Sem maniqueísmo, mas uma boa reflexão

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Cinco milhões de pessoas marcharam para Jesus, em São Paulo, nesta quinta-feira (3). Foram quatro quilômetros de percurso, da Estação Tiradentes até a Praça Campo de Bagatelle. Nenhum incidente, segundo confirmou a Polícia Militar de São Paulo (G1 – Globo).

Em Boa Vista, numa festinha boba que não deve ter reunido sequer 1.000 pessoas (estou sendo bastante otimista), dois crimes bárbaros na madrugada de domingo para segunda-feira (31/5): um adolescente morto e outro ferido gravemente, a tiros.

Aí, vem-nos à mente alguns motivos para reflexão: primeiro, o que faziam dois adolescentes livres, leves e soltos, perdidos na madrugada de Boa Vista?

Segundo: por que os pais não exigiram que eles estivessem em casa, dormindo, em segurança, àquela altura da madrugada? Terceiro: não é mais proibida a presença de crianças e adolescentes nesses ambientes, altas horas?

Quarto e paro por aqui: acabar com as festinhas seria a saída? Particularmente, nessa eu quero meter o meu bedelho. Minha resposta é categórica: não, necessariamente!

Afinal, todos têm o livre arbítrio e sabem o que querem para suas vidas. Uma alternativa é cultuar o nome de Jesus na marcha em seu nome, num templo ou mesmo em casa. Afinal, Ele é digno de toda honra e glória.

Mas, também, todos estão livres para se esbaldarem, perdidos na buraqueira. Quem enveredar por essa segunda opção, no entanto, precisa saber a que está se expondo.

Não devia ser assim, porém, invariavelmente, no mundão muitos extrapolam as regras de convivência social, a ponto de cometerem descalabros que tantas dores e angústias causam aos semelhantes.

A escolha é livre. As consequencias, nem tanto.

Alea jacta est!

Francisco Espiridião – Jornalista, autor de Até Quando? (2004) e “Histórias de Redação” (2009); email: fe.chagas@uol.com.br; blog: www.franciscospid.blogspot.com.

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