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O que o dinheiro não compra

O jornalista Edersen Lima escreve no site FonteBrasil uma coluna chamada “Opinião Formada”, logo seria ingenuidade pensar que não tenha o objetivo de formar opinião. Não existe meio de comunicação imparcial, existem meios mais ou menos coerentes. Não existe jornalista imparcial e sim alguns que são mais outros menos justos.

Na coluna desta sexta-feira (28), Lima cometeu, sem dúvida, sua maior injustiça ao super valorizar a traição, as traquinagens e a falta de companheirismo e condenar com veemência aqueles que acreditam na boa política, nas parcerias futuras, nos desdobramentos de cada fato como consequência de outros positivos e proporcionalmente na colheita do mal por quem planta o mal.

Pelas palavras de Edersen é errado buscar o cumprimento dos acordos e compromissos. O certo é fazer da política algo extremamente sazonal, que se apaga e se desaparece a cada eleição. Segundo a filosofia de Edersen Lima, quanto mais sacana e mais traidor for o político, desde que ele detenha o poder – mesmo que momentâneo – e muito dinheiro, melhor ele será. Quem prima pelas alianças duradouras, quem acredita em projetos a longo prazo, quem quer ver os acordos sendo cumpridos e aperfeiçoados, segundo Edersen Lima, é tonto, é bobo e se deixa levar por aspones, etc.

Edersen tenta ensinar as gerações futuras que na política vale qualquer coisa por um naco do poder, que não importa quanto você for pisoteado e escroteado, desde que esse açoite seja feito por alguém que detenha algum poder. Edersen leva seus leitores a acreditar que qualquer que seja o governador de Roraima, todas as pessoas devem referenciá-lo, mesmo que seu Governo seja uma negação, apenas pelo fato de que ele está momentaneamente governador.

Assim, qualquer pessoa que venha assumir o Governo no futuro se transformará em divindade, não errará, não poderá ser questionado e todos nós teremos que de modo uníssono dizer sempre amém. Quem discordar, quem tentar acreditar no sonho de ver as coisas funcionando com o mínimo de decência – segundo Edersen – estará errado, muito errado.

O alvo – desta vez e mais uma vez – foi o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Mecias de Jesus. Edersen transformou os algozes de Mecias em santos, apenas porque ele ainda acredita que a política é um caminho para transformar o Estado para melhor, de unir políticos, às vezes até de pensamentos diferentes, em torno de um objetivo comum, numa escala temporal que não envolva apenas um mandato.

Edersen tenta, sem sucesso, transformar a biografia de Mecias de Jesus numa coisa  qualquer, “vendê-lo” como um daqueles políticos de 4 anos e 3 meses (3 meses de campanha e quatro anos de mandato), que depois desaparecem.

Mas a história registra o inverso do que Edersen prega. A vida e a ascensão da carreira política de Mecias de Jesus foram solidamente construídas em alguns pilares. Ele acredita que é possível, apesar das porradas que tem levado, fazer e honrar compromissos e acordos; que não há política, nem político sem grupo; que depois de uma eleição sempre virá outra e que termos como amizade, parceria, perseverança e fé deve obrigatoriamente fazer parte da vida diária de qualquer político.

Mecias acredita que qualquer acordo só será bom se também garantir algo para o futuro e não apenas para atender uma conveniência momentânea. Foi assim que ele fez parte do grupo que com muita luta transformou o então deputado estadual Flamarion Portela em vice e depois em governador e depois em governador reeleito. É fato que os resultados não foram dos melhores, mas nem por isso Mecias mudou seu jeito de ser.

Mecias também participou ativamente das conversas que levaram o então desconhecido Anchieta Júnior à condição de vice e depois à sua natural efetivação como governador. Tanto em relação a Flamarion Portela, quanto a Anchieta, Mecias só deixou de acreditar em ambos como governador quando estes não quiseram mais, quando os planos, as alianças futuras se transformaram em pesadelos presentes.

Por acreditar no futuro e valorizar os companheiros, foi que Mecias foi um dos únicos a insistirem na manutenção da candidatura de Luciano Castro a prefeito de Boa Vista, no momento em que todos os seus atuais amigos já davam como morta, encerrada e enterrada sua carreira política. Mas para Edersen isso é feio e não deve ser feito, porque não tem nenhum valor. O próprio Edersen indagou um dia desses na mesma coluna se um amigo deixava o outro perder R$ 40 milhões, colocando valor em algo que não pode ser mensurado.

Hoje se comenta sobre as “chances” desperdiçadas por Mecias de ser candidato a vice, como se ocupar cargo A ou B fosse algo realmente importante num contexto desta natureza. Termos como honra e dignidade devem estar presente na hora de se costurar um acordo, bem como na hora de exigir seu cumprimento. Sem isso, a política deixa de ter sentido. Todos sabem disso, mas para Edersen não importa o sentido da vida desde que aponte para a bajulação e para a subserviência. Acreditar no futuro e acreditar que ele seja melhor que o nebuloso presente não é uma virtude, segundo o pensamento de Edersen.

