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Números que gritam

No mínimo interessante a entrevista virtual da Folha de Boa Vista, versão online, com o deputado Mecias de Jesus (PR), presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), declarado candidato a candidato ao Senado nas eleições de 2010.

Das 52 perguntas feitas ao parlamentar, 13 (ou 25%) delas fazem alusão ao processo de cassação que o governador Anchieta Júnior (PSDB) enfrenta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a possibilidade de Mecias de Jesus assumir o Governo de Roraima. Os outros questionamentos se referem aos problemas que o Estado enfrenta atualmente, alianças políticas, à atuação dos deputados e a algumas denúncias nas áreas da educação, segurança pública, saúde pública e sistema carcerário.

Esses 25% de internautas interessados no processo de cassação de Anchieta demonstram claramente seu interesse em ver o Estado de Roraima melhor, caminhando a passos largos em direção a um futuro melhor. Isso porque esse cima de instabilidade, carro descontrolado, de barco sem rumo não interessa a ninguém e deixa a população do Estado sem saber o que pensar e os governantes sem saber como agir, pois não têm segurança no que poderá acontecer amanhã.

Apesar de o governador Anchieta Júnior dizer que governa “como se o processo de cassação não existisse”, toda pessoa que se considera lúcida sabe que não é verdade e que ele só afirma isso para não causar pânico na população e, assim, tentar manter o controle do Estado e sobre suas ações. Afinal, sem Governo, predomina a anarquia e definitivamente não é isso que queremos.

Que ninguém se engane. O processo de cassação é fato, assim como a possibilidade de se repetir em Roraima o que aconteceu no Tocantins. Lá, o govermador Marcelo Miranda (PMDB), acusado dos mesmos crimes creditados em Roraima a Ottomar/Anchieta, teve o mandato cassado pelo TSE, que determinou eleição indireta, que ocorreu no último dia 8. O TSE não determinou a posse do segundo colocado, porque ele não obteve a maioria dos votos válidos – outra semelhança com Roraima.

O presidente da ALE-TO, deputado estadual Carlos Henrique Gaguim (PMDB), eleito indiretamente como novo governador, tomou posse no mesmo dia como o novo governador do Tocantins. Também tomou posse o novo vice-governador do Estado, Eduardo Machado (PDT).

Sinais dos tempos? Premonição? Ou simplesmente um futuro obscuro para uns e dias melhores para outros? Uma coisa é certa: essa demora do TSE em decidir o futuro político de Roraima não é bom para ninguém e com certeza atrapalha (e muito) a engrenagem da máquina administrativa que faz o Estado caminhar.

Wirismar Ramos – da Redação

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