mão de obra da Cadeia Pública”, disse.

“Temos alguns relatórios desses serviços realizados pelos internos, em setores da Polícia Militar, que indicam redução significativa de gastos públicos. Há caso, por exemplo, em que seriam gastos 15 mil em trabalho de manutenção de centrais de ar condicionado. Com a utilização da mão de obra dos reeducandos, esse gasto caiu para três mil, ou seja, uma economia de 12 mil para o Estado. O principal disso é que os internos ocupam suas mentes e reduzem a pena; e o Estado utiliza essa mão de obra, que estaria ociosa, economizando dinheiro para os cofres públicos”, reforçou Denílson de Souza.

Os internos da Cadeia Pública são beneficiados também com o desenvolvimento do Projeto Agroarte, em que trabalham com a transformação de pneus usados em móveis artesanais; criação de oficina mecânica, lanternagem e posto de lavagem, com trabalhos feitos somente por eles. Além de uma marcenaria e uma serralheria, em que realizam serviços para atender às demandas da Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania).

“A Cadeia Pública tinha 704 internos. Foram transferidos pouco mais de 500 para a Pamc [Penitenciária Agrícola do Monte Cristo] e restaram 159 na unidade. Todos os reeducandos que permaneceram na Cadeia Pública desempenham alguma atividade”, afirmou o diretor.

DA REDAÇÃO

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