Os políticos que não precisamos e nem queremos
No caso de Boa Vista, o deputado federal Luciano Castro (PDT), candidato ao Palácio 9 de Julho, amarga o nariz torcido de algumas pessoas por ter tido o seu nome citado por uma adolescente que era usada na rede de pedofilia desmontada parcialmente pela Política Federal e Ministério Público. Por pouco não teve que ser substituído na cabeça por pressão de membros do PSDB, partido do governador Anchieta Júnior.
Já o prefeito e candidato à reeleição Iradilson Sampaio (PSB) tem contra si um pedido de impugnação de candidatura. A alegação é a de que ele não reúne as condições morais para disputar o cargo. O prefeito é acusado de um crime contra a vida. Teria cometido homicídio há muito tempo atrás. Este episódio é um fantasma que sempre assombra a vida pública de Iradilson.
Outros oito candidatos aos cargos proporcionais (vereador) também podem ter seus registros de candidatura impugnados. Dois deles já são detentores de mandato – Alfonso Rodrigues (PR) e Masamy Eda (PMDB). Isso só na capital roaimense.
Nos municípios interioranos a situação não é diferente. No município de Caracaraí, os dois principais – digamos os que têm mais dinheiro para gastar – Antônio Reis (PR) e Antônio Eduardo Filho (Odilon, PSDB) também tiverem pedidos de impugnação de candidatura registrados conta si. E muito mais ainda deve surgir.
Esses exemplos só demonstram a necessidade de renovação dos quadros políticos do país. Os cidadãos de bem, honestos e honrados precisam ocupar os espaços daqueles que já deixaram rastros pouco recomendáveis e que, por isso, estão passando pelo vexame de ter seus erros expostos publicamente.
Homens e mulheres que sonham com um país mais justo e com uma política mais limpa e decente precisam ocupar os espaços hoje entregues a esses que nos deixam, no mínimo, com um pé atrás. Não adianta reclamar de barços cruzados. “Tem que participar”.
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Blogueiro, jornalista e radialista. A sequência é intencional e representa o nível de importância da atuação de Wirismar Ramos no mundo do webjornalismo. Pós-graduado em Comunicação Social - Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, Wirismar Ramos costuma dizer que não suporta, em sua vida profissional, atitudes que demonstrem falso moralismo, falsidade, traição, incompetência e preguiça.