
Com o fechamento da barreira, o comércio roraimense fica prejudicado
Até o final desta tarde, já passava de 50 o número de caminhões e carretas parados na vila do Jundiá, Município de Rorainópolis, na divisa de Roraima com o Estado do Amazonas, sem poder seguir viagem. Desde as primeiras horas desta terça-feira (22), os servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) decidiram cruzar os braços em protesto contra o não pagamento das diárias pelo Governo, em atraso desde janeiro deste ano.
“Como sempre, o Jundiá esta esquecido pelo Governo, que não paga as diárias de quem viaja. O Governo disse que não tem como pagar, então decidimos que também não temos como trabalhar nessas condições. Decidimos cruzar os braços até o pagamento das diárias”, disse um dos 20 servidores da Sefaz que trabalham no controle de cargas que vêm do Amazonas para Roraima e vice-versa. Segundo a fonte, só conseguem passar carros pequenos, ônibus e veículos de emergência, como ambulâncias, polícia e corpo de bombeiros, por exemplo.
As péssimas condições de trabalho no Jundiá não são de hoje. O FatoReal já denunciou, em duas oportunidades, a forma desrespeitosa com que o Governo do Estado trata aqueles servidores, esquecidos à prória sorte, sem as mínimas condições de trabalho. No prédio da Sefaz, além dos fiscais da pasta, também trabalham no local agentes da Polícia Federal (PF), da Segurança Nacional e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No dia 14 setembro do ano passado, o FatoReal denunciou que os servidores da Sefaz no Jundiá estavam sem água havia três dias e sem telefone desde o início daquela manhã. Após a denúncia, a Sefaz resolveu os problemas. Três dias Depois (17), o Jundiá voltou a ser notícia, desta vez para denunciar a inoperância da balança que faz a pesagem das cargas de caminhões e carretas, que estava quebrada havia exatos 14 meses. A balança controla o peso das cargas dos caminhões e carretas que trafegam na BR-174 entre os Estados do Amazonas e Roraima, além dos países vizinhos Venezuela e Guiana.
Segundo o denunciante, a determinação dos servidores é manter a paralisação por tempo indeterminado, até que o Governo pague as diárias em atraso, que somam três meses. “O final da greve quem decide é o Governo. Quando pagar o que nos deve, voltamos ao trabalho”, enfatizou.
Com o fechamento da barreira para os caminhões e carretas, o abastecimento de gêneros alimentícios e demais equipamentos e objetos que chegam a Roraima por via terrestre, pela BR-174, fica prejudicado. Quanto maior for o tempo da paralisação, maior é o prejuízo para o comércio local, com graves consequências para o consumidor final, que pode ter que pagar mais caro por produtos de primeira necessidade.
Sefaz diz que problema já foi resolvido
Por meio de nota, a Sefaz informou que, de fato, houve uma paralisação por parte dos técnicos administrativos em função do pagamento das diárias. Esclarece ainda que parte das diárias foram encaminhadas ao banco ainda nesta terça-feira (22).
“As demais diárias, por um problema operacional no Fiplan, serão pagas na próxima quinta-feira (24). A Secretaria garante também que as atividades já foram retomadas no Posto Fiscal do Jundiá”, informa.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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