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Uma gestão deprimente e a questão política

Duas notas de teor deprimente foram veiculadas na coluna Parabólica (notas “Pressão I” e “Pressão II”, do jornal Folha de Boa Vista. Deprimente porque com edudção não se brinca e ninguém, em sã consciência, acredita que 300 diretores de escolas aceitariam ficar o dia inteiro num local, só comendo, ouvindo políticos e jogando dominó. As notas irritaram os gestores que participaram do encontro, discutiram, criticaram e apresentaram sugestões de médio, curto e longo prazos para os problemas na educação.

O que mais irritou os diretores foi a certeza de que a fonte das informações foi o próprio governador, ou assessores ligados a ele, o que demonstra como a “gestão Anchieta” trata das questões administrativas do Estado.

“Tudo o que diz respeito a cobrança, gestão, busca pela eficiência, etc., irrita o governador, que se dedica integralmente a fazer política. As cobranças que foram feitas para ele são todas coerentes, mínimas e procedentes. Ele deveria estar feliz em saber que alguém no seu Governo está pensando em administrar e não riducularizar quando alguém faz isso”, disse um dos contrariados gestores.

Quanto à presença de políticos no evento,  no caso o deputado estadual Mecias de Jesus e o deputado federal Luciano Castro (ambos do PR), os gestores até elogiaram. Segundo eles, é comum um político ganhar de “presente” uma Secretaria  e se reunir apenas com o secretário e os empresários.

“Se foi tornado público que a Secretaria pertence ao PR, por que não discutir com os membros do partido a saída para o caos em que se encontra a Educação?”, ponderou outro diretor de escola.

Wirismar Ramos – da Edudação

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