Hoje (29) pode ser um dia especial e decisivo para Roraima. Pode significar o fim de um pesadelo que já dura quase quatro anos – desde que o governador Anchieta Júnior (PSDB) assumiu o Governo de Roraima, com o falecimento do governador Ottomar Pinto, no final de 2007 – e intensificado com a chegada da campanha eleitoral de 2010, quando ele (após ter sido absolvido pelo TSE das acusações de compra de votos em 2006, quando concorreu como vice-governador) se candidatou à reeleição e acabou vencendo seu adversário, Neudo Campos (PP), por uma diferença de apenas 1.759 votos.
Ou também pode significar a continuidade do caos, da desesperança, das perseguições, dos abusos de poder, dos escândalos e denúncias quase que diários envolvendo desvio de recursos públicos, uso da máquina pública em benefício próprio, do desrespeito para com a moral e os bons costumes, dentre muitas outras ilegalidades que se tornaram comuns em Roraima desde que o governador Anchieta e sua ‘trupe’ ascenderam ao poder.
A esperança de mudança está no coração do povo roraimense, mas a depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começa nesta terça-feira (29) a julgar – e pode ser que termine hoje ainda, caso algum ministro não peça vista – o Mandado de Segurança (MS) – Recurso Odinário (RO) nº 1696-77 – impetrado por Anchieta contestando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que no dia 11 de fevereiro deste ano cassou o seu mandato e do seu vice, Chico Rodrigues (sem partido), acusados de terem cometido improbidade administrativa.
Durante toda a campanha eleitoral do ano passado, o radialista Mário César Baluíno (com o conhecimento e total apoio do governador e do secretário de Estado da Comunicação Social, Rui Figueiredo) fez propaganda a favor de Anchieta, enquanto detonava seu principal adversário, Neudo Campos, em um programa matinal apresentado na Rádio Difusora Roraima (AM 590). A emissora é do Governo do Estado, ligada à Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom).
O relatório da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) sobre o caso já é de conhecimento público: opina pela manutenção da cassação. Caso o TSE decida pela cassação de Anchieta, ele deverá deixar o cargo tão logo seja publicado o acórdão. A decisão do TRE-RR foi pela perda imediata do cargo e a posse do segundo colocado, Neudo Campos.
Esse caso do uso indevido da Rádio Roraima é apenas um dos mais de 30 processos cabeludos que ainda faltam ser julgados pela Justiça Eleitoral, como é o caso da movimentação financeira irregular e compra de 45 mil camisetas para serem distribuídas aos eleitorres no dia da eleição, que resultou na Representação (RP) nº 2741-19, impetrada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que o TRE-RR começou a julgar no último dia 22 e, quanddo o placar já estava 2×0 a favor da cassação de Anchieta, o juiz Paulo Cézar Dias Menezes pediu vista.
Uma eleição muito cara
O governador Anchieta Júnior comandou, no ano passado, o maior esquema de compra de votos da história, não apenas de Roraima, mas de todo o país. Não foi à toa que Roraima foi considerado, pela Agência Estadão, como o Estado mais corrupto do Brasil, com base no volume de dinheiro apreendido pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de que seria utilizado na compra de votos durante a campanha eleitoral. Nada menos que 90% desse montante pertenciam a Anchieta e seus aliados.
Somente nos dois meses de intensa campanha eleitoral (no primeiro e segundo turnos) do ano passado – setembro e outubro – o FatoReal publicou nada menos que 150 matérias-denúncias de ilícitos eleitorais cometidos pelo governador Anchieta Júnior e seus aliados.
Todo o aparato de Estado foi colocado em prol de uma candidatura à reeleição e em desfavor do adversário: a maioria absoluta dos meios de comunicação promovendo um verdadeiro terror, bem como o uso dos mais inacreditáveis métodos de pressão e compra de votos.
Roraima viu coisas que iam de uma atuação mais que suspeita de juízes eleitorais e suas mais que suspeitas ainda liminares sempre favoráveis ao governador e candidato a reeleição Anchieta Júnior (PSDB). Mas também viu de um destes mesmos juízes o relatório que culminou com a cassação de Anchieta no TRE-RR.
Entretanto, certamente os fatos mais intrigantes dizem respeito à atuação da PF. Ao mesmo tempo em que o então superintendente, Herbert Gasparini, era acusado de ter feito um acordo com o governador e seu grupo, a PF efetuou 158 flagrantes, boa parte envolvendo grandes somas de dinheiro e a quase totalidade contra Anchieta Júnior e aliados. A participação da PF seria, assim, insuspeita.
