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E a nossa educação, alguém sabe por onde anda?

Foto: www.meionorte.comSou o mais novo adepto do twitter, a nova febre da internet.  Descobri que, diferente do blog, é mais uma ferramenta, de textos curtíssimos, que pode ajudar e muito na obtenção de pautas para o dia-a-dia do nosso mundo jornalístico. Evidente que a muita gente (senão a maioria) usa o twitter apenas como diário. Hoje, um assunto me chamou a atenção e me estimulou a escrever a respeito: a qualidade da nossa educação, desde o pré-escolar até o ensino superior. A colega Cyneida escreveu hoje um desabafo interessante: “o que faço com alunos jornalistas que escrevem acessoria????”. E eu, na brincadeira, respondi: “Manda eles para a ‘aceçoria do gunverno de Rorãima’”.

O problema é mais sério do que se imagina. Quando se denuncia o descaso das autoridades para com a nossa educação (e não estou me referindo apenas ao Estado, mas a todo o país) secretários, ministros, assessores de imprensa se avexam em desmentir e afirmar que tudo vai bem e que os índices de aproveitamento escolar estão nas alturas. Mas a realidade que observamos no dia-a-dia é outra totalmente diferente.

Passei oito anos na Universidade Federal de Roraima (UFRR), cursando Comunicação Social – habilitação em jornalismo. Nesse período, pude observar o quanto a nossa educação vai mal. Presenciei não apenas alunos relapso, mas também pseudo professores que mais atrapalhavam que ensinavam. Evidentemente que esse não é um problema exclusivo da UFRR, mas de todas as instituições de ensino, quer seja superior, médio, ou da educação básica.

Quem foi meu colega de curso conhece a briga que travei com uma professora que se dizia mestre em fotojornalismo que nem sabia indentificar onde fica o disparador de uma câmera fotográfica. E não estou exagerando. Há também relatos de professores que sequer comparecem à sala de aula. Outros que até vão, mas entregam uma apostila e dizem para os alunos trazerem um trabalho a respeito do assunto para discutir em sala de aula. Tem professor que adora seminário – isso porque nesse caso ele nem precisa estar presente, porque os alunos se viram sozinhos.

No curso de Jornalismo, é uma vergonha a quantidade de alunos que não sabem escrever.  O difícil é encontrar um aluno que saiba escrever com facilidade, desenvoltura, um texto limpo e enxuto. Quando o professor exige que se faça uma matéria, apesar de dar todos os direcionamentos possíveis, o aluno “sofre” muito até entender do que se trata a pauta sugerida.

Semana passada postei aqui um texto sobre os releases mal escritos que as redações recebem todos os dias, escritos por “jornalistas” de elite, que trabalham em Asessorias governamentais – as que melhor pagam em Roraima. A minha inteção não foi expor ninguém ao ridículo, mas chamar a ateção para a qualidade do material jornalístico que estamos produzindo no Estado.

Mas o problema é da nossa educação de uma forma geral e começa do berço, na pré-escola. Afinal, universidade não ensina ninguém a ler e escrever, mas apenas lapida, amplia as áreas de conhecimento. Se você tiver um bom começo, certamente não terá dificuldade em desenvolver esse aprendizado ao longo de sua vida.

“Eu tinha uma professora no ensino médio que pegava nossas pérolas e colocava no mural da escola. Era divertido porque a gente ria de alguma e depois, quando recebíamos a prova, descobríamos que o erro era nosso”, disse uma amiga jornalista, quando comentávamos sobre o assunto agora à noite.

Ela confidenciou que, recentemente, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), da UFRR, fez uma carteirinha em cujo título estava escrito “univercidade” (ao invés de universidade). Isso mesmo, com C. Falta de atenção? Pura burrice? Sabe-se lá. A questão é que estava errado e erros não são tolerados no mercado de trabalho, especialmente na área privada.

O fato é que, se você não tem uma boa base educacional, nunca nais recupera.

Wirismar Ramos – da Redação

  • Bem lembrado que erros não são tolerados, principalmente na área privada, pois no Estado políticos enchem o serviço público com gente incompetente, que não conseguiu o emprego por ter se submetido a concursos em que há milhares de candidatos por vaga, ou por mérito próprio, mas por indicação política. E aí dá nisso: governador sendo “absorvido”.
    Quanto à educação de base, o Estado precisa melhorar. O que Roraima tem são alunos saindo cedo das escolas, poucos investimentos na educação, muitos desvios de verbas públicas e grande parte dos professores sem interesse para trabalhar. Ah! E ainda a maioria dos alunos não tem a intenção de cursar um nível superior. Por quê? Não sei, ou não deveria saber.

  • No Brasil não funciona a saúde, não tem justiça e tudo isso porque nunca ligaram para a educação. Pior, muito pior do que ter dificuldades com a ortografia é a total ausência de consciência política dos alunos, parte disso é culpa de alguns professres que sofrem do mesmo mal. A greve dos professores, direito constitucional, é uma forma de luta que deveria ter o apoio da sociedade. As pessoas precisam entender que o governo de Roraima não está nem aí para a educação.E a sociedade prefere crucificar os professores, estes não são valorizados nem por alunos, nem por pais e muito menos pelo poder público. Enquanto não derem o devido valor aos professores não haverá educação de qualidade em nosso país.” A única classe de profissionais que pode mudar uma nação são os professores e somente eles” Celso Antunes

  • (…)Semana passada postei aqui um texto sobre os releases mal escritos que as redações recebem todos os dias, escritos por “jornalistas” de elite, que trabalham em Asessorias governamentais – as que melhor pagam em Roraima.(…)

    Não seria ”assessorias”?

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