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AVANÇA RORAIMA – Segundo encontro discute as Rotas do Desenvolvimento

Os 30 conselheiros do Movimento Avança Roraima, se reuniram pela segunda vez este ano com o governador Anchieta Júnior (PSDB) na manhã deste sábado (04), no Salão Nobre do Palácio Senador Hélio Campos.

Sob o tema “Rotas do Desenvolvimento”, o encontro discutiu assuntos como a construção e recuperação de estradas (desde as federais até as vicinais), transferência das terras da União para o Estado e as consequências da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua e a estipulação do prazo de 30 de abril para a saída voluntária de todos os não-índios da área a reserva.

Para o governador Anchieta Júnior, os primeiros passos em direção ao desenvolvimento do Estado já foram dados: a regularização fundiária e a aprovação do Zoneamento Ecológico Econômico do Estado.

“Os pontos que agora nós vamos enfocar, como já fazemos, é a recuperação e construção das estradas federais, estaduais e vicinais, além de tentar mudar a matriz energética do nosso Estado. Então, se nós resolvemos a questão fundiária, a questão ambiental e as obras estruturantes de estrada e energia, o mercado consumidor nós já temos para os nossos produtos”, enfatizou, se referindo à interligação rodoviária que o Estado tem com o Amazonas, a Venezuela e a Guiana.

Estrada cria novas possibilidades

Secretário executivo do Avança Roraima, João Magalhães disse que a infraestrutura rodoviária é um processo que antecede o desenvolvimento. “A estrada cria as possibilidades do desenvolvimento surgir, mas o mais importante do que isso é saber de que desenvolvimento se esta falando”, afirmou.

Magalhães citou como exemplo a Serra do Tepequém, no Amajari. Até recentemente, o local vivia somente da lembrança dos tempos do garimpo. Com o asfaltamento da estrada, tudo mudou e hoje o que se vê lá são os finais de semana movimentados, investimentos em pousadas e pequenos restaurantes se instalando.

“Claro que, com uma maior movimentação, também começam a surgir algumas dificuldades, como tentativas de grilagem de terras. Enfim, o desenvolvimento trás consigo todas essas equações que precisam ser resolvidas. A rota do desenvolvimento, essa lógica de levar a estrada precisa ser feita junto com essa discussão com a sociedade e com a iniciativa privada, sobretudo”, destacou.

Na opinião do presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Estado (Fetag), Luiz Carlos Lima, não se pode tratar sobre processo de desenvolvimento sem envolver a agricultura familiar.

“Nos próximos dias 07 e 08 nós vamos discutir com a Secretaria de Regularização Urbana e o Iteraima sobre a destinação das terras do Estado. Nossa proposta é que 50% das terras sejam destinados à agricultura familiar”, adiantou.

Wirismar Ramos – da Redação

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