O acordo era que, a partir de janeiro de 2011, Gasparini seria nomeado secretário de Segurança Pública. Em troca, a atuação da PF seria incipiente e pró-Anchieta, somando-se aos boatos de que seu principal auxiliar, delegado Alexandre Ramagem, diretor executivo da instituição, era amigo de do deputado estadual e candidato à reeleição Jalser Renier (um dos coordenadores financeiros da campanha de Anchieta), e casado com uma delegada da Polícia Civil que, por um ‘descuido’ do Governo, receberia cerca de R$ 660 mil em benefícios trabalhistas.
Em vez das dúvidas, a PF apareceria como uma instituição séria e focada na luta e no combate aos crimes eleitorais. Queixas foram ouvidas no primeiro e segundo turnos, mas a cada hora e em cada dia pipocava uma nova apreensão de dinheiro, detenção de cabos eleitorais, invasão (legal) de residências e escritórios, etc.
Os problemas começaram a se intensificar no segundo turno, quando era quase impossível conseguir o deslocamento de policiais federais para atender alguma ocorrência, em especial se fosse contra o governador, ao mesmo tempo em que os cabos eleitorais de Neudo Campos (PP), adversário de Anchieta, eram abordados três a quatro vezes por dia e seguidos na capital e interior. Ainda assim, não dava para se fazer um juízo de valor sobre a atuação supostamente tendenciosa da PF.
Gastos do segundo turno
O governador Anchieta Júnior perdeu no primeiro turno por uma diferença superior a 6 mil votos e venceu o segundo, com cerca de 1,7 mil votos de vantagem. Aliados do governador afirmaram na época que ele fez no segundo o que deveria ter feito no primeiro turno: abriu a mala, democratizou, descentralizou. Ora, se nos três meses anteriores ao primeiro turno houve 158 abordagens e nas três semanas anteriores ao segundo turno o governador resolveu ‘abrir a mala’, por que a atuação da PF não foi correspondente? Por que não houve uma apreensão sequer de grande valor?
Além da compra de votos nos moldes escancarados que houve no primeiro turno, no segundo novas modalidades de crimes eleitorais foram introduzidas pela campanha do Governador Anchieta Junior:
a) uma grande rede de distribuição de dinheiro foi montada no Centro de Boa Vista, por ser uma área menos vigiada, já que a ação da PF se concentrava nos bairros;
B) os escritórios de um restaurante na Avenida Major Willians, de uma grande loja de materiais de construção e de um grande supermercado foram transformados em agências bancárias do crime da compra de votos. Secretários de Estado, assessores do governador e coordenadores de sua campanha entravam e saíam destes estabelecimentos com diversas sacolas, inundando Boa Vista e o interior com dinheiro para a compra de votos;
c) a movimentação chamou a atenção e logo partidários de Neudo se dirigiram ao local, fotografaram, filmaram, denunciaram, chamaram a PF (que não apareceu em tempo hábil). Neste momento um detalhe chamou a atenção: as pessoas que entravam e saíam com sacolas de dinheiro não usavam as tradicionais camisas amarelas e sim camisas vermelhas – a cor da campanha de Neudo. Seria um despiste, pois quando essas pessoas fossem para os bairros, elas não seriam seguidas por fiscais de Neudo e se fossem detidas estavam orientadas para afirmar que trabalhavam para ele;
d) a movimentação aérea no segundo turno foi muitas vezes maior que no primeiro. Era preciso reverter as vantagens em localidades distantes, por isso, aviões e aeronaves substituíram as Hilux e S-10. Era preciso levar muito dinheiro em pouco tempo para bem longe. Assim, esquemas como o do empresário Vivi, acusado de mandar matar o empresário Chico da Meta, foram fundamentais para a compra de votos da candidatura governista;
e) outra tática adotada pela campanha de Anchieta foi a retenção de títulos. Em regiões mais isoladas, famílias receberam ate R$ 5 mil para não ir votar e o mínimo que se pagava por um título (que ficava com os compradores de votos) era R$ 500,00.
f) em Boa Vista e em todo o interior e ordem era não deixar nenhuma placa de propaganda de Neudo e substituí-las pelas de Anchieta. Para isso, milhares de pessoas com muito dinheiro foram destacadas. Em bairros da capital como Bela Vista, Raiar do Sol, entre outros da periferia, familiares receberam ate R$ 2 mil para trocar uma placa por outra.
Esses fatos aconteceram no segundo turno, período em que o ainda superintendente da PF, Gasparini, disse que o efetivo do primeiro turno tinha se mantido. Por que então não resultou em novas apreensões, prisões em flagrantes, detenções, etc.? As explicações para esta e outras dúvidas que ainda marcam as eleições de 2010 vão, aos poucos, sendo esclarecidas de alguma maneira.
O FatoReal recebeu um e-mail que – em seus detalhes – nos ajuda a entender algumas coisas.
