INTEGRAÇÃO – Forças de Segurança assinam acordo e formam Força-Tarefa contra o crime organizado

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As polícias de Roraima vão compartilhar informações por meio de 15 sistemas de informações / Foto: Fernando Oliveira /

As forças de Segurança em Roraima assinaram dois acordos de cooperação técnica para trabalhar em conjunto no combate ao crime organizado. As autoridades assinaram os acordos nesta quarta-feira, 24, na sede da PF (Polícia Federal), em Boa Vista.

Nos acordos, a PF, a PM-RR (Polícia Militar de Roraima), PRF (Polícia Rodoviária Federal), Sesp (Secretaria de Segurança Pública), PCRR (Polícia Civil de Roraima), Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania), CBM-RR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima) e o Instituto Nacional de Identificação compartilharão dados de 15 sistemas de informação.

As instituições também instituíram a Ficco (Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado), onde as polícias se unem para realizar ações integradas de investigação e intensificar o combate ao crime organizado em Roraima. Os principais crimes a serem enfrentados são: tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

O superintendente da Polícia Federal em Roraima, Richard Murad Macedo, destacou a importância do compartilhamento de informações na Força-Tarefa. “Integração pressupõe confiança. Nada comprova mais a confiança entre os órgãos parceiros do que a disponibilização do que nós temos de mais caro: a informação”, observou.

O superintende complementou ainda que todas as instituições participantes terão acesso a diversos bancos de dados que compõem o acervo da Polícia Federal, entre eles, os de fluxo migratório, o sistema de passaporte e o sistema nacional de armas.

O acordo também prevê o compartilhamento de servidores que ficarão à disposição da Ficco para atividades de inteligência e operações. Outras ações propostas no documento são a capacitação das instituições entre si e a troca de informações.

O diretor do Instituto Nacional de Identificação, Brasílio Caldera, disse esse acordo facilitará o acesso aos dados, inclusive de pessoas desaparecidas.

“Eu quis contato para propiciar assinatura célere porque não são apenas sistemas de busca criminal, mas também sistemas de banco biométrico de busca de pessoas desaparecidas que é um sistema inédito no mundo”, analisou.

O delegado Geral da Polícia Civil, Hebert Cardoso Amorim, explicou a importância de troca de informações entre as instituições de segurança.

“Essa troca de dados é importante para a Polícia verificar os antecedentes criminais, as passagens pela Polícia Federal, os dados biométricos, enfim, tudo aquilo que pode identificar o autor de algum delito”, esclareceu.

ROSI MARTINS – SECOM/RR

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