A sorte é que as pessoas que realmente conhecem o deputado Mecias e a forma como ele trata a política sabem que não tem o menor sentido as colocações de Edersen e que ele só deixa de abraçar uma causa quando esta é desfigurada. Os projetos traçados inicialmente se transformaram em martírio, com a certeza de que a boa política tinha se transformado num ringue de vale tudo, onde as palavras companheirismo e futuro simplesmente foram retiradas  do “texto inicial”.

Acreditar na política implica em ter que acreditar nas pessoas, nos políticos e quando isso não faz mais sentido, o melhor mesmo é recomeçar num outro ambiente e esperar que mais uma vez a vontade sábia do povo de Roraima venha ao encontro da coerência e do interesse pelo bem comum. O dinheiro compra muita coisa, menos os bons sonhos e seus eternos sonhadores.

Edersen dá sua cartada final ao defender o político avestruz: aquele que enterra a cabeça na areia e vive sem visão ou perspectiva de futuro; que não enxerga as oportunidades e mesmo que ela apareça, ele simplesmente vai ignorá-la. Edersen não gosta de um político com visão de águia: que enxerga além do seu tempo, que se esforça para que valores mais dignificantes sejam postos em primeiro plano, diante de tudo que pareça um mero oportunismo.

A candidatura de Mecias de Jesus ao Senado foi meticulosamente planejada e discutida por todos a quem de direito. Os eleitores de Roraima só não terão, já nas eleições de outubro próximo a oportunidade de decidir pela eleição ou não de Mecias de Jesus ao Senado, porque políticos que primam por outros princípios e que pensam ao contrário dele não permitiram, mas o julgamento de tudo isso será feito nas urnas, não apenas nestas eleições, mas também nas próximas.

J. R. RODRIGUES – Jornalista e advogado – jotaroraima@hotmail.com

  • Mais esperar o quê,se esse site não tem nada de imparcial,ou seja, são todos puxa sacos do incompetente governador Anchieta,por outro lado,admiro o fato real,esse sim é imparcial e justo continue assim.

  • Apenas um ponto ao amigo JR, ao se referir ao editor do Fontebrasil use de fato só o nome dele, não o chame só pelo sobrenome Lima, porque incredulamente alguns poderão pensar que é o Lima, Manoel Lima, meu pai, e este, sim, é de fato e de verdade um jornalista ético e de respeito.
    Parabéns pelo que escreve, não existe impacialidade, existe, sim, pessoas sem coragem de mostrar o que de fato pensam, mas por ética e não por dinheiro.
    marlen lima, editor do site Agencia Norte Online -www.agencianorteonline.com.br

  • O que pode se dizer do Jornal Folha de Boa Vista, que a todo custo tenta manipular o leitor, seja com materias tendenciosas ou quando deixa de ouvir o outro lado julgado. Na coluna Parabolica você ver de tudo resultado de licitação, quem foi contratado ou demitido, quanto se gastou com telefonia etc… Só que isso tudo é do Governo do Estado isso é legal, mais bom seria se divulgarem a CAIXA PRETA DA PREFEITURA DE BOA VISTA, não escrevem porque o jornal é do Secretário Municipal de Finanças. E as ruas sem iluminação, cheias de buracos e alagadas, o contribuinte reclamando da taxa de coleta de lixo, do Fardamento Escolar da Prefeitura que faz 2 anos que não entregam, das escolas municipais cheias de goteras e fossas estouradas e o salario que agora só sai dia 11 de cada mês. ISSO SIM É MANIPULAÇÃO; jamais irão dar enfase a essas materias. Um dia eu li na Folha que tudo estava um marasmo sem pauta para escrever. Materia tem é muita coragem de escreve-las é outra converssa.

  • Dignidade, respeito e opinião formada.
    Edersen tem seus motivos, como o Wirismar Ramos, J.R, o Gesse, Vanessa Lima, Willame Souza, Andrezza Trajano, Mario Cezar, etc… Todos sabem o que escrevem e são responsaveis por suas pautas. Isso é democracia é liberdade de expressão; amanhã é um novo dia e todos vão estar fazendo o que sabem fazer. FOMAR OPINIÃO

  • Cara, teu blog tá abafando, tem até o Fábio Assunção, o dono deste fake deve se achar parecido com Gianechini, Tiago Lacerda, Mateus Solano, só tem artista!! rsrsrsrs

  • Tomara que não seja usuário de drogas também, feito o verdadeiro dono do nome que, aliás, é um excelente ator e finalmente parece que conseguiu se tratar.

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