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O Estado para amanhã

Somente os assessores mais próximos e que “zelam” pela tranquilidade do governador Anchieta Júnior (PSDB) continuam negando que o Governo do Estado enfrenta uma crise sem proporções. Pelo menos três categorias de servidores prometem cruzar os braços amanhã: professores, policiais militares e bombeiros. Os funcionários da Femact (Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia) também estão insatisfeitos. Entre as reivindicações comuns estão, melhorias das condições de trabalho e reajuste salarial.

Tudo começou no início do ano passado, quando o governador Anchieta Júnior concedeu aumento de salário diferenciado para os servidores militares e civis: servidores de níveis básico, fundamental e médio tiveram reajuste de 10%, enquanto os de nível superior foram contemplados com aumento de mais de 40%.
Em maio de 2008,  depois de baterem o pé numa paralisação de 30 dias, os professores conseguiram reajuste salarial de 15% além do pagamento das progressões horizontais (tempo de serviço), que estavam em atraso há mais de 14 anos. Outros 20 pontos ficaram acordados entre as partes, para que o Estado cumprisse ao longo do ano. Entre esses pontos estão: capacitação dos professores e melhoria da infraestrutura das escolas. Entretanto, de acordo com o Sinter, até agora o acordo não foi cumprido pelo Governo.

Os professores da UERR (Universidade Estadual de Roraima) também anunciaram para amanhã (26) uma paralisação de advertência. Eles vão se juntar aos demais professores ligados ao Sinter, que também cruzam os braços amanhã, e aos familiares dos policiais militares e bombeiros que já estão acampados em frente ao Palácio Senador Hélio Campos desde segunda-feira (23).

Até agora, o governador se mostra firme quanto aos movimentos. Entretanto, se manterá essa posição, só o tempo dirá.

Wirismar Ramos – da Redação

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