
segundo a Sesau, a empresa retomaria as obras no dia 26/09, mas até agora a situação continua a mesma
A obra de reforma do hospital do Município de Caroebe – Unidade Mista – volta a ser notícia, devido ao estado de abandono em que se encontra há mais de dois meses. O alerta é do deputado estadual Gabriel Picanço (PSL), que visitou o local na semana passada e pôde constatar a situação daquela unidade. Localizado na Rua Paulino G. da Costa, S/N, Centro de Caroebe, a Unidade Mista entrou em obras de reforma, mas a empresa contratada – J. G. Comércio e Serviços Ltda. –, não deu continuidade ao serviço, alegando falta de pagamento por parte do Governo do Estado. O valor da obra é de R$ 141.887,14 e o prazo de execução era de 90 dias.
No dia 22 de setembro deste ano, o FatoReal publicou matéria alertando para o abandono das obras de reforma da unidade. Na ocasião, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio de nota da Assessoria de Comunicação (Ascom), informou que as obras da Unidade Mista de Caroebe estavam “dentro do prazo e com mais de 50% concluídas”. De acordo com a nota, a paralisação era de “apenas alguns dias”, ocasionada por problemas técnicos junto à empresa executora, que “assumiu o compromisso de retomá-las a partir da segunda-feira, dia 26 [de setembro]”. No entanto, até agora ninguém tomou providências para o reinício dos serviços.
“O que se comenta em Caroebe é que a empresa não teria recebido nenhum pagamento do Governo e, devido a isso, decidiu se retirar do canteiro de obras, porque não tinha como cumprir com os compromissos junto aos trabalhadores”, informou o deputado Gabriel Picanço.
Escola sem aulas por falta de energia
Picanço também informou que os alunos da Escola Estadual Profº Alan Kardec Dantas Haddad, localizada na Av. Macapá, S/N, Município de São Luiz, estão sendo prejudicados pela falta de aulas há mais de uma semana, devido a problemas de energia. “Deu pane no sistema elétrico ninguém tomou providências até agora para solucionar o problema”, disse o parlamentar. De acordo com Picanço, todas as escolas têm recursos para resolver esses pequenos problemas. “Não é muito, mas todas as escolas têm um fundo destinado para resolver situações simples como essa. Está faltando gerenciamento, gestão e boa vontade”, disse.
O parlamentar lembrou que há poucos dias os índios da comunidade do Teso, em Normandia, atearam fogo em um veículo que servia como transporte escolar de forma precária. “Não é assim que se resolve os problemas, o descaso com essas comunidades é tanto, que a população acaba de revoltando”, afirmou, ao pedir que o Governo do Estado tome providências para que as aulas sejam restabelecidas o mais depressa possível na Escola Alan Kardec.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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