Equipe do IFRR Campus Boa Vista é a única classificada de Roraima para a fase final da Olimpíada de História

0
159
Adriano Lima dos Santos, Eduardo Bordonal Tressoldi e Shanti Sai Moreno Brooks fazem parte da equipe finalista / Foto: Divulgação /

O Instituto Federal de Roraima (IFRR), por meio do Campus Boa Vista (CBV) tem alcançado lugar de destaque nas Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), ao longo dos últimos anos e, novamente em 2018, a única equipe do estado classificada para a fase final da competição, que será realizada em Campinas, nos dias 18 e 19 de agosto, é da instituição.

A 10.ª edição da ONHB, a exemplo das edições anteriores, consiste em uma avaliação formativa, ou seja, é uma prova que exige muito além dos conhecimentos prévios. Os alunos têm de realizar diversas pesquisas sobre diferentes épocas e temas sobre a História do Brasil.

A prova também privilegia temas ligados à cidadania, ao respeito à diversidade, aos direitos humanos, à justiça e à igualdade. Portanto, trabalha a disciplina de História em sua totalidade, e de maneira contextualizada, levando os alunos à reflexão, procurando fugir dos moldes tradicionais do vestibular e do Enem, para levar os discentes a uma reflexão profunda sobre a História e a atualidade do Brasil.

Nesse ano, os estados líderes da competição são o Ceará, com 118 equipes classificadas, Rio Grande do Norte, com 46 equipes, seguidos de São Paulo, com 44 equipes. Apenas o estado do Amapá não classificou nenhuma equipe para a última fase.

De acordo com a professora Rafaela Pereira, responsável pela ONHB no CBV, nesse ano a olimpíada foi muito difícil, pois começou com mais de 50 mil candidatos, divididos em cerca de 14 mil equipes, que participaram de seis fases on-line. “Na primeira fase os competidores respondem às questões objetivas, de múltipla escolha. Já na fase final irão responder a uma prova escrita, cujo tema só será descoberto na hora da avaliação”, explicou Rafaela.

IFRR

O IFRR já foi medalhista de bronze e prata, e também foi destaque em várias edições. Em 2017, três equipes foram classificadas para a fase final.

“Nesse ano a ONHB foi muito bacana e apesar de não termos conseguido classificar mais equipes, já que tivemos inicialmente 22 equipes inscritas, todos os alunos que participaram evoluíram muito em seus conhecimentos sobre a disciplina de história. A olimpíada incentiva muito à pesquisa e isso é muito importante para os alunos, pois lhes ajudam a amadurecer enquanto estudantes, e para todos nós, enquanto profissionais. Chegamos até aqui e agora vamos nos preparar pra etapa final!”, relatou a professora.

Finalistas

Adriano Lima dos Santos, Eduardo Bordonal Tressoldi e Shanti Sai Moreno Brooks são alunos do 2.º ano, do curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio e fazem parte da equipe Agere non loqui, a grande finalista. O nome da equipe, de acordo com Shanti, é oriundo de um provérbio em latim, que quer dizer “agir, não pensar”.

“A proposta do nome é justamente agir e não ficar apenas no campo das ideias, mas tomar atitudes efetivas quando necessário. Esse nome nos motivou inclusive a elaborar o discurso sobre a reforma da Previdência, tema da última atividade da fase on-line da olimpíada, o qual apresentamos em forma de um notícia”, explicou o aluno.

Já Adriano é um veterano medalhista em outras olimpíadas nacionais, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), em 2015, quando conquistou madalha de bronze e da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), em 2017, quando conquistou medalha de prata.

“Foi bem difícil chegar até essa fase, pois envolveram horas de pesquisa, para responder às questões, para elaborar a última atividade, e ainda administrar nosso tempo para nos dedicarmos às disciplinas do curso aqui no IFRR. A emoção por ter chagado até aqui é como uma faca de fois gumes, primeiro porque estamos indo pra final, por termos conseguido passar por todas essas fases com muito esforço, mas também é um tanto quanto frustante, porque alguns companheiros não conseguiram. Há também o peso da responsabilidade em nossos ombros, como sendo a única equipe de Roraima classificada. Além do conhecimento adquirido, isso despertou em nós a competitividade, a vontade de vencer nossos limites, para a obtenção de novos conhecimentos, mediante a discussão de temas relevantes como sistemas econômicos, sociais, políticos e outros temas polêmicos, como as fake news”, relatou Adriano.

Assim como o Adriano, o Eduardo também já participou da OBMEP, mas para ele esse é o primeiro resultado positivo em uma olimpíada. Ele diz que a participação em eventos como esses oportuniza a discussão de temas importantes, não só para a formação acadêmica, mas para a formação cidadã.

“Discutir temas sociais de interesse não só dos jovens, mas do público em geral, nos ajuda a desenvolver nosso olhar crítico, percebendo que sempre existem dois lados de uma história, que por vezes há a manipulação de fatos pela classe dominadora, e com esse tipo de discussão, podemos avaliar os diversos pontos de vista, além de desenvolver a comunicação e a capacidade de reflexão”, destacou Eduardo.

Assim que ficaram sabendo do resultado já começaram a pensar na preparação para a fase final e ainda dão um conselho para outros estudantes que queiram participar de olimpíadas. “Não tenham medo de participar, aceitem o desafio e dêem o seu melhor, que vocês também podem conseguir, assim como nós conseguimos”, disseram os finalistas.

DA REDAÇÃO

Comentários