Veja esses pontos e tire suas próprias conclusões:
As 158 abordagens – Nunca foi mérito da direção da PF-RR esse grande número de abordagens. Apenas um pequeno número foi responsabilidade direta dos diretores Gasparini e Ramagem. Na verdade, os delegados da PF têm autonomia e quando alguns não aliados com a direção PF perceberam a má vontade em agir com rapidez, adotaram a tática de não comunicar previamente e somente informavam seus superiores após os flagrantes. A direção chegou a exigir que ninguém fosse para a rua sem a autorização. Isso travou muitas denúncias – em especial se era no interior e necessitava de apoio, diárias, armas, munições, etc.
Divisão da PF na eleição – Houve claramente uma divisão na PF-RR durante a eleição, por isso a direção tentou alterar a ordem dos plantões, colocando seus agentes em dias e horários de maior movimento de denúncias. Mas quando isso aconteceu, alguns delegados e agentes já tinham seus contatos e recebiam as denúncias diretamente, faziam os procedimentos, chamavam a imprensa e depois comunicavam aos dirigentes. No segundo turno, os mais ativos durante o primeiro não foram deslocados para o interior. Por isso, apesar de uma movimentação de dinheiro ainda mais intensa, não houve nenhum grande caso.
Abordagem do governador – Se dependesse da direção da PF, o governador Anchieta Júnior nunca seria molestado. Sabendo disso, policiais que tinham conhecimento do comprometimento da direção resolveram investigar as denúncias contra o governador. Durante três dias, havia notícias sobre uma triangulação entre as casas do governador no Conjunto dos Executivos, de um deputado federal no São Francisco e de um deputado estadual no Canarinho.
As malas de dinheiro não saíam de carro, mas dormiam a cada dia em uma casa diferente. Além disso, os operadores financeiros da campanha nunca estariam em carros com dinheiro, mas sim no carro parte do comboio. Apesar das denúncias, nada era feito até que alguns foram para a precipitação e abordaram o governador. Ninguém nunca saberá se na dita mala que estava no Honda Civic tinha ou não os R$ 5 milhões.
Distribuição de dinheiro no Canarinho – No dia em que o principal aliado do governador Anchieta Júnior estava no bunker distribuindo pacotes que variavam de R$ 50 mil a R$ 500 mil, a ideia original era que Anchieta estivesse presente para motivar os candidatos a deputado federal e estadual, mas ele foi avisado em cima da hora e não apareceu lá. A distribuição de dinheiro foi feita somente pelo principal aliado do governador e quando as denúncias começaram a chegar à PF, delegados e agentes dos dois lados compareceram ao local.
Para quem estava presente, era visível a divisão, enquanto um policial – ao telefone – implorava por um mandado de busca e apreensão para entrar na casa e efetuar o flagrante, outros apenas observavam. Quando o carro do deputado federal e candidato a reeleição Urzeni Rocha (PSDB) foi abordado e pacotes de dinheiro foram jogados para fora dos veículos foi que as duas correntes da PF se uniram e atuaram.
Vizinhos da casa onde estavam sendo distribuídos pacotes de dinheiro relataram na época que o delegado pedia aos berros: “Pelo amor de Deus! Me mandem um mandato de busca e apreensão”, dizendo que a encrenca era real.
Busca na casa de Jean Frank – A ação da PF na casa do então candidato a deputado estadual Jean Frank (PMN) foi um pedido pessoal de seu primo, deputado estadual e candidato a reeleição, Jalser Renier (DEM), citado como amigo de um dos dois principais dirigentes da PF na época, o delegado Alexandre Ramagem. Jean seria o plano alternativo deste parlamentar que esteve ameaçado de não ser candidato. Depois, a campanha de Jean Frank ganhou vida própria e resolveu não mais parar sua candidatura, mesmo quando a de seu ex-amigo tinha passado pelo crivo da justiça eleitoral. Este episódio indica que informações privilegiadas chegavam ao governador Anchieta Júnior.
Imediatamente ao ser informado que a PF havia entrado em seu escritório, Jean Frank, aos berros, dizia em alto e bom tom: “Isso é coisa do Ramegem, a mando do Jalser!” Embora não houvesse próximo a Jean ninguém ligado ao governador, apenas muitos policiais federais, minutos depois o candidato teria recebido uma ligação do próprio Anchieta, implorando para que ele não repetisse a historia, para não expor ‘pessoas’.
