Nada de amadorismo. Em um mundo em que os profissionais cada vez mais se qualificam e as instituições estão cada vez mais exigentes, não se pode admitir amadorismo, seja em qualquer área de atuação. Nos últimos anos, Roraima tem vivido um verdadeiro show de amadorismo, especialmente nos campos político, jurídico e do jornalismo. São três áreas em que o profissionalismo é fundamental, a ponto de levar à lama quem não levou essa premissa em consideração e ao mais alto nível de conhecimento quem aproveitou para se atualizar.
A campanha eleitoral de 2010 foi, para o jornalismo, a política e o jurídico como um curso intensivo, uma pós-graduação em marketing político. Houve de tudo um pouco. Quem não aproveitou para aumentar seus conhecimentos nas suas respectivas áreas, perdeu a oportunidade. Terá que esperar para 2012, ou continuar inertes, em seus devaneios, acreditando que o mundo é cor-de-rosa e que vivem em uma bolha impenetrável.
O período eleitoral de 2010 teve de tudo: prática de crimes eleitorais, prisões, apreensões, acusações, ameaças, troca de agressões, denúncias, defesas incontestes, estratégias bem e mal sucedidas, dentre muitos outros ingredientes, que fizeram da campanha política do ano passado atípica, única. A imprensa roraimense nunca havia tido uma atuação tão intensa, tão importante e decisiva, capaz de mudar a configuração do quadro político dos eleitos no primeiro e segundo turnos e, posteriormente, empossados em 1º de janeiro (em Roraima) e 1º de fevereiro (em Brasília).
Entre os políticos, aqueles acostumados à batalha de muitas campanhas eleitorais, se comportaram como verdadeiros profissionais, buscando o voto (alguns até de forma ilícita, porém comedidos, com cautela para não serem pegos) dentro da normalidade, conseguindo assim seu objetivo ao final. Outros, menos experientes, cometeram todos os tipos de atocidades, erros e abusos possíveis.
No Legislativo, amadorismo é o mesmo que parlamentar de mandato único. O grande exemplo disso aconteceu na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), onde metade dos 24 parlamentares simplesmente não conseguiram se reeleger. Todos marinheiros de primeira viagem. Na Câmara Federal, a mudança foi ainda maior: dos oito representantes de Roraima, apenas dois conseguiram se reeleger.
Culpa de quem? Deles mesmos, que não levaram a sério suas responsabilidades, nem deram ouvidos a quem tentou aconselhá-los. Alguns passaram os quatro anos sem apresentar projetos relevantes, nem usar a Tribuna do Parlamento para defender os interesses da sociedade.
Por outro lado, os mais experientes mantiveram seus mandatos com votações expressivas. Não interessa aqui de que forma conseguiram (se lícita, apoiamos, se ilícita, repudiamos, lógico). O fato é que a estratégia utilizada por eles deu certo e a cada ano procuram se aprimorar ainda mais, tornando-se profissionais da política. São os políticos profissionais.
Entre os novatos que conseguiram se eleger, muitos já dão demonstração de que levarão seus mandatos a sério. Logo nas primeiras sessões do ano, já usaram a Tribuna, apresentaram indicações, defenderam seus pontos de vista sobre vários assuntos inerentes a questões de relevância para o Estado de Roraima. Dão demonstração de que pretendem levar seus mandatos a sério.
Mas também há aqueles que, logo no início, já começam se atropelando. Não se sabe se essa nova condição (como parlamentar) subiu à cabeça, ou se a “ficha” ainda não “caiu”. O fato é que o amadorismo, hoje, fala mais alto. Alguém precisa chamar esses novos parlamentares (e alguns veteranos que ainda agem como amadores) e explicar que eles agora são deputados e devem agir com tal, agir com disciplina, responsabilidade, afinal, são representantes da população.
Não se pode admitir amadorismo de quem se propõe a ser profissional. Por isso sempre defendemos que o parlamentar tenha estudo e lucidez para poder exercer um mandato eletivo, seja de vereador, deputado (estadual ou federal), senador, governador e presidente da República. Entretanto, um bom político, além de sua própria capacidade e discernimento, se faz com uma boa assessoria, seja de imprensa, jurídica, ou administrativa. Quem não leva em conta essa premissa, tende a ter uma passagem relâmpago pelo poder.
É tudo muito simples: assessoria de imprensa quem faz é jornalista (de comunicação, também pode ser alguém formado em Relações Públicas), assessoria jurídica é de responsabilidade de advogados e do setor administrativo quem trata é administrador e daí por diante.
Em um mundo de profissionais, não há lugar para amadores.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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Ótimo texto…
Parabéns Wirismar!
Mais alguém aí sabe o que aconteceu com o Cavalocrazy?
Seria o Anchieta que tirou o site do cavalinho do ar?
Não conseguimos ficar sem o cavalo mais feio dos lavarados de Roraima!
Se alguém tiver alguma notícia do paradeiro dele avisa aê!