COMBATE AO CÂNCER – Mutirões cirúrgicos fazem diminuir a espera de pacientes oncológico em Roraima

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A intenção é zerar a fila de espera por cirurgia até a metade de dezembro / Foto: Eduarda Martos /

Dados da Unacon-RR (Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia de Roraima) apontam que cerca de 90 pacientes com câncer aguardam por cirurgia no Estado. Pensando nisso, a direção da unidade realizou uma série de adequações visando a diminuição desse número.

Conforme Anderson Dalla Benetta, médico cirurgião e diretor da Unidade, mutirões cirúrgicos foram iniciados este mês e os pacientes que atualmente estão na lista de espera já começaram a ser atendidos.

“Devido ao desabastecimento [de itens cirúrgicos], a Unicon passou alguns meses sem realizar cirurgias, e isso acabou acarretando no aumento da fila de espera de pacientes. Nós começamos retomar os procedimentos gradativamente no mês de agosto, e agora, em outubro, de uma forma mais intensa, já com parte da situação normalizada”, destacou.

Segundo Benetta, a intenção é que a fila de espera venha a ser zerada até a metade do mês de dezembro. O cronograma da unidade estabeleceu que os mutirões serão realizados todas as terças e quartas-feiras pela noite, e no sábado pela manhã.

“Vale lembrar que além desses mutirões, a unidade continua a realizar cirurgias nos horários regulares, que são na quarta durante o dia e quinta pela manhã”, completou.

Lutando contra um câncer de pele, a aposentada Marina de Castro Moura, de 69 anos, acabou tendo o agendamento da cirurgia confirmado para este sábado, dia 26. Acompanhada da filha, Keyla Pinheiro, 44 anos, ela deu entrada na unidade nesta manhã como forma de preparação para o procedimento cirúrgico.

“Quando a unidade entrou em contato, nós ficamos bastante aliviados, porque estávamos preocupados com relação a validade dos exames dela, que duram dois meses. Se esse prazo expirasse, teríamos que fazer outra bateria de exames e isso mexe muito com o emocional dela”, relatou a administradora de empresas.

Para ela, a marcação da cirurgia é o início de um novo ciclo não só para sua mãe, mas também para toda a família.

“É um problema que acaba mobilizando toda a família, porque tem as consultas e isso mexe com a rotina individual de cada pessoa, e tem também a parte sensível dela, que a gente tem que estar trabalhando nela. Agora, o importante é mostrar para ela que está tudo bem”, disse.

DA REDAÇÃO

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