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SESAU, SEI E UNIVIRR – A dança das cadeiras continua

Mais uma etapa da dança das cadeiras no Executivo estadual roraimense foi cumprida na manhã desta terça-feira (27) pelo governador José de Anchieta para cumprir acordos políticos, dessa vez, com o seu próprio partido, o PSDB.

Anchieta deu posse a quatro novos secretários de Estado, em solenidade no Salão Nobre do Palácio Senador Hélio Campos. Na verdade, o que o governador fez, foi apenas um reordenamento na máquina: O médico Rodolfo Pereira (na atual gestão ex-Agricultura e ex-Agencia de Fomento) assumiu a Secretaria de Saúde (SESAU). A professora Ana Célia Paz é a nova reitora da Universidade Virtual de Roraima (UNIVIRR) e o ex-prefeito de Pacaraima, Hipérion Oliveira, é o novo secretário do Índio (SEI).

A quarta mudança não ocorreu e, até agora, não houve uma explicação oficial do Palácio Senador Hélio Campos. Mas, nos bastidores, comenta-se que Samir Hatem (ex-SESAU), não vai mais para a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEINF) e sim assumirá a titularidade da Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima). Segundo uma fonte, alguns políticos e empreiteiros de peso bateram o pé e não aceitaram a troca de Cacá Bríglia por Samir Hatem.

A previsão é que até dezembro haja mais mudanças.

Dono da banca

Como se fosse o dono da banca. Era assim que o senador Romero Jucá (PMDB) se posicionava, durante uma reunião ocorrida final de semana no Palácio Senador Hélio Campos, com a presença de todo o primeiro escalão do Governo de Roraima, menos o governador, claro, que estava fora do Estado.

Uma pessoa estranha que adentrasse à sala de reuniões, poderia facilmente achar que o “homem do bigode” seria, de fato o governador, dada a forma como ele comandava o encontro, dando ordens aos secretários, que aceitavam tudo na maior normalidade do mundo.

Será o novo modelo de gestão “a quatro mãos”?

A gente temos

A publicidade do Governo de Roraima voltou a todo vapor. Nada contra e até achamos ser mesmo necessário divulgar as ações do Executivo. Entretanto, o que sempre chamamos a atenção aqui no FatoReal é quanto à forma errada que essa divulgação é feita.

As informações são contraditórias e cheias de erros de grafia, ou mesmo números desencontrados, como os dois casos que mostramos aqui: uma publicidade da UERR, afirmando que Roraima tem 16 municípios, quando na verdade só são 15; e outro sobre o asfaltamento da BR-174, afirmando que o trecho entre Boa Vista e Caracaraí tem 245 km, quando o correto seria 126,6 km.

Com o retorno da publicidade, os erros voltaram. Num VT sobre o asfaltamento das estradas de Roraima que está no ar nas emissoras de TV locais tem um trecho em que uma mulher diz “o Governo que a gente temos”.

Evidentemente que entendemos se tratar de uma pessoa de pouco conhecimento linguístico, talvez semianalfabeta, etc. Mas também sabemos que, para se produzir um VT desse, o Governo paga muito caro e com dinheiro público. Então, se vai fazer, que faça direito. Não sei de quem seria o maior culpado, se quem produziu o VT com o erro (a mulher assassinou o Aurélio feio), ou se quem aceitou o produto mal feito.

Quem entende de produção de mídias, como spots e ou VTs, sabe que para se produzir alguma coisa com qualidade é preciso tempo e uma equipe de profissionais  capacitados para tal finalidade. As entrevistas com as personagens (nesse caso, pessoas comuns) são feitas várias vezes para que, ao final, o editor tenha a opção de escolher a melhor. Pelo visto, esse princípio básico não foi seguido.

Pode até parecer pouca coisa, mas um peça publicitária que contenha um erro desse, ao invés de divulgar positivamente a mensagem principal, acaba dando maior destaque o fato negativo. Marketing negativo. Mais uma apologia ao erro, como aconteceu em julho no tema do Arraial do Anauá: “arraiá das três nação”, quem não lembra?. À época, a justificativa foi que o erro de concordância foi mantido para que a frase desse a rima perfeita, contemplando o lado poético da frase.

Qual será a justificativa dessa vez?

Wirismar Ramos – da Redação

  • Reordenamento na máquina ou Demissão de Pretensos Candidatos que estavam usando a maquina para se beneficiar?
    Será que agora volta o Combustível que estava em falta, o Telefone que está cortado, papel e tinta que tá mais difícil que agulha no palheiro?
    Enquanto isso, o povo que se dane

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