
A Rodoviária Internacional de Boa Vista esta em reforma há mais de um ano, sem previsão para terminar
Ônibus lotados, filas para comprar passagens de até cinco dias, vôos aéreos lotados, caos nos aeroportos e uma completa indefinição sobre o destino de quem decidiu viajar na última hora. Além de tudo isso, adicione mais brigas judiciais, multas por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e você terá um quadro próximo da realidade que o Brasil vive no tocante ao transporte de passageiros no Brasil.
A realidade em Roraima não é diferente. Depois de duas resoluções (Resolução 3.600, que impediu a empresa União Cascavel de operar a maioria das linhas em Roraima por falta de condições, e a Resolução 3.601, que cassou o direito da Cascavel de explorar todas as linhas no Brasil), as brigas judiciais se acirraram.
A empresa União Cascavel (Eucatur) recorreu das duas resoluções, ao mesmo tempo em que a Justiça Federal de Roraima e do Amazonas começou a expedir liminares, flexibilizando as regras e concessões e levando os usuários a terem melhores condições de tráfego.
Mesmo após as liminares, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) começou a multar as empresas que estavam utilizando os terminais rodoviários de Roraima e do Amazonas em R$ 5 mil em cada viagem. Em função disso, as empresas recorreram novamente e a Justiça Federal do Amazonas concedeu uma nova liminar, mantendo os embarques e desembarques diretamente dos terminais rodoviários e não das “pontas de ruas”.
Assim, desde esta segunda-feira (21), os passageiros que fizerem o trajeto Boa Vista/Manaus/Boa Vista e suas respectivas paradas terão a opção mais segura de embarcar numa empresa respaldada pela Justiça e nos próprios terminais: a Amatur.
A reclamação por parte dos usuários é que os ônibus da Eucatur não têm mais condições de atender à demanda, porque estão velhos e quebrados. Essa teria sido a razão da sanção por parte da ANTT.
Por muito tempo, a Eucatur monopolizou o transporte rodoviário interestadual em Roraima. Mas o monopólio não é saudável em nenhum ramo de comércio, ou prestação de serviço, pelo contrário, leva à acomodação e a preços exorbitantes, como é o caso de Roraima, que tem um dos trechos mais caros do país.
Enquanto no Nordeste se paga cerca de R$ 40,00 em um trecho de 800 km, o preço cobrado entre Boa Vista e Manaus é de R$ 100,00. Na Amatur, quando o passageiro compra o “volcher” (a empresa opera como turismo) de ida e volta, paga R$ 180,00.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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