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FLAGRANTE NO BEIRAL – Uso de drogas à plena luz do dia?

Flagrante - viciados usam droga em plena manhã de domingo

Flagrante - viciados usam droga em plena manhã de domingo

Eles até poderiam estar apenas conversando sobre qualquer assunto. Afinal, era domingo (8), dia de descanso e de “jogar conversa  fora” mesmo, aproventando o final da manhã ensolarada em Boa Vista (RR). Mas, em se tratando do local (bairro Caetano Filho, conhecido como Beiral, muito frequentado por viciados e famoso pelas constantes apreensões de entorpecentes e prisões de traficantes) e pela atitude suspeita de entra e sai de pessoas, é muito provável que essa cena seja mesmo um flagrante de consumo droga (fumando maconha, para ser mais exato) à plena luz do dia.

A polícia passou pelo bairro, mas não viu o movimento

A polícia passou pelo bairro, mas não viu o movimento

Essa é a principal rua do bairro, que dá acesso às bancas de venda de peixe localizadas à beira do Rio Branco. Quem foi comprar peixe naquela manhã, pôde constatar a cena, que acontecia como se fosse a coisa mais natural do mundo. O movimento não foi incomodado por ninguém, nem mesmo pela Polícia, que até passou pelo bairro, na mesma rua, e até abordou um motoqueiro para verificar sua documentação. Coisa de praxe, afinal, um motoqueiro com documentação vencida (dele e do veículo, claro) representa maior perigo à sociedade do que venda e consumo de drogas.

Antes que alguém reclame, esclarecemos que nossa intenção não é, de forma alguma, tratar o bairro Caetano Filho com discriminação. Afinal, sabemos que ali moram, na sua maioria, famílias de bem e que não concordam com as coisas erradas que alguns poucos teimam em praticar, em desacordo com o que diz lei. Nosso objetivo é alertar às autoridades para esse problema cada vez mais crescente no Estado de Roraima, em Boa Vista, no Caetano Filho, assim como nos demais bairros da Capital e nas ciadades do interior, que é o aumento do uso de drogas.

O problema ainda é pequeno em Roraima, em comparação com outros Estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, guardadas as devidas proporções. Entretanto, se alguma atitude não for tomada com certa urgência, corremos um sério risco de ter que conviver, daqui a alguns anos, com problemas somelhantes aos vividos hoje pelos cariocas, em que as famílias menos favorecidas são obrigadas a viver em favelas comandadas por perigosos e poderosos traficantes bem mais armados que a própria polícia.

Avisar nunca é demais. O alerta está dado.

Wirismar Ramos – da Redação

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