Abordagens que sumiram – Muitos se perguntam o motivo de algumas abordagens onde foram apreendidas grandes quantidades de dinheiro, bens materiais, relações de cabos eleitorais, documentação de eleitorais, entre outras, não foram transformadas em inquéritos e estes em processos eleitorais. Secretários de Estado, parentes do governador, ex-vereadores, cabos eleitorais de membros da cúpula do grupo governista, todos foram envolvidos em ações da PF. Mas por que isso não resultou em inquéritos e depois em ações? O irmão do governador Jansen, e a secretária da Setrabes, Maria Dantas, foram flagrados com dinheiro. Onde estão esses inquéritos? Por que a PF não divulga a relação das 158 abordagens?
Doação de motor e prisão de 15 dias não deu em nada – No Município de Bonfim, região da vila São Francisco, cabos eleitorais do deputado federal Luciano Castro (PR-RR) foram detidos, um motor gerador de luz que havia sido doado por ele para uma pessoa foi apreendido, pessoas foram ouvidas e uma colaboradora do parlamentar ficou 15 dias presa. Mas, por que isso não virou processo eleitoral? Por que a sociedade de Roraima não tem o direito de saber quais foram as 158 abordagens e a destinação de cada uma? Por que o Ministério Público Eleitoral não esclarece tudo isso?
Cronologia da compra de votos
Veja algumas matérias publicadas pelo FatoReal a partir do dia 20 de setembro de 2010:
20 set 2010 – “ARROCHA FEDERAL! – Aliados de Anchieta são presos tentando comprar voto”. Dois candidatos aliados de Anchieta Júnior foram flagrados pela PF oferecendo benefícios em troca de votos: George Melo (PSDC), candidato a deputado estadual e Francisco Vieira Sampaio, conhecido como Chico das Verduras (PRP), candidato a deputado federal. O flagrante aconteceu em uma casa de Chico das Verduras, localizada em uma rua por trás do Motel Opium, no bairro Aeroporto. Chico das Verduras e George Melo foram presos em flagrante pela PF quando prometiam Carteiras de Habilitação (CNH) e sorteio de carros caso fossem eleitos. Eles conseguiram se eleger, mas tiveram os mandatos cassados no início deste ano.
25 set 2010 – “FESTA NA MALOCA – Anchieta usa helicóptero (do Governo?) na campanha” - O FatoReal teve acesso a umas fotos que comprovavam o uso da estrutura do Governo do Estado na campanha política, pelo governador Anchieta Júnior, mas pôde mostrar, pelo simples fato de o fotógrafo não ter autorizado o uso das imagens. As fotos mostravam o governador descendo do helicóptero, na companhia dos companheiros de partido Marluce Pinto, candidata ao Senado, e do deputado estadual Zé Reinaldo, candidato à reeleição. Anchieta nem poderia alegar que a visita à maloca era uma ação de Governo, porque o ambiente todo preparado, com balões e banners de candidatos e discursos denunciavam o real objetivo: campanha política.
27 set 2010 – “TRABALHO INFANTIL – Anchieta usa crianças para distribuir santinhos”. O Jornal Monte Roraima flagrou, na tarde do dia 24 de setembro, em um semáforo próximo a um supermercado no centro de Boa Vista (RR), duas crianças entregando material de campanha (santinhos) de candidatos da coligação União por Roraima, que tinha como cabeça de chapa o governador Anchieta Júnior (PSDB). Nos santinhos havia propaganda dos candidatos a deputado estadual Luizinho da Tabela; à Presidência da República, José Serra; ao Senado, Marluce Pinto; e do governador e candidato à reeleição Anchieta Júnior, todos do PSDB.
27 set 2010 – “HAJA EXPLICAÇÃO – Urzeni é flagrado com R$ 8,5 mil no carro”. A PF abordou e revistou o deputado federal Urzeni Rocha (PSDB), candidato à reeleição, que foi flagrado naquela tarde em um posto de combustível no bairro Aparecida, com santinhos e uma quantia de R$ 8,5 mil.
29 set 2010 – “ARROCHA O NÓ! – Polícia Federal apreende mais R$ 100 mil de Teresa Jucá”. A PF realizou naquele dia mais um grande trabalho. O FatoReal recebeu uma denúncia de que na quarta ou na quinta-feira da semana anteriores quatro empresas sacaram do Banco do Brasil nada menos que R$ 1 milhão. Esse dinheiro foi levado para uma empresa transportadora de valores de Boa Vista. A denúncia dava conta de que em seguida esse valor, em menor quantidade, seria destinado para uma candidata à deputada federal ligada ao governador Anchieta Júnior. Na manhã do dia 29, uma quarta-feira, o FatoReal foi informado que todo o dinheiro (R$ 1 milhão) já estaria no escritório político de Teresa Jucá (PMDB), candidata a deputada federal, e que sairia em dez carros, cada um com R$ 100 mil. A PF efetivou uma operação e apreendeu pelo menos um dos supostos dez carros, que transportava R$ 100 mil, confirmando todas as suspeitas.
