Audiência discute soluções para crise dos institutos de ensino e de pesquisa da Região Norte

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Remídio Monai: “Não podemos perder a capacidade essencial de desenvolvimento” / Foto: Divulgação /

Foi realizada audiência pública, nesta quarta-feira (11), na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA) da Câmara dos Deputados, que discutiu soluções para a crise que atinge os Institutos de pesquisa e de Ensino Superior da região Norte.

O deputado Remídio Monai (PR-RR), membro titular da Comissão, defendeu a relevância dos institutos para prover avanços nas áreas de educação, ciência e tecnologia da região.

“Não podemos perder a capacidade essencial de desenvolvimento. É necessário buscarmos instrumentos que garantam, dentro do Orçamento da União, a prioridade na destinação de recursos para resguardar as instituições de pesquisa e de ensino no Norte do país”, ressaltou o parlamentar.

O diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane da Fiocruz Amazônia, professor Sérgio Luiz Bessa, falou sobre os desafios da instituição diante dos cortes orçamentários.

“Possuímos determinantes naturais que aliados aos aspectos sociais elevam a complexidade da região. Uma extensa fronteira com sete países, com uma grande mobilidade que propicia a entrada de patógenos no Brasil. No entanto, vivemos atualmente um desequilíbrio das ações em virtude dos extensos cortes no orçamento, o que sobra muito pouco para investimento em pesquisa”, acrescentou.

O reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), professor Uberlando Leite, representante os IFS da região Norte, fez uma exposição dos dados que evidenciam as dificuldades de prover o ensino técnico profissionalizante.

“Mesmo diante de todas as dificuldades estamos conseguindo oferecer um ensino de qualidade e os números são bem expressivos. Nos sete institutos da região, possuímos 72 unidades, que beneficiam 120 municípios. Hoje, possuímos 110 mil alunos matriculados e colocamos anualmente à disposição da sociedade mais de 23 mil profissionais qualificados. No entanto, esse processo de interiorização e expansão esbarra na impossibilidade de novos investimentos”, salientou.

Para minimizar os efeitos da crise orçamentária, os parlamentares membros da Cindra sugeriram a possibilidade de assegurar um percentual na destinação das emendas de bancada para as áreas de educação, ciência e tecnologia. Outra sugestão proposta foi a criação de uma subcomissão destinada a acompanhar e apoiar a continuidade dos trabalhos instituições de pesquisa e ensino do Norte do país.

DA REDAÇÃO

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