RETORNO NEGOCIADO – Comissão de Direitos Humanos da ALE-RR garante regresso seguro de garimpeiros

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Os trabalhadores pediram aos deputados intervenção junto ao Exército, para que quem ainda se encontra nas regiões de garimpo possam retornar tranquilos para o seio de suas famílias

Catarina Guerra e Soldado Sampaio se encontraram com o general Bessa na tarde desta quarta-feira / Foto: Arquivo Pessoal /

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) recebeu, no final da manhã desta quarta-feira, 30, em reunião no Plenário Noêmia Bastos Amazonas, um grupo de garimpeiros, que foi pedir a intervenção daquele Poder junto ao Exército, para que possam retornar tranquilos para o seio de suas famílias.

Os trabalhadores relataram à Comissão a situação crítica pela qual estão passando, acometidos de doenças e enfrentando problemas como falta de alimentos na área onde estavam garimpando, entre os rios Uraricoera e Mucajaí.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, a deputada Catarina Guerra (SD) disse que o Legislativo estava disposto a negociar com o Exército a garantia do retorno seguro desses trabalhadores e, para isso, sugeriu que eles façam um relatório com os nomes dos garimpeiros que precisam retornar aos seus lares. Presentes à reunião também estavam os deputados Soldado Sampaio (PCdoB) e Evangelista Siqueira (PT).

No final da tarde, Catarina Guerra e Soldado Sampaio foram ouvir o outro lado da situação e se reuniram com o General Bessa, comandante da 1ª Brigada de Infantaria e Selva (1º BIS).

“Conversamos com o General Bessa e buscamos entender os dois lados da situação. Ficou acordado que não haverá bloqueio nenhum para o regresso deles, porém, não será permitido que saiam trazendo materiais ilegais. A nossa preocupação maior é com a vida e saúde das pessoas que se encontram lá, doentes e sem ter como voltar. É preciso agir a favor da vida dessas pessoas e trabalhar na garantia de que todos voltem para casa em segurança e da forma mais humanizada possível”, afirmou Catarina Guerra.

DA REDAÇÃO

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