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O exemplo de Cleópatra e o segundo aniversário do ano

Antes que o segundo aniversário do ano, desta vez faraônico, da primeira-dama do Estado de Roraima, Shéridan de Anchieta, caia no esquecimento e a desculpa de que o show de funk (pago à peso de ouro com o dinheiro do sofrido desta terra) seja atribuído à pouca idade, quero lembrar de uma jovem que marcou a história do mundo: a rainha Cleópatra. Cleópatra VII Thea Philopator (deusa que ama o pai, em grego) era o seu nome. Ano 51 a.C., aos 18 anos, ela tornou-se rainha do Egito. Cleópatra foi uma administradora competente, uma mulher culta, que além do mais devia ter consideráveis dotes eróticos. Apostou na sua estratégia e perdeu. E a História não costuma ter complacência com os vencidos.

Cleópatra gostava de vestir-se como Ísis, a deusa-mãe, de quem se dizia a reencarnação. Cercada de uma corte corrupta, Cleópatra não tinha escrúpulos. Mandou matar quatro dos cinco irmãos (dois homens e três mulheres) que podiam atrapalhar-lhe os planos.

Para conquistar as graças de César, ela se fez embrulhar num tapete. Pode-se imaginar a expressão do ditador romano, ao ver o que continha o tapete desdobrado aos seus pés. Não espanta que a apresentação tenha terminado na cama. César tinha então 54 anos. Cleópatra, 23.

Após a morte de César, Cleópatra seduziu Marco Antônio. Aos 29 anos e no auge de seus encantos, ela convida o general quarentão para um banquete inigualável. Daí em diante, Cleópatra fez o que quis de Marco Antônio. Em Alexadria, eles formaram uma sociedade chamada “os que vivem para o prazer” e ela ganhou o título de Rainha dos Reis.

Depois de terem sido derrotados na Batalha de Actium, em 30 a.C., Cleópatra reconheceu a derrota e fugiu para o Egito. Marco Antônio foi atrás, abandonando os que ainda lutavam – pecado imperdoável para um líder. No Egito, formaram a sociedade dos “inseparáveis na morte”.

Como bom soldado, ele matou-se com a espada. Cleópatra, prisioneira dos romanos, suicidou-se, fazendo-se picar por uma áspide, pequena cobra venenosa.

Pois é…

A pouca idade não influenciou em nada nas ações de Cleópatra, a Rainha do Egito, que sabia muito bem o que estava fazendo para seduzir os marmanjos e se manter no poder. E não venham me dizer que a jovem primeira-dama não sabia o que estava fazendo na “Sheridan’s Party”, porque ninguém me convence.

Afinal, os próprios assessores gostam do pão e circo, ou seria tequila, cachaça de uva e queijo importado?

O meu desejo é que esta jovem senhora, quando cair no amargor de alguma derrota, que não são poucas para quem está começando a vida, não se faça picar por uma serpente. Afinal de contas, como afirmei no inicio deste artigo, a HISTÓRIA NÃO COSTUMA TER COMPLACÊNCIA COM OS VENCIDOS.

Orlen Kelly – Com subsídio do blog 4Atons (www.4tons.com)

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