Catarina se posiciona sobre o áudio vazado e diz que considera um ato covarde

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Catarina Guerra: “Não sou traidora; mas para tudo há limites; não aceito mais tanto desrespeito” / Foto: Diego Dantas /

A gravação ilegal de conversa entre a deputada estadual Catarina Guerra (SD) e o governador Antonio Denarium (PSL) foi tema das discussões na sessão desta terça-feira, 22, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

Ao usar a Tribuna, a deputada Catarina Guerra disse que, diante da repercussão do vazamento da gravação da conversa, disse que precisava dar satisfação à população e esclarecer que o seu papel de parlamentar é ter posição. “Não sou omissa, oportunista e não ajo por conveniência”, afirmou.

A parlamentar esclareceu que foi convidada para uma reunião com o governador e que também estavam presentes os deputados Jeferson Alves, Aurelina Medeiros, Soldado Sampaio. Sem apontar quem poderia ter feito a gravação, Catarina classificou o episódio como “um ato covarde”. “Primeiramente, quero lamentar que conversas reservadas sejam gravadas sem conhecimento algum dos que estão sendo gravados. Foi um ato covarde”, disse.

Conversa longa, foi editada

Catarina disse estar se questionando até agora qual seria o real motivo dessa gravação e seu vazamento para a imprensa. De acordo com a parlamentar, o áudio foi editado, sendo divulgado apenas um trecho de apenas um minuto de uma longa conversa. Ela também revelou que os demais deputados presentes se posicionaram no mesmo sentido, mas as falas deles foram omitidas da gravação.

“Me surpreendeu mais ainda o trabalho que tiveram em editar uma conversa bem mais longa em um trecho de quase 1 minuto, omitindo as falas dos demais presentes, não podendo assim, identificar as vozes dos outros parlamentares, que tinham suas ponderações e afirmações seguindo a mesma linha de insatisfação com os rumos que a Assembleia Legislativa de Roraima vem tomando”, revelou.

Respeito ao Judiciário

A deputada Catarina Guerra reafirmou seu respeito com o Poder Judiciário e esclareceu que fez um questionamento respeitoso que confirma seu papel como deputada e como cidadã.

“Não estou aqui para dizer que não falei ou me esquivar das responsabilidades que o cargo me traz, mas gostaria de contextualizar o fato, haja vista que a edição omitiu o contexto da conversa. Eu posso e devo me colocar insatisfeita com algumas atitudes políticas que acontecem em Roraima, e esse fato não me caracteriza traidora. O que quero é uma boa relação entre os poderes e a população”, afirmou.

Catarina disse não concordar mais com a postura do seu partido, o Solidariedade. A parlamentar lembrou que chegou a ser “totalmente desrespeitada” ao questionar os rumos que o partido vem tomando ultimamente.

“Já cheguei a discordar de posicionamentos e fui totalmente desrespeitada, o que também virou caso popular nas redes sociais e eu preferi não falar sobre o assunto pelo bem da postura política e ética ao partido ao qual pertenço. Está aí uma prova de fidelidade ao partido mesmo em um momento que me vi totalmente constrangida. Não tenho postura de traidora. Para tudo há limites”, enfatizou.

Catarina disse não aceitar mais ser desrespeitada. “Sou mulher, esposa, mãe e tenho orgulho da minha condição de defesa dos interesses da população, mas não aceito mais tanto desrespeito! É sobre isso que quero falar: Respeito. Respeito visto por todos os ângulos e não apenas em momentos que podem ser convenientes a A ou B”, enfatizou.

Tarefa difícil

Ainda em seu discurso, a deputada Catarina Guerra lembrou que, apesar de estar em seu primeiro mandato, tem buscado representar o povo roraimense e que sua postura na Casa tem valores pouco usados na política brasileira, como respeito, ética, cordialidade, hombridade e civilidade.

Catarina disse que, ao longo desses meses, buscou sempre pautar suas ações voltadas ao bem comum. “Projetos como o de prevenção ao suicídio, incentivo à amamentação, entre outros, foram feitos com o único objetivo: dar um novo rumo à imagem tão desgastada do político em Roraima e no Brasil. É isso que me dá prazer e orgulho ao ocupar um cargo político: buscar fazer a diferença e o bem na vida das pessoas”, afirmou.

Sensacionalismo

Catarina Guerra lamentou as notas e matérias sensacionalistas tentando manchar sua imagem, a colocando como conspiradora. “É visível a oportunidade que tiveram de me colocar como alguém que já nasceu em berço político como uma vilã, enquanto na verdade venho me destacando com um trabalho atuante na vida das pessoas sem precisar usar meu sobrenome para isso”, ponderou.

A parlamentar lembrou que os poderes têm que ter sua independência, mas acima de tudo respeito no relacionamento, para que deixem os velhos discursos da potencialidade de Roraima de lado e comecem de verdade um presente e um futuro melhor para o Estado.

Catarina fez questão, ainda, de deixar claro que não deu procuração para governador, deputado, absolutamente ninguém falar eu seu nome. “Sobre mim e as coisas que passei, acreditem quando eu mesmo falar por mim, e não terceiros!”, enfatizou.

“Tenho minhas convicções, meus valores e o poder de decisão do que couber a mim, virá de mim! Hoje eu sou aliada do Governo, mas amanhã posso não ser, pois estarei sempre do lado de quem realmente quer trabalhar pelas pessoas”, disse.

Catarina finalizou lembrando um termo que ficou conhecido no áudio. “Gostaria de dizer que se a sua interpretação dessa gravação foi de que tive coragem, pode ter certeza: está combinado! Está combinado sim que continuarei corajosa e lutando para que Roraima seja um lugar melhor”, afirmou.

DA REDAÇÃO

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