EDUCAÇÃO, MULHERES E RELAÇÕES DE GÊNERO – Professora do Campus Amajari é convidada para evento na Federal do Maranhão

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“Biografias de mulheres roraimenses que contribuíram para o desenvolvimento de Roraima” foi um dos projetos desenvolvidos e teve a participação de alunos do curso Técnico em Agropecuária / Foto: Divulgação /

O Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima (CAM-IFRR), no período de 10 a 23 de setembro, vai representar a instituição no VII Encontro Maranhense sobre Educação, Mulheres e Relações de Gênero no Cotidiano Escolar (Ememce), promovido pela Universidade Federal do Maranhão. A professora Joelma Fernandes Oliveira, do CAM, foi convidada para ser uma das debatedoras na mesa-redonda “Diálogo de interface sobre o feminismo nos movimentos sociais”, que ocorre dia 12.

Doutora em Educação e participante do Núcleo de Mulheres de Roraima (Numur), a docente tem desenvolvido ações e projetos no campus que visam promover o ideal de respeito e igualdade entre homens e mulheres, ou seja, garantir o debate sobre as questões de gênero como campo de estudo. Ao possibilitar esse tipo de diálogo, a intenção é refletir sobre temas como direitos e deveres, desvantagens de oportunidades decorrentes do gênero e oportunidades iguais para todos.

Joelma acredita que o convite para participar do encontro no Maranhão se deu, principalmente, pelas ações que vem desenvolvendo na unidade de ensino sobre questões de gênero, como o projeto de extensão “Biografias de mulheres roraimenses que contribuíram para o desenvolvimento de Roraima”, realizado em 2018. O projeto teve a participação dos alunos do 1° ano do ensino médio do curso Técnico em Agropecuária.

Outro projeto coordenado pela professora, iniciado no fim de julho deste ano, discute “A importância da educação para ressignificação das relações de gênero”. Conforme Joelma, a intenção é ampliar os estudos e as discussões sobre questões de gênero, principalmente no sentido de propiciar aos alunos, de modo específico, o respeito e a valorização da vida humana, bem como, de modo geral, o conhecimento sobre a importância da mulher na sociedade, a partir de estudos dentro da temática abordada.

A docente recebeu o convite como uma oportunidade de falar sobre feminismo e movimentos sociais, bem como de compartilhar as ações desenvolvidas no ambiente escolar, e ainda aprender com outras práticas. “Vamos falar sobre esse espaço de construção humana, de estar reconhecendo as questões de desigualdades que existem e que tendem a estar naturalizadas, como a própria violência contra a mulher. Trabalhar, no espaço da escola, essas questões, que muitas vezes são construídas socialmente, é um momento importante de reflexão”, disse.

Sobre o trabalho que desenvolve no campus, a docente explicou que a intenção é possibilitar a discussão sobre a questão de gênero como campo de estudo, levando à reflexão de que homens e mulheres têm direitos e deveres e que existe, sim, uma desigualdade histórica entre ambos, colocando as mulheres em desvantagens de oportunidade. “A intenção é possibilitar o entendimento do gênero como campo de estudo, e não como ideologia de gênero, que tem sido passada equivocadamente nos últimos tempos, com a definição ou a imposição da orientação sexual”, disse.

DA REDAÇÃO

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