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RORAIMA: Terra onde trair é normal

Luciano Castro traiu Mecias de Jesus por que  sonhava em ser senador e não suportaria ver um ex-engraxate e jardineiro, pela via obtusa, realizar esse sonho. Luciano foi empurrado pelo governador Anchieta Júnior, que precisa do tempo de TV do PR, do apoio dos candidatos do PR e pela vontade própria do governador que fazia questão de dá o último “pizão” no pescoço de seu ex-aliado Mecias de Jesus.

Luciano, que teve a chance de disputar o senado várias vezes, também sonha em ser ministro e por isso foi abduzido e pressionado pelo senador Romero Jucá, que deseja uma vitória por W x O, onde sem nenhum concorrente de peso teria mais chances de sua reeleição. Isso foi uma traição individual, assim Luciano Castro entra para história  política de Roraima como aquele que apunhalou seu “melhor” amigo. Esse era um desfecho imprevisível.

O senador Augusto Botelho, se disse traído pelo PT, mas desde o minuto seguinte  a sua filiação ao PT, deixando o PDT, partido pelo qual foi eleito, ele foi avisado. Escrevi um artigo no site fontebrasil, denominado “A última ceia do senador”, onde descrevi minha decepção de eleitor e cidadão, mas em vez de provocar uma reflexão do senador e de seus assessores, provoquei uma ira e várias foram as matérias, desmentidos e até xingamentos contra minha pessoa.

Roraima talvez nunca mais conheça um político tão diferenciado no aspecto ético e moral. É verdade que na política não tem santo, que Botelho tem lá seus defeitos, mas comparados com a maioria absoluta dos políticos roraimenses Augusto poderá ter sua vida escarafunchada e será sempre uma referência neste aspecto.

O erro de Botelho foi perder o foco para o qual foi eleito e se transformou em “mais um” senador de uma bancada numerosa e assim viu passar o tempo como se assistisse tudo de uma janela de um trem em alta velocidade.  O tempo é um aliado importante, mas ninguém o controla. Ele passa de qualquer maneira.

De qualquer modo, Botelho não será  candidato por que em oito anos não se viabilizou como expressão política, as pesquisas mostram ele com um desempenho ínfimo, aquém de sua honra e de sua conduta como cidadão e homem público. O PT-RR  faz a coisa certa ao buscar uma alternativa eleitoral mais viável, para enfrentar o rolo compressor e os milhões já devidamente enterrados em algum lugar que serão gastos na busca desenfreada pelas duas vagas de senador.

O PT deu a oportunidade para Botelho ser um senador que nos enchesse de orgulho, deu a cadeira ao lado do presidente Lula e dos ministros, deu o passaporte verde da política nacional e Botelho dentro da sua humildade  franciscana não aproveitou essa oportunidade. Em 2020 Botelho teve a chance de se eleger senador e teve votos de pessoas que como eu nunca o tinha visto a menos de 100 metros. Botelho não tinha nenhum amigo de 20 anos no diretório do PT-RR e sua escolha partidária foi feita por sua conta e risco, sem pensar em 2010.

Mecias de Jesus – ao contrário – foi apunhalado por aquele que se dizia seu melhor amigo, que garantia aos quatros cantos que daria todo o apoio para ele tentar a vitória para o senado.

A história política de Roraima colocará Augusto Botelho como um senador decente, honesto e até trabalhador, mas desarticulado com a mídia, com as demais lideranças políticas. Bom demais para continuar sendo nosso senador.

Mecias de Jesus, pelo menos até os próximos quatro e oito anos, estará no rascunho da história política de Roraima, como aquele que construiu um legado político, honrando compromissos, brigando pelos amigos, se sacrificando em torno de seus ideais a médio e longo prazo, que se viabilizou como candidato ao senado, que abdicou da mosca azul do poder e teve a coragem de ir para oposição, onde – em tese – teria chances reais de brigar pelo cargo de senador.

Luciano Castro está na história  política de Roraima como aquele que queria e que teve várias chances de buscar uma cadeira de senador e hesitou em todas elas. Ele terá ainda um capítulo especial onde estará escrito que além de nunca ter tido a coragem de encarar uma disputa majoritária para o senador ele impediu que seu “melhor” amigo – que teve essa coragem – buscasse a realização deste sonho.

A história política de um Estado é baseada na contemporaneidade e o que pode ser uma verdade absoluta hoje pode não ser nada amanhã, por isso, aqui são meras conjecturas baseadas em coisas que já aconteceram e em previsões daquilo que pode acontecer, afinal o futuro é a equação perfeita entre as lições do passado e as tarefas recém finalizadas do presente.

J. R RODRIGUES – Advogado e jornalista (e-mail: jotaroraima@hotmail.com)

  • Professora Angela Portela;

    Não entre na conversa do Titonho Bezerra, este realmente quer ser candidato a Dep. Federal por isso tenta de todas as formas lançar seu nome a Senadora, faltando apenas 4 meses para o dia da eleição é pouco para você Angela trabalhar e solidificar uma base eleitoral; lembre-se do exemplo da Prefeita de Boa Vista tanto Tereza Juca e voçe Angela são bons nomes pra qualquer cargo público; mais para tanto tem que haver união, discurssão, visitas a todo o estado falando da provavel candidatura, disposição pra houvir opinões adversas, muita sola de sapato e dinheiro, este ultimo pra bancar as despesas com os comites. Por isso professora não acho que agora seja o momento certo de um voo mais alto, tome cuidado com as pessoas proximas e alias sua reeleição para Camara Federal e tida como certa. PT saudações.

  • Roraima!

    Terra de gente Trabalhadora; de oportunidades para todos, do Desenvolvimento, da Agricultura e do Agro-negocio. Não existe traíção em politica, vejamos só quantos eleitores já foram enganados e os pobres ficam 4 anos amargando e esperando as proximas eleições para rever os candidatos cara de pau. Roraima terra linda, de belezas tantas a qual eu amo de coração. Avança para o Desenvolvimento Roraima JA.

  • Se Augusto Botelho e Mecias de Jesus não são hoje candidatos ao Senado não se deve à crueldade ou traição como acusam. Há, sim, erros dos dois, e um deles é básico: o de ser candidato de si próprio. Não vale contar amigos, assessores e pelegos. (parte do texto opinião formada)

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