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DOSSIÊ DE AMOTINADO

A Polícia Militar da Bahia enviou hoje pela manha á Polícia Militar de Roraima, um dossiê completo sobre a vida pregressa de uns dos principais cabeças dos amotinados que estão ocupando o prédio do Comando de Policiamento da Capital.

Apesar de está incentivando ao crime os policiais com promessas de uma possível “anistia”, é notório que esse fato não foi conseguido nem pelo próprio amotinado, se não vejamos:

1. “MARCOS PRISCO CALDAS MACHADO, demitido das fileiras da Corporação em 09 de janeiro de 2002 por participar de um levante grevista no ano de 2001 e tentativa de aquartelamento na sede do 8º BPM/São Joaquim. A época era soldado da PM;

2. Registra-se que durante o movimento ocorrido em 2001, PRISCO, na ocasião lotado no Corpo de Bombeiro Militar, liberou uma interdição do portão de acesso ao quartel, limitando a entrada apenas à praças;

3. Após sua exclusão, o supracitado vem mantendo contato com lideranças sindicais e participando de manifestações nas corporações dos Estados das Federação;

4.  Sempre apontado como única voz atuante da debilitada Associação dos Policiais Bombeiros Militares da Bahia – ASPOL, entidade criada por policiais militares excluídos por participação da referida manifestação;

5. Há uma dissidência dentro da ASPOL, destacando que PRISCO não se relaciona mais com o também ex-policial militar JOSÉ LOURENÇO DE SOUZA DIAS, presidente da referida associação, uma das lideranças na ocasião do levante de 2001. A ASPOL conta com 40 membros e não tem articulação no seio da tropa, vivendo de matérias que promove na mídia que insiste no caos;

6. Hoje, PRISCO se apresenta como membro da Associação Nacional de Entidades de Praças Militares – ANASPRA, entidade criada no Estado de Minas Gerais após a greve ocorrida em 1997 naquele estado. Atualmente a ANASPRA não apresenta representatividade nacional;

7. PRISCO está articulando em Salvador a criação de uma filial da ANASPRA, por enquanto sem repercussão;

8. Ele ainda foi candidato a vereador na cidade de Salvador pelo P-SOL, não alcançando o êxito, tendo sua campanha financiada por um grupo ligado a ex-Senadora HELOÍSA HELENA e a coordenação de campanha por conta do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência do Estado do Rio de Janeiro (Sindisprev/RJ), vindo a demonstrar interesse em se lançar candidato a deputado estadual, nas eleições de 2010, sem prospecção de lograr êxito”.

Nota-se, portanto, que se trata de alguém que já possui vasta experiência em praticar tal tipo de conduta e que se aproveitando da situação de momento, deslocou-se, financiado por interesses espúrios ao Estado de Roraima, com o único propósito de fomentar a balbúrdia, a desordem e a indisciplina entre os milicianos, deixando claro ainda que seus interesses são de cunho inteiramente pessoais e que o modus operandi é exatamente igual àquele que empregou quando de sua participação na greve promovida na Polícia Militar da Bahia; movimento aquele que culminou com sua exclusão das fileiras daquela Corporação juntamente com outros policiais militares que se aquartelaram naquela ocasião. Sendo assim MARCOS PRISCO constitui um péssimo exemplo a ser seguido por aqueles que sustentam o lema Proteger e Servir a Sociedade.

Eliabe de Souza Campos  – Maj QOPM – Assessor de Imprensa da PMRR
(campos3estrelas@hotmail.com)

  • Isso prova que o cara é o cara para conduzir uma greve, paralização, qualquer coisa, contra as corjas.
    Colocaram para fora, mas esquecem de mostrar que ele está voltando as fileiras da corporação. Isso demosntra a incapacidade de muitos, que isso! somos democráticos ou temos que viver ainda no tempo da ditadura? Militar estadual ou federal também são seres humanos. Quer dizer que se o Governador quiser sacanear e nunca dar aumento eles nunca poderão fazer nada? Que isso companheiro. Para de fica atrás da mesa com o cú na mão (renato russo).

  • Não deveriam esta lutando só por remuneração justa, mas pela desmilitarização do órgão que há tempo se arrastar nessa hipocrisia de viver de aparência. Notamos que essa cultura de militarismo só trouxe desgraça para nosso país, e que eu cidadão anseia por policiais técnicos em segurança, não militares, coisa que vem da ditadura para oprimir a sociedade.
    Eu não sou policial e para falar a verdade nem gosto de policia, acho que são marionetes do governo que são usados para oprimir os pequenos. Mas é aquilo, essa tal de ditadura que não morre.

    Boa sorte policiais militares, e agora vocês sabem com se sente pessoas oprimidas pela maquina mortífera do governo

  • Essa Conferência vai permitir o Brasil avançar não só na política nacional de gestão sobre segurança pública. Mas também oferecer ao Congresso Nacional sugestões de reformas das forças de segurança pública, consentâneas com a democracia que se consolida, capaz de resgatar a credibilidade popular no Poder Público, que tem sido ausente na defesa da sociedade. Num ponto há unanimidade. O atual modelo de polícia se exauriu, não compensa o custo benefício sem reformas profundas.

    Diante do fracasso da unificação das polícias estaduais, onde a omissão oficial e as vaidades individuais suplantaram o anseio coletivo, sugerimos um novo modelo de reforma policial denominado de terceira via. Que consiste na criação de novas polícias estaduais e a extinção das Polícias Civis e Militares com amplitude nas três esferas político-administrativa da República. As polícias se resumiriam em uma polícia federal, polícias estaduais e polícias municipais. Todas desmilitarizadas sujeitas ao regime disciplinar.

    A Polícia Federal e as polícias estaduais destinar-se-iam a apurar as infrações penais, as funções de polícia judiciária, à polícia ostensiva e à preservação da ordem pública. As polícias municipais criadas nos Municípios, cuja população comportar, destinar-se-iam à polícia ostensiva e à preservação da ordem pública nos respectivos Municípios. As atuais Polícias Militares e Polícias Civis seriam extintas na vacância de seus cargos. Seria estabelecido um prazo de 5 a 10 anos para os atuais policiais civis, militares, rodoviários federais e bombeiros aderirem às novas polícias.

    O ingresso de novos policiais se daria somente nas policias recém criadas, que teriam carreira única, formação acadêmica específica, embasada na técnica e no conhecimento. Os órgãos públicos com atribuições sobre tráfego e fiscalização de veículos sejam em rodovias ou áreas urbanas, nas esferas federal, estadual e municipal não teriam a denominação de polícia. Os bombeiros seriam desmilitarizados, podendo ser também municipais. Dessa forma seriam redefinidas as atribuições de cada órgão de segurança pública, acabando com essa completa desorganização que confunde a sociedade, gera conflito de competência de atribuições, elevando o prejuízo social e o descrédito ao Estado.

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