A Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) deu início na manhã desta terça-feira (12) ao I Simpósio de Saúde do Estado sob o tema “Saúde: dever do Estado, responsabilidade de todos – Os desafios para a construção de um sistema de saúde justo e eficaz”. A programação segue até esta quinta-feira (14). Para o líder da bancada de oposição na Casa, deputado Mecias de Jesus (PR), a saúde merece ser discutida sempre, mas é preciso que o Simpósio não fique somente no campo das discussões, mas que principalmente resulte em ações concretas.
De acordo com Mecias de Jesus, o Estado de Roraima tem, anualmente, mais de R$ 300 milhões para investir em saúde, no entanto, oferece o pior serviço à sua população. “Não é por falta de dinheiro. O orçamento da saúde é mais de R$ 300 milhões por ano. Dá para fazer um excelente trabalho na saúde do nosso Estado. Se eliminássemos a Secretaria de Saúde e os hospitais, daria para pagar o melhor plano de saúde do Brasil para cada habitante do Estado de Roraima. São mais de R$ 300 milhões para uma população de 400 mil habitantes. Mas Roraima apresenta hoje a pior saúde do país, em um Estado que, proporcionalmente, tem mais dinheiro para gastar com o setor”, apontou.
Na opinião do parlamentar, é preciso que essa discussão saia do papel. “Aqui estavam o vice-governador, o secretário de saúde, as autoridades de saúde do Estado, pessoas que sabem o que deve ser feito. O secretário Leocádio Vasconcelos, que representa o Governo do Estado nesse debate, se retirou do Plenário simplesmente para não responder sobre a situação da saúde em Roraima”, disse.
Carta da Saúde mostrará os problemas e possíveis soluções
O presidente da ALE-RR, deputado Chico Guerra (PSDB), disse que o Simpósio faz parte de uma estratégia da Casa de aproximar o Poder Legislativo da população. “Fizermos uma pesquisa e descobrimos que o maior problema é a saúde. Então, decidimos discutir o setor. Nós temos hoje 32 entidades envolvidas nesse projeto e durante estes três dias vamos discutir os problemas da saúde e as possíveis soluções para uma saúde de qualidade, que é o que o nosso povo quer”, explicou.
No final do simpósio, segundo Guerra, será entregue ao governador Anchieta Júnior (PSDB) e aos prefeitos a Carta da Saúde. “Esse documento terá em seu conteúdo todos os problemas que tem a saúde, ditas pelas pessoas que fazem a saúde, além de mostrar as possíveis soluções apontadas pelas mesmas pessoas que têm amplo conhecimento no setor. A Assembleia Legislativa é uma mera fomentadora desse debate porque é uma caixa de ressonância da sociedade. É aqui que o povo vem reclamar”, enfatizou.
Chico Guerra disse que a ideia é ajudar os prefeitos e o Governo do Estado a oferecerem uma boa saúde à população. “Isso significa mais condições de você ter conhecimento do que é saúde, cobrar de quem pode fazer, ou cobrar de quem pode cobrar: cobra de mim que eu cobro de quem pode fazer”, afirmou.
MPE reunirá prefeitos e secretários para ampla discussão
Para a promotora de Defesa da Saúde do Ministério Público Estadual (MPE), Jeanne Sampaio, o Simpósio é um importante momento de discussão de um tema tão relevante, como é a saúde. “Hoje, o Brasil discute medidas para melhorar o financiamento da saúde, com a regulamentação da Emenda Constitucional 29, aprovada no ano 2000, que destinará mais recursos para o setor”.
Na opinião de Jeanne Sampaio, este é realmente um momento de mobilização, tanto dos legisladores (que têm um importante papel nessa busca por mais recursos e por melhorar a qualidade da saúde), como também da população e dos profissionais, para que, juntos, possam melhorar a questão da saúde no Brasil.
De acordo com a promotora, o MPE vem desenvolvendo uma série de ações na área, tanto na capital como no interior de Roraima. “Temos uma estratégia acontecendo para buscar a melhoraria dos serviços e das ações de saúde que são ofertadas à população”, afirmou.
Jeanne Sampaio informou que o MPE tem este ano diversas atividades programadas. “Já em maio, nós queremos nos reunir com todos os prefeitos e secretários municipais de saúde, além do secretário estadual, com o objetivo de discutir medidas para melhorar a atenção à saúde no Estado”, adiantou.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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Estou curioso para saber qual a estratégia de aproximação com a populãção que os referidos deputados dizem almejar, até o elevador da Assembléia foi isolado afim de não permitir que nenhum deles seja interpelado por seus eleitores. Muito cinismo na minha opinião.
Amigo Profeta, precisamos tirar aquele incompetente do poder. Não nos importa nada do elevador na assembleia. O peixe podre fede da cabeça. Fora vagabundo corrupto!
Não adianta tanto blablabla e o povo continua sem nada, sem saúde, educação e segurança, dinheiro tem, o que falta é vontade política de fazer a coisa, o que falta é gestão para investir no que é necessário.
Não se iludam, Dinheiro não tem mais… sumiu… O que falta é colocar na cadeia os corruptos.