29 set 2010 – “R$ 80 MIL – Delegado da PF confirma que dinheiro apreendido é de Jucá”. Uma quantia de R$ 80 mil em espécie foi apreendida na madrugada daquela dia pela PF, na saída da cidade de Mucajaí. O dinheiro estava com uma colaboradora do senador Romero Jucá (PMDB), aliado do governador Anchieta Júnior.
29 set 2010 - Na noite do dia 29 a PF foi infomada que 20 mil camisetas estavam sendo preparadas para serem entregues em compra de votos para o candidato Anchieta Júnior.
30 set 2010 – “R$ 2 MI – PF acompanha movimentação de dinheiro no comitê de Anchieta”. Na manhã daquele dia, três comitês eleitorais de Boa Vista (RR) receberam a visita de agentes da PF, sob suspeita de movimentação financeira irregular, associada à compra de votos. Os locais visitados foram: o comitê da coligação União por Roraima, do governador Anchieta Júnior, na Avenida Ville Roy, próximo ao Supermercado Goiana, no Centro, e na chamada “Casa Verde”, comitê de Marliuce Pinto (PSDB), candidata ao Senado na chapa de Anchieta, além do comitê do candidato a deputado estadual Jean Frank (PMN), também da base aliada ao Governo. No Comitê do governador, a informação que o FatoReal recebeu era que uma empresa de transporte de valores estava descarregando nada menos que R$ 2 milhões no local.
30 set 2010 – “QUANTA GRANA! – PF apreende mais de R$ 1 milhão em transportadora”. A empresa Transvig, de transportes de dinheiro, localizada no bairro dos Estados, foi alvo de fiscalização na tarde do dia 30 pela PF. Os agentes investigavam a procedência e destinação de todo o dinheiro retido no estabelecimento. Além disso, cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, em Boa Vista. O comitê eleitoral do candidato a deputado estadual Jean Padilha (PMN) também foi investigado.
30 set 2010 – “AMARELOU! – PF apreende 40 mil camisetas de Anchieta”. A PF apreendeu, por volta das 14h daquele dia, no Aeroporto Internacional de Boa Vista, 41 mil camisetas de cor amarela. Segundo a corporação, o produto seria distribuído a eleitores, caracterizando crime eleitoral.
1º out 2010 – “‘Bacolejo’ da PF acaba em detenção de Jucá e Junqueira”. Informações extraoficiais chegadas ao FatoReal davam conta de que o senador Romero Jucá e o então deputado federal Márcio Junqueira (DEM), aliados do governador Anchieta Júnior, teriam sido detidos pela PF. De acordo com a fonte, no final daquela manhã Jucá teria sido abordado pelos policiais federais quando trafegava pela Avenida Getúlio Vargas, bairro Canarinho, próximo à Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEINF). Quem presenciou a abordagem afirmou que a cena foi constrangedora: os policiais “fecharam” o carro do senador e desceram de arma em punho, mandando que os ocupantes do veículo descessem sem resistência. De mão para cima e sem esboçar nenhuma resistência, Jucá e seu motoristas teriam descido do veículo. Os polciais fizeram uma verdadeira devassa no veículo, em busca de algum indício de material ilícito, ou de dinheiro. Depois da revista, nada teria sido encontrado e o senador e o seu motorista foram liberados. Já à tarde, outra denúncia levou os policiais federais à produtora de Jucá, momento em rolou confusão maior, que acabou na detenção do senador e do deputado Márcio Junqueira. Nessa ocasião, os polciais federais encontraram R$ 100 mil em uma maleta, que teria sido jogado em um terreno baldio pelo motorista de Jucá. O motorista, que também é policial civil e trabalha como segurança do senador, acabou disparando um tiro, o que complicou ainda mais a situação dele e do patrão.
2 out 2010 – “CRIME DE COMPRA DE VOTO – PF apreende R$ 3,9 mil e santinhos de Anchieta”. A PF flagrou, no início da noite no bairro Conjunto Cidadão, em Boa Vista (RR), duas mulheres quando iniciavam o pagamento, com dinheiro e recibos nominais no valor de R$ 250,00, a eleitores. A quantia apreendida totalizava R$ 3.900,00. As duas mulheres estavam em um veiculo Fiat Uno. Junto com o dinheiro, foram encontrados santinhos de candidatos da coligação “União por Roraima”, inclusive do governador Anchieta Júnior. As duas mulheres foram presas em flagrante, como suspeitas da prática de compra de voto.
