MIGRANTES VENEZUELANOS – OAB convoca instituições para discutir inclusão de crianças e adolescentes na escola

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O objetivo da Comissão é garantir que crianças e adolescentes venezuelanas não deixem de estudar / Foto: Divulgação /

Diante da informação que menos de 10% das crianças e adolescentes venezuelanos que moram em Roraima estão na escola, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Comissão da Criança e do Adolescente, convocou instituições públicas e privadas envolvidas com a área para discutir o problema.

O objetivo da Comissão é buscar informações sobre que medidas estão sendo adotadas pelas instituições no sentido de incluir os imigrantes no ensino regular e garantir que crianças e adolescentes venezuelanas não deixem de estudar.

Ao todo foram convidadas 10 instituições, dentre elas as secretarias municipal e estadual de Educação, Ministério Público e Tribunal de Justiça, além de faculdades e ONGs como Fraternidade Sem Fronteiras, Alto Comissariado para Refugiados (Acnur), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Projeto Casa de Los Niños.

Apenas o Unicef, o Centro Universitário Estácio e a promotoria da Criança e Adolescente atenderam o convite da OAB para discutir o tema. No encontro, os representantes do Unicef apresentaram as alternativas que a instituição tem planejado para não deixar que as crianças imigrantes fiquem sem estudar.

De acordo com Italo Modesto Dutra, do Unicef, espaços de aprendizagem estão sendo construídos nos abrigos de imigrantes para atender as crianças e adolescentes. O trabalho se dará por meio de parcerias com a Fraternidade, contratando profissionais venezuelanos que possuam formação acadêmica de magistério, além de voluntários.

Até o momento, o Fundo para Criança da ONU já possui material para esses espaços funcionar inicialmente em três abrigos. “O objetivo é atender todos os 10 abrigos”, afirmou Dutra.

“Esses grupos vão trabalhar sob a coordenação pedagógica da Fraternidade Internacional, com a Unicef na montagem e a intenção é ter parceria com o município para que essa transição do sistema venezuelano para o sistema brasileiro se dê da forma mais suave possível”, explicou.

Diante das informações apresentadas pelo Unicef, algumas parcerias deverão ser firmadas com as instituições de ensino superior do estado. As representantes do Centro Universitário Estácio convidaram o grupo para um novo encontro na próxima terça-feira (3).

O objetivo é incluir a participação dos cursos de Pedagogia e Assistência Social na elaboração de projeto e ações sob a supervisão da Unicef para trabalhar com as crianças e adolescentes venezuelanas.

A Faculdade Cathedral também será convidada para particpar por meio dos cursos de Psicologia e Odontologia. A OAB vai acompanhar o trabalho de inserção dos alunos imigrantes no ensino regular e uma nova reunião será marcada para julho para discutir o tema.

Instituições convidadas para discutir a inclusão das crianças e adolescentes venezuelanas na escola em Roraima:

1 – Acnur
2 – Fraternidade sem Fronteiras
3 – Unicef
4 – Projeto Casa de los ninos
5 – Promotoria de Educação e Promotoria da Infância – MPRR
6 – Centro Universitário Estácio da Amazônia
7 – Exército Brasileiro
8 – Vara da Infância e Juventude – TJRR
9 – Secretaria de Educação do município de Boa Vista
10 – Secretaria de Educação do estado de Roraima

DA REDAÇÃO

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