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Aquartemamento é tema de debate na ALE-RR

Deputado Mecias de Jesus, presidente da ALE-RR. Foto: Platão Arantes/Secom/ALE-RRO aquartelamento dos bombeiros e policiais militares do quadro do Estado foi tema de debate na sessão desta terça-feira (31) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Deputados lamentaram a situação, mas enfatizaram que nesse momento de crise, com queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE), não é possível atender o percentual reivindicado.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, deputado Mecias de Jesus (PR), enfatizou que a ALE-RR sempre defendeu os interesses da sociedade roraimense, incluindo os militares. “A Assembleia tentou de todas as formas uma negociação, mas não foi possível. O Governo chamou os representantes, ofereceu um reajuste que era possível, mas eles não aceitaram”.

Associação decide aceitar proposta, mas impõe condições

Conforme Mecias, no início da manhã desta terça-feira, ele recebeu uma ligação do presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares, Francisco Sampaio, dizendo que a categoria aceitava a proposta de 14,5% oferecida pelo governador Anchieta Júnior (PSDB), mas que queriam negociar direto com o chefe do Executivo sem intermédio de oficiais.

O parlamentar questionou o porquê de não terem aceitado antes. “Não se pode afrontar o Governo por afrontar. Faltou diálogo, bom senso e respeito com a sociedade. Esperamos que o bom senso volte a reinar”, afirmou, acrescentando que os militares deixaram de ouvir os deputados daqui e deram ouvidos a deputado de outro Estado, que veio ensinar como ocupar quartéis. “Mas foi embora e o problema ficou para resolver”, enfatizou.

Deputados condenam exclusão de Damosiel das negociações

Os deputados Zé Reinaldo (PSDB) e Rodolfo Braga (PTN) criticaram a atitude dos líderes do movimento de excluir o deputado Sargento Damosiel (PRP) das negociações com o Governo. “Eu orientei o deputado Damosiel que fosse participar, porque não é função dele dar aumento”, disse Zé Reinaldo.

De acordo com Rodolfo Braga, o que a reivindicação dos militares é justa e nenhum dos deputados é contra, mas o momento é inconcebível para esse aumento. “Damosiel sempre foi intransigente na defesa da PM, mas agora eles acham que ele não serve mais, mas sabemos que por outros interesses”, afirmou.

Braga seguiu dizendo que o impasse existente merece uma solução conciliatória e lembrou que a Constituição Federal e a Constituição Estadual preconizam pela inconstitucionalidade da greve dos militares, e que sempre o Governo esteve de portas abertas para negociar. Ele descartou qualquer atitude de exaltamento nesse momento, uma vez que não se resolve com greve.

O deputado Sargento Damosiel disse que todas as vezes que a associação pediu, ele interviu para os encontros com o governador. Afirmou que não vai parar de lutar pela categoria e que existem outros interessados por trás quando pedem o afastamento dele das negociações. “Mesmo assim nunca deixei de intervir e não se pode acusar o Governo de não abrir diálogo”, destacou.

Fonte: Roraima Hoje

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