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3 DE MAIO – Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Neste 3 de maio comemora-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. É importante que cada um de nós, sejamos jornalistas ou não, paremos por pelo menos  alguns instantes para reflitir sobre essa questão fundamental a qualquer ser humano que  habita este universo: ter a liberdade de se expressar sobre qualquer assunto em qualquer que seja o meio, ou veículo de comunicação.

Infelizmente alguns políticos ainda teimam em tentar calar quem se levanta contra seus desmandos e falcatruas, especialmente em ano eleitoral – como é o caso este ano -, como se  pôde verificar com maior intensidade nos últimos dias em Roraima.

Mas por que calar a imprensa? Evidentemente que quem age dessa forma é porque tem algo a esconder. Isso é lógico! Também é lógico que não são ameaças dessa natureza que farão com que a imprensa roraimense recue, se cale, diante de tudo o que for errado, imoral, ou fora da ética.

Até agora, dois jornalistas (Andrezza Trajano e J.R Rodrigues) já foram processados este ano pelo Governo de Roraima por exporem, especialmente no Twitter, suas ideias sobre o que consideram ilegal e criminoso. E estes não serão os últimos. Até o dia da eleição (3 de outubro) muita água ainda rolará por baixo dessa ponte.

Certamente que isso não será suficiente para calar a imprensa roraimense. Enquanto o Governo do Estado gasta milhares de reais do dinheiro público para tentar calar a imprensa, os jornalistas se  unem cada vez mais em busca de novos métodos de expor, de forma inteligente, o que de errado acontece em Roraima. Um desses métodos foi o lançamento da campanha “Não Vote na Censura”, na semana passada, que a cada dia ganha mais adesão no Estado.

A imprensa é a voz do povo e não é inteligente brigar com ela. É a imprensa quem dá vez e voz aos mais humildes. Se ela se calar, quem irá reclamar e onde os desmandos dos poderosos serão expostos? Tudo bem que a Justiça é cega, mas especialmente neste ano eleitoral, é preciso tirar a venda dos olhos e ficar atenta ao que acontece ao seu redor. Não é condenando jornalistas que se chegará à justiça social que todos nós queremos.

Wirismar Ramos – da Redação

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