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A UFRR e a crise venezuelana

11 ago 2017 | 0 comentário

/ Foto: Divulgação /

Em 2017 a Universidade Federal de Roraima (UFRR), completará 28 anos de criação. De longe é a instituição que mais contribuiu com o desenvolvimento de Roraima. Eu mesmo tenho orgulho de ter saído dos seus bancos em 1999 como jornalista.

Entretanto, quando vejo um comunicado de que a entidade vai promover um encontro para debater o tema: Venezuela: Da guerra midiática à imigração, sinto que será o momento mais sombrio e triste de tão importante instituição.

Assim, a UFRR segue a linha ditada pelo PT, PC do B, PSOL, etc., que atribui a outros e não aos ditadores Hugo Chávez e Nicolas Maduro as responsabilidades pela destruição social, politica, econômica e institucional da Venezuela.

Cega, sem enxergar a realidade posta, a UFRR deve dizer que o Golpe Militar comandado por Chávez em 1992, os sucessivos golpes, autogolpes e contragolpes perpetrados desde então; a completa destruição da economia, do setor privado, dos sistema bancário, da indústria, comércio e agro indústria; a redução do turismo a menos de 20% do que existia antes de 1999; a expropriação de fábricas, comércios, fazendas e moradias; a total destruição da PDVesa, a maior empresa pública venezuelana e a entrega de sua riqueza para a China e a Rússia, através de empréstimos cujos recursos nunca geraram nenhum benefício para o povo venezuelano, etc., é tudo culpa dos EUA e da mídia global.

Professores da UFRR e convidados dirão que a censura dura e cruel, o fechamento de jornais rádios e TV, a transformação das Forças Armadas e dos demais corpos militares daquele país em máquinas de matar inocentes; a destruição, através do aparelhamento, da pressão e da força de instituições como o judiciário e o ministério público (fiscalia), etc. Dirão que Chávez e Maduro e os demos membros dos seus narcogovernos nunca tiveram nada a ver com isso.

A parte mais triste e melancólica do evento que acontecerá no próximo dia 14 de agosto, será quando os participantes do encontro zombarem dos mais de 5 mil presos políticos que superlotam hoje os cárceres venezuelanos, fazendo pouco caso dos mais de 100 políticos eleitos democraticamente que foram sacados dos seus cargos na calada da noite por assassinos fardados, ou apenas armados pelo governo para matarem os opositores do regime (Colectivos), sem julgamentos, sem direito de defesa.

Em nenhum trecho do documento que o debate vai gerar vai constar alguma coisa sobre a retirada dos seus cargos de mais de 50 prefeitos, 11 nos 3 anos, 5 nas duas últimas semanas.

Quem defende a ditadura madurista ta pouco se lixando para os mais de mil assassinatos, cerca de 130 apenas de abril para cá, apenas por nao concordarem con os atos tiramos de Maduro, a maioria jovens assassinados brutalmente por militares ou milicianos.

Os doutores e mestres dirão que os cerca de 60 mil venezuelanos que buscaram em Roraima uma sobrevivência por que lá já não conseguem comida, nem medicamentos, etc., são meras vítimas de uma mídia internacional golpista.

Certamente o encontro da UFRR vai reafirmar o apoio a Constituinte arbitrária e ilegal, criada para tentar dar uma sobrevida ao horrendo regime. A verdade é que, enquanto governos e entidades de toda partes do mundo, incluindo antigos aliados, reconhecem que a Venezuela vive um regime ditatorial, cruel e arbitrário, sairá da UFRR , Vergonha maior impossível.

J. R. RODRIGUES – jornalista, advogado, especialista em Poder Legislativo pela PUC-MG (e-mail: jotaroraima@gmail.com)

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