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O que vale mais, a palavra, ou o acordo?

Deputado federal Neudo Campos (PP-RR). Foto: Agência CâmaraAinda não tive a oportunidade de perguntar pessoalmente ao deputado federal Neudo Campos (PP-RR) a respeito da veracidade ou não dos boatos da última quarta-feira (08) sobre a desistência dele de concorrer ao Governo do Estado em 2010, em troca de a mulher dele, a vice-prefeita Suely Campos (PP) assumir a Prefeitura de Boa Vista. Mas fico na dúvida se será mesmo verdade, uma vez que Neudo alardeou aos quatro ventos, à imprensa, no dia 19 de janeiro deste ano, que não concorreria a outro cargo em 2010 a não ser a governador.

Desde então, em todas as entevistas concedidas, Neudo Campos tem reiterado seu desejo de voltar ao Palácio Senador Hélio Campos. Além disso, seu nome como candidado a governador vem crescendo em todos os recantos do Estado, a ponto dos especialistas políticos afirmarem que se as eleições fossem hoje, Neudo seria o governador eleito com larga vantagem sobre Anchieta Júnior (PSDB).

Os acordos políticos existem, são possíveis em qualquer situação e importantes para determinar resultados, sim, disso ninguém duvida. Entretanto, o que queremos questionar aqui é a validade da palavra, num momento em que a classe política anda tão desacreditada, seria interessante um candidato a candidato do calibre de Neudo Campos, que alimentou esperanças de dezenas de milhares de eleitores simplesmente desistir de seu objetivo em troca de um acordo?

Uma decisão como essa pode determinar a grande vitória, ou a derrota definitiva. Afinal, os eleitores de Neudo Campos já provaram que não o querem senador e o desejam como governador. Seria sensato arriscar e teimar contra essa ‘vontade popular’?

Wirismar Ramos – da Redação

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