5 out 2010 – “PF investiga uso de R$ 1,8 mi em RR para compra de votos”. A PF investiga a origem e o destino de mais de R$ 1,8 milhão apreendidos sob suspeita de compra de votos no período eleitoral no Estado. Desse total, R$ 1,1 milhão tem relação direta, segundo a polícia, com o candidato agora senador reeleito Romero Jucá (PMDB).
11 out 2010 – “PRIMEIRO TURNO – Roraima é campeão na apreensão de dinheiro pela PF”. A PF apreendeu em todo o Brasil mais de R$ 4 milhões em espécie por suspeita de compra de votos no período eleitoral que antecedeu o primeiro turno. Vinte seis pessoas foram presas, entre candidatos e assessores de políticos. Os Estados da região Norte lideram o número de apreensões, com Roraima sendo o campeão absoluto. No Estado, a PF apreendeu R$ 2.823.349 no total.
12 out 2010 – “Radialista Mário Cesar é preso pela Polícia Federal”. O radialista Mário César foi preso na manhã do dia 12, pela PF, por descumprir uma determinação da Justiça Eleitoral, que o proibiu de veicular propaganda eleitoral negativa ou positiva. No dia das eleições (3), a Rádio Equatorial, onde ele trabalha, ficou fora do ar a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), uma vez que ele atacava o candidato Neudo Campos (PP) e dava tratamento privilegiado aos candidatos da coligação União Por Roraima. A reincidência ocorreu no dia 11, na Rádio Roraima – de propriedade do Governo do Estado -, onde ele também mantém um programa. Mais uma vez Mário César (que também era funcionário fantasma do Governo, lotado na Codesaima) fez comentários ofensivos contra o candidato pepista e a favor de Anchieta Júnior.
13 out 2010 – “Mozarildo protocola na ALE-RR pedido de impeachment contra Anchieta”. Em entrevista coletiva com a imprensa no início daquela tarde, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) anunciou o pedido de impeachment do governador Anchieta Júnior, protocolado por ele na Presidência da Assembleia Legislativa (ALE-RR). Conforme Mozarildo, os crimes de responsabilidade cometidos por Anchieta Júnior motivaram o pedido de impeachment. Ele citou o atraso do repasse do duodécimo ocorrido em agosto e a apresentação do projeto de Lei Orçamentária Anual que não atendeu ao prazo previsto em lei.
19 out 2010 – “COMPRA DE VOTO – PF prende cabo eleitoral de Anchieta enquanto prometia terreno”. Nas primeiras horas daquela manhã, a PF prendeu em flagrante um líder comunitário, cabo eleitoral do governador Anchieta Júnior, enquanto incetivava dezenas de pessoas a invadirem um terreno pertentente ao Governo do Estado, localizado no final da Avenida Ataíde Teive, no bairro Silvio Leite. O líder comunitário Roseilton Silva Freitas, mais conhecido como Teco, confessou trabalhar para Anchieta. Teco incentivava os populares a invadirem o terreno com a promessa de que não seriam molestados por ninguém e, caso Anchieta fosse eleito, regularizaria a área. Na Secretaria de Estado da Educação, Cultura de Desportos (SECD), a secretária Antônia Vieira (Tunica) também fazia reuniões com professores, prometendo pagar progressões ainda naquele mês para quem votasse no governador Anchieta. Por outro lado, o aliado Júlio Martins enviava equipes para o interior à procura de quem devesse à Agência de Fomento (AFERR) para anistiar as dívidas de quem votasse em Anchieta. Já no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), as multas de quem dizia que vota no governador eram imediatamente anistiandas. O secretario de Agricultura também prometia mudas, matrizes de ovelhas e reprodutor de rebanhos para quem votasse em Anchieta.
21 out 2010 – “Compra de voto no interior e pressão de servidores na Capital”. Do interior, chegaram as informações sobre compra de votos explícita e intensa atividade de aeronaves do Governo no Médio Rio Branco. Na Capital, os secretários de Estado realizavam reuniões de servidores de cargos comissionados com a presença do próprio governador, prometendo o que não podia cumprir:
01 – Em Mucajaí, prefeito Elton (Gordo) Lopes (PMDB), estava em missão, visitando todas as escolas do Município, sejam municipais ou estaduais. Na última visita que fizera ao Apiaú, entrava em todas as salas de aula e pedia deliberadamente votos para o governador Anchieta. Em uma das salas, Gordo Lopes foi impedido de entrar por uma das professoras, que disse não aceitar esse tipo de atitude durante a aula dela. Gordo Lopes, então, se identificou com o famoso “você sabe com quem esta falando?”, informando ser o prefeito daquele município e que, como tal, tinha o direito de entrar, empurrando a porta em seguida, forçando a entrada na sala. Entretanto, mesmo diante da tentativa de invadir a sala à força, o prefeito foi impedido pela professora. Três dias depois, ao chegar à escola para trabalhar, a professora encontrou seu memorando de exoneração.
