O que mais importa

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Houve um tempo em que pensava ser a minha voz a mais importante – fiquei rouco e a vida não acabou;

Então, passei a cuidar mais da aparência e achar que as outras pessoas reparariam nisso – ninguém me notou;

Comecei a frequentar a igreja e achar que, de muito rezar, salvaria a minha alma – descobri que fé sem ações é inútil;

Quis um dia ficar rico, poder gastar à vontade e viver sem preocupações – mas dinheiro não traz tranquilidade;

Sonhei viajar o mundo, conhecer muitos lugares – entretanto, entendi que preciso primeiro conhecer o meu próprio país;

Pensei em romper com as normas, viver como um anarquista – no entanto, vi a necessidade das leis e autoridades;

Achei que seria mais inteligente que a maioria – levei ‘bomba’ no vestibular;

Me considerava imbatível, sempre com a razão, dono da verdade – me provaram por A mais B que estava errado;

Tinha certeza que conhecia tudo na minha região – me mostraram que sempre há novos lugares inexplorados;

Passei a achar que era garanhão e que o tempo era curto para dar atenção a tantas moças – acabei descobrindo que tudo não passava de ilusão e apenas uma mulher me fez ver o verdadeiro sentido do amor.

Hoje não consigo entender por que levei tanto tempo para abrir os olhos. A vida é cruel, castiga os malcriados, mas ensina uma importante lição: mais importante que o orgulho, dinheiro, bens e fama são coisas simples do dia-a-dia, a esperança em um futuro melhor e, acima de tudo, a dignidade. Essa não tem preço.

Pense nisso, antes de tentar fazer o mal ao seu próximo.

WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)

Comentários

2 COMENTÁRIOS

  1. MASSA.. e sei que isso reflete uma verdade absoluta… é preciso muita coragem para escrever essas coisas… isso é para poetas gays tipo jota r e amilcar que vivem escrevendo coisas assim… bem vindo ao clube dos homens (quase) homens sensiveis e transformados. rsrsrsrsrs

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