O incrível país que encolheu
Esse Brasil que o Brasil ignora está sendo ocupado rapidamente por estrangeiros, que se aliam aos indígenas e chegam ao cúmulo de proibir o acesso de brasileiros a boa parte do território. Enquanto o presidente da República saracoteia nos salões do Primeiro Mundo, a Funai, neste governo, por desinformação, incompetência ou desinteresse, tem sido cúmplice ativa da entrega de Roraima a ianques, ingleses e japoneses.
Como boa parte da população atual não nasceu em Roraima, mas no Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros Estados, os vínculos com a região ainda são frágeis. Mesmo assim, esses brasileiros, mesmo recém-chegados, ficam boquiabertos ao saber que tribos inteiramente controladas por estrangeiros ocupem 70% do território.
Os 30% que sobram são terras improdutivas e da pior qualidade, além do leito dos rios. Não há indústrias, a agricultura foi desmantelada e são raros os indivíduos que sobrevivem fora do Governo. Ou o sujeito é funcionário público (e quase todo mundo é) ou trabalha no comércio. E há aqueles (muitos) que vivem de programas governamentais, embora sejam os primeiros a reconhecer que o Governo entregou Roraima aos estrangeiros.
Na única rodovia que leva ao Brasil (são 800 quilômetros entre Boa Vista e Manaus), cerca de 200 quilômetros atravessam a reserva indígena Waimiri Atroari, onde os brasileiros só podem passar entre seis da manhã e seis da tarde. Nas outras doze horas, a rodovia é fechada pelos indígenas, com autorização da Funai, e só podem passar norte-americanos, europeus e japoneses.
Sem a aprovação dos ocupantes estrangeiros, os indígenas não abrem a cancela fora do horário para brasileiros, mesmo que apresente autorização obtida a duras penas junto à alucinante burocracia da Funai. Melhor pedir licença diretamente aos gritos, pois eles é que mandam nessa terra estranha. E ninguém discute suas ordens.
Além da língua nativa, a maioria dos índios fala inglês ou francês, e poucos sabem se expressar em português. Para que usar a língua nacional, se o território é estrangeiro? E até a bandeira que tremula na entrada de algumas reservas indígenas vem dos Estados Unidos ou da velha ilha de Elizabeth II.
Parece folclore de esquerda, mas é pura realidade.
O funcionário recém-chegado manda uma advertência a brasileiros que quiserem montar empresa para exportar plantas medicinais ou frutas típicas, como cupuaçu, açaí e camu-camu: terão que pagar royalties a japoneses e americanos, que patentearam a maioria dos produtos feitos a partir da flora local.
Em Roraima, o petróleo e a energia elétrica veem da Venezuela e os traficantes de drogas entram e saem livremente, embora os ianques digam que estão construindo uma base militar na Colômbia, bem perto da fronteira com o Brasil, para combater o narcotráfico.
Lá, a Funai, órgão federal famoso pelos escândalos que produz, copia fielmente o exemplo do presidente Lula: nada vê, nada ouve e nada sabe. É um pedaço do Brasil que se vai. E só falta o Zé Dirceu, para passar o recibo.
TIÃO MARTINS – jornalista e articulista do jornal Hoje em Dia (Minas Gerais)
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Blogueiro, jornalista e radialista. A sequência é intencional e representa o nível de importância da atuação de Wirismar Ramos no mundo do webjornalismo. Pós-graduado em Comunicação Social - Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, Wirismar Ramos costuma dizer que não suporta, em sua vida profissional, atitudes que demonstrem falso moralismo, falsidade, traição, incompetência e preguiça.