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Divisões hipócritas e inúteis

Desnecessário dizer que, no nível intelectual em que se encontra um jornalista formado, cursando pós-graduação, deixe de lado as “picuinhas” e cuide apenas de cumprir o seu papel social e profissional de bem informar, criticar e denunciar o que de errado acontece.

Não é o que pensa, nem dessa forma age um pequeno grupo de pseudoprofissionais da imprensa roraimense. Em Boa Vista, uma cidade onde apenas dois jornais circulam diariamente e outro uma vez por semana, existe uma divisão hipócrita e inútil, em que uns se acham melhores que os outros só porque trabalham num determinado veículo de comunicação, como se o status fosse a coisa mais importante do mundo.

Durante as aulas do curso de pós-graduação Comunicação Social – Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, do IBPEX, turma 2008 que termina agora em junho, essa divisão é bastante perceptível, gritante até. De um lado, fica o grupo de jornalistas que trabalha na Folha de Boa Vista, do outro, do Roraima Hoje.

Em algumas ocasiões, os dois grupos chegaram a se confrontar em sala de aula, durante a discussão de assuntos que diziam respeito à atuação dos profissionais da imprensa no Estado. O grupo da Folha de Boa Vista se acha superior e, vez por outra “solta” uma frase preconceituosa, desmerecendo a competência do grupo do Roraima Hoje.

Diante de tamanho absurdo, cabe aqui alguns comentários pertinentes:

01 – Se um grupo é menos competente que o outro, alguma coisa está errada, haja vista que todos saíram da mesma academia, a Universidade Federal de Roraima (UFRR), salvo algumas exceções;

02 – Aliás, a despeito dessas exceções, a Folha de Boa Vista admite em seus quadros como repórteres acadêmicos que nem chegaram ao quinto semestre do curso de Jornalismo (como estagiários, é verdade) e  pessoas que nem formadas são, enquanto todos os profissionais do Roraima Hoje são devidamente formados pela UFRR e a maioria está fazendo pós-graduação.

03 – A Folha de Boa Vista, com seus 24 anos de existência, frequentemente, publica retratações de erros de interpretação que algum repórter desatento (ou mal intencionado?) comete. Enquanto o Roraima Hoje, nos seus pouco mais de dois anos de vida, até hoje nunca teve que publicar uma “errata” de tamanha gravidade.

04 – Para finalizar, uma simples visita às duas redações, no horário de fechamento do jornal (final da tarde para a noite) poderá confirmar qual ambiente de trabalho é mais saudável, a nível de produção jornalística.

Tudo isso prova que não adianta discutir qual jornal é mais ou menos importante, se profissional A ou B tem ou não menos competência simplesmente porque trabalha em determinado veículo. O que mais interessa é que cada um se preocupe em melhorar cada vez mais seu desempenho para, no futuro, como recompensa pelo seu trabalho ético, seja reconhecido como um profissional que muito contribuiu para a formação de uma sociedade crítica e mais consciente de seus direitos e deveres.

Wirismar Ramos – da Redação

  • Ainda não presenciei nenhuma discussão acalorada dos dois grupos. Mesmo assim, acredito que todo e qualquer profissional deve ser respeitado, independentemente do veículo em que trabalha.
    Acho que existe espaço pra todos e não há necessidade de jornalistas ficarem se degladiando à toa.
    A competência deve ser demonstrada na prática e não apenas com discursos. Valeu.

  • coitado do RORAIMA HOJE…. liga nao um dia vc sera um JORNAL FOLHA DE BOA VISTA!!!

  • Ao contrário do Deoclecio, o Roraima Hoje um dia e sempre, será o Roraima Hoje. É um jornal novo, que aos poucos, conquista seu espaço entre os leitores e formadores de opinião.
    Com relação as divergências entre os profissionais dos dois meios de comunicação, cada um deve provar diariamente, seu potencial. Não é o meio de comunicação que ele trabalha que qualifica o profissionalismo. Adquiri statu quo. SOMENTE!!!

  • Sônia Lúcia, voce nao entedeu, nao foi com o tom de desprezo que fiz meu comentario, desculpe, mas o querido Bloqueiro colocou como se fosse um guerra e que ele “roraima hoje” esteve perdendo, Wisrismar, nao me entenda mal. acredito que esse pau de brigas dentro de uma sala de aula deve ser muito bom, queria um dia assistir!
    Agora falando serio sei o compromisso desses profissionais, formadores de opinao , que sem eles, nunca a população saberia de Donas AMERICAS, Donas EUNICES, mais chega um determinado momento, que querida Sonia Lucia, cansa, e como cansa, ver tantos desmandos, e o que resta querida e querido blogueiro, sorrir, me referindo a materia anterior tambem!! e vendo estes profissionais colocando as picunhas, desentendimentos entre eles, o que vai restar?vou mais longe um pouco e vou tomar um partido, do RORAIMA HOJE, deixa eles no salto alto, imperio que eles imaginam que sao…. já vi maior desmoronar. um abraço querida Sonia, e querido Bloguiero

  • Em aula de jornalismo, a discussão sempre vem para reforçar pensamentos, ideias e pontos de vista. Agora, discutir se jornal A é melhor que jornal B, isso é uma tramenda babaquice. Difícil acreditar que tais ‘picuinhas’ ocorrem em um curso de pós-graduação. Afinal, todos sabemos a linha que segue cada jornal local, quais grupos políticos, fontes pagadoras, etc. e tal…
    vai aí uma sugestão para uma boa e acalorada discussão: até que ponto o jornalista (bacharel, mestre ou doutor) se submete ao chicote patronal? Somos realmente imparciais, ou temos que seguir à risca o que os patrões mandam?

  • É assim que eu gosto de ver: discussão. rsrsrsrs.

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