02 – Ainda de Mucajaí, também chegou a informação de que o prefeito Gordo Lopes não se limitava a apenas pedir o voto nas escolas, mas principalmente oferecia dinheiro em espécie, ou algum tipo de vantagem a quem se comprometesse em votar no governador Anchieta, repetindo no segundo turno o que fez no primeiro e na eleição dele em 2008.
03 – A população de Santa Maria do Boiaçu, Médio Rio Branco, sul de Roraima, nunca vira tanta atividade de aeronaves do Governo do Estado naquela localidade como naqueles dias, em plena campanha das eleições 2010. De acordo com a denúncia recebida pelo FatoReal, os aviões de pequeno porte do Governo foram quase todo dia antes do 1º turno a Manaus (AM). No segundo turno, a rota mudou: decolavam do Aeroclube ou do Aeroporto de Manaus e pousavam em Santa Maria do Boiaçu. De Santa Maria, a equipe seguia de barco para Caracaraí e de lá por estrada para os destinos pré-determinados, levando a “carga” trazida de Manaus para ser distribuída, provavelmente dinheiro em espécie para compra de voto.
04 – Em Boa Vista, o FatoReal recebeu a informação que os servidores de cargos comissionados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) foram “convidados” a participar de uma reunião com o governador Anchieta Júnior. Nessa reunião, além de pedir o voto dos servidores, Anchieta teria prometido até o que nem ele, nem nenhum outro governador pode fazer: ele teria deixado subentendido que, caso se reeleja, efetivaria esses servidores de cargos comissionados sem a necessidade de concurso público.
21 out 2010 – “Abordagem de Anchieta no Centro Cívico quase acaba em tiroteio”. Quase termina em tiroteio a abordagem que a PF fez ao governador Anchieta Júnior, na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista. A abordagem foi feita após a PF ter recebido a denúncia de que o governador estaria de posse de R$ 5 milhões, supostamente para utilizar na compra de votos na capital e no interior do Estado. Depois soube-se que a abordagem teria sido ‘fanta’, apenas uma encenação arquitetada pelo delegado Alexendre Ramagem para deixar subentendido que a PF estaria dando tratamento igual aos candidatos. Nunca mais se soube notícia do dinheiro encontrado em um dos carros – R$ 5 milhões.
23 out 2010 – “Internautas denunciam ligação entre superintendente da PF e Anchieta”. Internautas leitores do FatoReal denunciaram que as abordagens realizadas em Boa Vista pela PF aos carros do governador Anchieta Júnior e à primeira-dama Shéridan de Anchieta, no Centro Cívico e no bairro Pintolândia, respectivamente, eram simples encenações. Eles denunciaram uma forte ligação entre o superintendente da PF em Roraima, Herbert Gasparini, e o governador Anchieta: o filho do superintendente, Marcos Eduardo Gasparini de Magalhães, era cargo Comissionado (nomeado sem concurso público), ocupando cargo de Chefe de Sessão (CCIPER–9) do Instituto de Previdância do Estado de Roraima (IPER).
28 out 2010 – “COMPRA DE VOTO – Polícia Federal apreende R$ 240 mil de Anchieta”. Cabos eleitorais da coligação “União Por Roraima” foram detidos pela PF na tarde do dia 27, no condomínio Monte Roraima, no bairro Caçari, suspeitos de crime eleitoral (compra de voto). Com eles os policiais federais encontraram R$ 240 mil. Entre os acusados, estava o prefeito de Caracaraí, Odilon Filho (PR), aliado do governador Anchieta Júnior, e dois pequenos empresários do ramo de construção daquele Município.
28 out 2010 – “UNIÃO DO MAL – PF frustra plano para envolver Neudo com droga”. A notícia de um suposto plano criminoso para plantar 300 gramas de cocaína na casa do candidato Neudo Campos deixou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da PF, em alerta para investigar a ocorrência de flagrantes forjados no Estado. Na madrugada do dia 26, a coligação de Neudo Campos protocolou na PF a denúncia com a transcrição de um vídeo no qual Leonardo Rodrigues, sobrinho do deputado federal Chico Rodrigues (DEM), candidato a vice na chapa de Anchieta Júnior, negocia com um albergado a compra da droga por R$ 4,5 mil. Em depoimento ao promotor André Paulo Pereira, o albergado – cujo nome foi preservado por questões de segurança – disse que a droga seria plantada por um segurança infiltrado na casa do candidato e que Leonardo Rodrigues queria incriminar Neudo ou seu filho, Eduardo Campos, para que ele perdesse a eleição.
