VENEZUELA – Chávez prepara carnificina contra seu povo

Nos conflitos em Mérida, pelo menos dois estudantes morreram.
Além dos dois estudantes que foram assassinados pela polícia venezuelana, nos próximos dias centenas de pessoas devem ser mortas em confrontos entre simpatizantes e opositores do presidente Hugo Chávez, com as diversas polícias protegendo os primeiros e atirando nos segundos. Em uma artigo publicado no maior jornal venezuelano (El Universal) a socióloga Maria Pérez Sol Schell disse que a “Sociedad venezolana está en estado de precombustión” e adverte que a conciliação é a única forma de evitar um mal maior, coisa que não agrada ao presidente.
Perez Schell diz ainda que o ambiente de “pré-combustão” que reina no país é produto de um “estado de irritabilidade coletivo”, semelhante ao que viveu na Venezuela durante o dia antes do Caracazo, em fevereiro de 1989, quando Chávez ascendeu ao poder. Nessa época, ele era a esperança e hoje simboliza tudo o que os venezuelanos não querem.
A socióloga diz que os protestos estudantis, que Chávez planeja sufocar com porrada e bala, é apenas uma ponta do problema, já que cidadão simples também demonstra estar impaciente em qualquer atividade diária.
“Há um estado coletivo de irritabilidade, pré-combustão, o que é suficiente para produzir uma faísca, que pode vir de qualquer coisa e se nada for feito esta efervescência ganhará força inimaginável”. Para ela, a situação atual é perigosa.
Mas o que levou os Venezuelanos, cuja maioria venerava Chávez, a de repente chegarem a esse ponto? Ela diz que isso “não tem causa específica” e que os os problemas de rotina como a falta de água, luz, dificuldade de mobilizar e obter produtos básicos são elementos que geram ansiedade e levam a sociedade a tal ponto que a explosão pode ser muito fácil. “É como uma panela de pressão, que, se não há escapatória, explora”, diz a sociólogo, para quem a saída é a “conciliação”.
Ela diz ainda que em vez do conflito pregado pelos dois lados, deveria haver reflexão sobre a reconciliação, mas o presidente, que seria o principal responsável por essa medida parece pensar apenas em esmagar o outro lado.
O presidente Hugo Chávez tenta manipular o protesto coletivo. Ele quer fazer-lhe ver que a população em geral não está chateada, apelando para a má situação em que vive, mas destina-se a politizar a questão, dizendo que os estudantes são manipulados.
Com base no comportamento político do chefe de Estado, a socióloga adverte que “o presidente radical sempre que tem uma carta na manga e tem a sua razão na teoria de que a melhor defesa é o ataque”.
Venezuelanos ridicularizam ajuda brasileira
A notícia de que o Brasil mandará técnicos para amenizar problemas com geração de energia na Venezuela foi tratada como piada pelos venezuelanos. O jornal El Universal, que veiculou a informação, também inseriu comentários indignados de alguns venezuelanos. Eles criticam os investimentos feitos pelo presidente Hugo Chávez em outros países e apelam que a culpa é do próprio presidente.
Os venezuelanos são orgulhosos de nunca terem necessitado de ajuda internacional, de possuírem um excelente padrão de vida, conquistas que agora veem cessar após os 11 anos de Governo Chavista.
MARCOS VALÊNCIA – Colaborador – E-mail: marcosvalencia@gmail.com
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Blogueiro, jornalista e radialista. A sequência é intencional e representa o nível de importância da atuação de Wirismar Ramos no mundo do webjornalismo. Pós-graduado em Comunicação Social - Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, Wirismar Ramos costuma dizer que não suporta, em sua vida profissional, atitudes que demonstrem falso moralismo, falsidade, traição, incompetência e preguiça.