OPERAÇÃO HIPÓCRATES – Ação conjunta cumpre mandados de busca e apreensão em unidades de saúde desde 2015

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Operação conjunta visa combater corrupção na saúde estadual / Foto: Secom/RR /

Na manhã desta quinta-feira, 25, a Sesp (Secretaria de Segurança Pública) e a PCRR (Polícia Civil de Roraima) realizaram a Operação Hipócrates, nome alusivo ao pai da Medicina, para apurar crimes ocorridos entre 2015 e 2019 no âmbito da saúde estadual.

Por meio da DRCAP (Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração) foi dado cumprimento a 13 mandatos de busca e apreensão no HGR (Hospital Geral de Roraima), na sede da COOPEBRÁS (Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos em Saúde) e em algumas clínicas particulares em Boa Vista, além de buscas de aparelhos celulares de vários médicos.

A operação é fruto de investigações iniciadas há meses pela DRCAP e contou com o apoio do DEINT (Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança).

As investigações buscam apurar os crimes de peculato (art. 312 do CPB), falsidade ideológica (art. 299 do CPB) e Organização Criminosa (Lei 12.850/13) no âmbito do da Sesau (Secretaria de Saúde) onde médicos não estariam cumprindo a carga horária completa de trabalho e, ao mesmo tempo, prestando serviço ao próprio estado na modalidade de médico cooperado da COOPEBRÁS.

Conforme a delegada titular da DRCAP, Darlinda Viana, os indícios apontam que havia sobreposição de horários, gerando despesa significativa aos cofres públicos, pois se pagava o profissional por ser do quadro efetivo e por ele prestar serviço pela Cooperativa, cumprindo apenas uma carga horária.

“Nossa equipe de análise da DRCAP vai verificar o cruzamento de datas, horas, procedimentos, valores que foram pagos e qual foi a jornada paga para determinado médico, ou não, desse serviço que ele presta”, disse Viana.

Ainda conforme as investigações, a Cooperativa, desde a criação, vem firmando contrato de prestação de serviços com o Governo do Estado e no ano de 2017 venceu em processo licitatório para continuar prestando serviços de forma contínua.

A COOPEBRAS recebia mensalmente cerca de R$ 15.202.715,30 e o valor anual correspondente a R$ 182.432.583,60.

Ainda segundo os delegados, essa investigação marca o início do combate aos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro que há anos se estabeleceram em Roraima e é uma meta da atual gestão de governo.

Para o delegado Geral, Herbert de Amorim Cardoso, o combate a esses crimes é apontado como meta principal da atual gestão do governo estadual visando acabar com o mau uso do dinheiro público.

“Você paga o salário de pessoas que não trabalham, isso é injusto, quem padece, quem sofre com tudo isso é a população, principalmente a população carente, que mais precisa da saúde pública”, complementou.

Para o secretário de Segurança Pública, coronel Olivan Pereira, a ação foi planejada, organizada, inteligente, feita por pessoas capacitadas tecnicamente, preparadas e agentes de segurança do mais alto nível, de confiança.

DA REDAÇÃO

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