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ELEIÇÕES 2010 – O poder econômico e a fragilidade da oposição

Já disse aqui no FatoReal, mas não custa nada repetir: as eleições deste ano serão um marco na história de Roraima quanto ao abuso dos poderes político e econômico, retaliações à imprensa e utilização de métodos, digamos, não muito “religiosos” para se alcançar o objetivo final, que é a vitória em 3 de outubro.

Recentemente dois jornalistas roraimenses tiveram que enfrentar a justiça simplesmente porque decidiram criticar o Governo estadual, que alegou estar sendo vítima de campanha eleitoral antecipada negativa no Twitter, o que atrapalharia, em tese, a reeleição do governador Anchieta Júnior (PSDB). Outro jornalista, além das ameaças de morte que vinha recebendo pelo celular, sofreu um grave atentado em seu apartamento, que foi alvejado por tiros na madrugada.

Mas esse resgate vergonhoso da censura não se limita somente a Roraima. O jornal Estado de São Paulo também foi vítima recentemente e ainda briga na justiça para ter de volta o direito de expor o que pensa e denunciar o que acha ser necessário.

Roraima volta a ser cenário de mais um fato que mostra, explicitamente, o quanto o poder do dinheiro é influente e pode calar os mais fracos. Uma fonte revelou ao FatoReal que um empresário teria pago R$ 30 mil em cash e divido o restante do valor total (não revelado) para um apresentador de TV simplesmente sumir do mapa.

Ele fez apenas dois programas com linha crítica ao Governo estadual. Se os boatos são verdadeiros, não se sabe. O fato é que o apresentador em questão SUMIU MESMO!

Isso é lamentável! Mas ao mesmo tempo, surge uma daquelas perguntinhas chatas que não param de incomodar: será que “eles” têm dinheiro suficiente para “comprar” o silêncio de todos os formadores de opinião do Estado que teimam em expor os podres de quem os comete?

Podem até ter, mas somente os igualmente corruptos, fracos, medrosos, jabazeiros e despidos de qualquer resquício de ética são capazes de uma atitude vergonhosa desse tipo: se vender para não falar mal de determinado político, ou instituição, em troca de algum benefício (seja financeiro ou não).

Felizmente, esses abutres da mídia são minoria em Roraima.

WIRISMAR RAMOS – da Redação (wirismar@gmail.com)

  • Já vimos esse filme antes, isso confirma a tese de que em uma reunião alguém perguntou quanto ia ser gasto numa campanha e uma pessoa falou, não vamos gastar nessa campanha, nós vamos RASGAR DINHEIRO.

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