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A dança das cadeiras

A capacidade do Governo de Roraima em ceder por pressões políticas é inversamente proporcional à de conceder benefícios essenciais, como educação de qualidade, escolas estruturadas, saúde e segurança para todos, ou seja, direitos que os roraimenses possuem.

Um Governo incapaz de articular a própria conduta política. Talvez tornar as coisas difíceis para ele mesmo, seja a sua principal habilidade. Cabe aqui uma pergunta: qual a capacidade que o Governo tem de influenciar a base “aliada” para ajudá-lo a governar? Sim, porque esta é a lógica: o Governo representa o povo; ele deve governar e tomar as próprias decisões e não servir de marionete para os partidos políticos brincarem de ‘dança das cadeiras’ nas secretarias do Estado. E nessa brincadeira, quem ganha? Quem perde, nós sabemos: é a sociedade roraimense.

As decisões são tomadas para favorecer os interesses de determinado grupo político. Por que é bem mais fácil ceder às pressões de partidos políticos preocupados com a corrida eleitoral que conceder os direitos essenciais garantidos por lei que a sociedade pede? É, foi isso que aconteceu nos últimos dias: professores pediam melhores condições de trabalho e alunos exigem estruturas nas escolas.

Para tentar entender, se é que isto é possível, veremos o que aconteceu. O deputado Federal Urzeni Rocha (PSDB-RR) confirmou que o partido terá quatro pastas: Saúde, Segurança, Universidade Virtual e Índio. Aqui cabe uma observação: Saúde e Segurança estão entre as secretarias com maior quantidade de verbas. O tucano afirmou ainda que as novas indicações foram feitas para buscar eficiência ao máximo, como resposta de resultado à sociedade, que é o principal interesse.

Se for o principal interesse do PSDB, não dá para compreender. O partido vai completar quatro anos que está no Governo e, às vésperas das eleições de 2010, “busca a eficiência como resposta de resultado à sociedade”? Aqui cabe uma reflexão: a busca pela eficiência é para a sociedade roraimense, ou é em vista às eleições de 2010?

REBECA ALENCAR – Acadêmica de jornalismo da UFRR

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