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Dignidade e opinião não têm preço

Já vi esse filme em outras versões e, sinceramente, não gostei do enredo, assim como não estou achando a menor graça agora. Refiro-me à briga que se formou entre os até então “amigos” jornalistas Edersen Lima, do site FonteBrasil, e J.R Rodrigues, secretário de Comunicação Social da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

Em seu artigo “O que o dinheiro não compra” J.R Rodrigues escreve: “Pelas palavras de Edersen é errado buscar o cumprimento dos acordos e compromissos. O certo é fazer da política algo extremamente sazonal, que se apaga e se desaparece a cada eleição. Segundo a filosofia de Edersen Lima, quanto mais sacana e mais traidor for o político, desde que ele detenha o poder – mesmo que momentâneo – e muito dinheiro, melhor ele será. Quem prima pelas alianças duradouras, quem acredita em projetos a longo prazo, quem quer ver os acordos sendo cumpridos e aperfeiçoados, segundo Edersen Lima, é tonto, é bobo e se deixa levar por aspones, etc.”, entre muitas outras coisas.

Como resposta, Edersen Lima escreveu em seu FonteBrasil: “Ele [J.R] e seus comandados se prenderam agora à novena e à procissão do Mecias ‘marido traído’, do ‘pobre coitado’, do ‘homem bom e honesto que levou uma rasteira’. Até quando isso? Engraçado, de novo, que Mecias e seu porta voz falam em ‘sonho de um grupo’. Não ouví nenhuma voz, exceto aquelas que estão na folha de pagamento da ALE, se rebelar.”

Qual dos dois tem razão? Talvez os dois, em determinados pontos. Mas uma coisa precisa ser dita antes de tudo: nem todo mundo que se irrita, se incomoda com esse tipo de policagem suja, que envolve negociatas, traições, enganação, está incluído na “pelegada” de Mecias de Jesus e só escreve o que ele determina. Não se pode mais ter opinião própria nesse Estado? Até as opiniões pessoais agora são compradas, negociadas?

Talvez Edersen tenha dito isso por experiência prória. Não me incluo nessa pelegada, não obedeço ordens do deputado Mecias de Jesus nem tampouco sou pago por ele para defendê-lo a qualquer custo. Sou servidor da ALE-RR há quase cinco anos, onde desempenho com dignidade o meu trabalho e, naquele ambiente, o deputado Mecias de Jesus é para mim assim como é para os demais servidores: presidente daquela Casa.

Não misturo as coisas. Jamais fiz isso. O FatoReal é um blog, pessoal, onde exponho minhas ideias, sem cobrar nada por isso, porque acredito que dignidade não tem preço.

Além do mais, pelo que eu conheço do deputado Mecias de Jesus, sei que ele não precisa de porta-voz para dizer o que pensa. Quanto ao J.R Rodrigues, quem o conhece de perto sabe ele não aceitaria esse papel, ao contrário de muitos. suas opiniões podem até não agradar a todos, mas sei que são dele. Dizer que o que eu escreve é a pedido de A ou B não passa de uma tentativa vã de desqualificá-lo como pessoa e profissional respeitado no meio jornalístico local.

Aprendi a admirar J.R a partir do momento em que o conheci como pessoa e pelo menos em dois pontos nos identificamos:

01 – Não temos vocação para ser pau mandado de ninguém;

02 – Usamos nosso talento – lapidado nos bancos da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e depois em cursos de especialização – para escrever o que pensamos e não o que agrada àquelas pessoas que nos pagam.

Quantos mais podem dizer isso de peito aberto? Com certeza a maioria dos jornalistas de Roraima, mas é preciso se separar o joio do trigo e saber identificar as aves de rapina que pululam entre aqueles que oferece mais, mesmo que seja para defender cegamente o indefensável.

WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)

  • Os dois jornalistas são bons e competentes, é bom ver que cada um defente seus ideais, toda diferença de opinião é sadia desde que se respeite cada lado. É ridiculo ver SITE que só houve um lado, que só publica materia em prol de uma pessoa. Estamos num pais onde as pessoas são livres e podem expressar o que penssam. Viva a Democracia, Viva o Brasil.

  • Edersen Lima, não faz muito tempo era um critico feroz ao governador Anchieta e o senador Jucá, o que aconteceu para o mesmo mudar de opinião de critico a defensor.

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