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Servidores públicos estaduais – amigos, ou inimigos?

Servidores públicos estaduais aguardam cinco horas pelo atendimento no Banco do Brasil

Servidores públicos estaduais aguardam cinco horas pelo atendimento no Banco do Brasil

Raiva, revolta, sentimento de estar sendo humilhado, enganado e não poder fazer nada a respeito. São esses os sentimentos que pode ser observado no rosto das cerca de 300 pessoas que aguardam, diariamente, no primeiro piso do Banco do Brasil, agência do Centro Cívico. A espera é estressante e não dura menos que cinco horas para poder entregar alguns e assinar outros documentos necessários à abertura da conta que o governador José de Anchieta enfiou goela abaixo dos servidores públicos estaduais de Roraima, tanto cargos comissionados como concursados.

Já comentamos esse assunto aqui, inclusive mostrando por A + B que essa manobra da administração Anchieta (vender ao Banco do Brasil a folha de pagamento dos servidores estaduais, obrigando-os a abrir conta-salário naquela instituição bancária, em troca de R$ 26 milhões, segundo informações de bastidores), além de ilegal, é um crime que fere a legislação que rege o setor e imoral.

Esse, na verdade, foi apenas mais um duro golpe que o governador Anchieta desfere contra o já tão abalado e sofrido servidor público. A impressão que se tem é que Anchieta pegou raiva do servidor público (em especial dos professores, que foram os mais prejudicados com os salários pagos em duas parcelas), porque não é possível que haja outra explicação. Ou, talvez, ele ache que não precisa deles para governar o Estado: bastam os puxa-sacos.

Em vez de mexer no salário do servidor público, que é quem verdadeiramente carrega esse Estado nas costas, o governador deveria pensar em conceder um reajuste salarial justo, linear para todas as categorias (menos as privilegiadas que foram beneficiadas com um generoso aumento de cerca de 50%).

Ações desse tipo é que levam o governador ao nível mais baixo de popularidade entre os barnabés estaduais. É claro que foi-se o tempo em que servidores (a grande maioria cargos comissionados à época) eram usados como massa de manobra e subjugados por meio do voto para que os governantes se mantivessem no poder. Mas, governador, convenhamos, o senhor há de concordar que é muito melhor ter como amigos cerca de 20 mil servidores públicos, trabalhadores e em pleno gozo de seus direitos políticos, do que como inimigos.

Wirismar Ramos – da Redação

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