30 out 2010 – “COMPRA DE VOTO – PF detém empreiteiros ligados a Anchieta com R$ 250 mil”. A PF deteve no início da noite do dia 29, na Avenida Ataíde Teive, os empreiteiros Zacarias Castelo Branco e Inácio Escobar, e apreenderam em seu poder a quantia de R$ 250 mil. Eles foram identificados pela equipe como empreiteiros ligados ao Governo do Estado, e teriam saído, por volta das 18h, de uma agência bancária da Zona Oeste de Boa Vista, onde teriam efetuado o saque por meio de cheque. Conforme o delegado Ricardo Duarte, a PF recebeu uma denúncia de aglomeração suspeita de pessoas na frente da casa do governador Anchieta Júnior. “Na abordagem, após a saída da agência bancária, foram encontrados os R$ 250 mil. Sob a suspeita de possível utilização do dinheiro para compra de voto, foram conduzidos e ouvidos. O dinheiro foi apreendido e os dois envolvidos foram liberados, já que não estavam em flagrante delito”, explicou o delegado.
31 out 2010 – “CARACARAÍ – Prefeito obriga servidores a participarem de carreata”. A dentenção do prefeito Odilon Filho, de Caracaraí, com R$ 240 mil pela PF, sob suspeita de estar contribuindo para a compra de votos em favor do governdor Anchieta Júnior, não surtiu muito efeito. O esquema montado pelo prefeito continuava provocando intensa movimentação em sua residência. Segundo uma fonte da Prefeitura, o prefeito Odilon organizou uma carreata no sábado (dia 30) e determinou que todos os servidores municipais de cargos comissionados participassem, sob pena de perder o emprego. De acordo com a fonte, depois da carreata a frente da casa do prefeito Odilon ficou repleta de pessoas, à espera do pagamento prometido por ele.
Desgraça para Roraima
No final, o governador Anchieta Júnior acabou sendo reeleito no segundo turno, realizado no dia 31 de outubro de 2010, com 107.466 votos (50,41% % válidos), enquanto o seu adversário, Neudo Campos, obteve 105.707 votos (49,59%) – uma diferença de apenas 1.759 votos. Anchieta havia perdido no primeiro turno para Neudo Campos por uma diferença quatro vezes maior: 5.680 votos.
De 2006 (quando concorreu como vice na chapa do governador Ottomar Pinto) até 16 de dezembro de 2009, Anchieta enfrentou um longo processo de cassação, acusado de abuso de poder econômico e político, além de compra de voto durante a campanha eleitoral daquele ano, conseguindo se manter no cargo por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 2010 não foi diferente: candidato à reeleição, Anchieta e seu grupo usaram e abusaram da máquina administrativa do Governo em favor de sua campanha política nos dois turnos. Não à toa, a coligação União por Roraima, do governador Anchieta, foi a que mais teve dinheiro apreendido pela PF. No primeiro turno, Roraima foi o campeão de apreensão de dinheiro supostamente destinado à compra de votos. Anchieta e seu grupo terminaram a campanha com muita coisa a explicar, o que resultou em mais de 30 ações na Justiça Eleitoral com pedido de cassação de seu mandato. Os crimes eleitorais cometidos por Anchieta em 2010 (inclusive com prisões em flagrante) foram muito superiores a 2006.
A imprensa roraimense recebeu (e publicou), diariamente, dezenas de denúncias de pressão feita por Anchieta e seus assessores, principalmente aos servidores de cargos comissionados (contratados sem concurso público), para que trabalhassem pedindo voto na campanha à reeleição do governador. Jornalistas foram processados (só o FatoReal e seu idealizador respondem a 16 Representações no TRE-RR) por se oporem à maneira desonesta e truculenta de Anchieta de fazer política, usando o poderio da máquina administrativa do Estado em seu favor, de forma descarada e confiante na impunidade.
Anchieta ganhou, mas Roraima perdeu – e muito – com sua reeleição. Cabe agora à Justiça Eleitoral (tanto o TRE-RR como o TSE) decidir se concordam com essa ‘farra’ com o dinheiro público, ou se dará um ‘basta’ nessa vergonha, moralizando de vez o processo eleitoral não apenas em Roraima, mas no país.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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Senhores comentaristas e Sr Wirismar Ramos, quero aqui esclarecer sobre a atuação de um grupo independente que pegou a iniciativa sem apoio de um ou outro para tentar de levar ao conhecimento lá em Brasília de quem finge ou nem sabe quanto estar acontecendo aqui em Roraima. Infelizmente o apoio descarado de dois políticos locais podem ter tentado ou até conseguido reverter o resultado de algum processo no TSE em Brasília. Nosso grupo é numericamente limitado a quatro pessoas + um em Brasília. Somos Macuxi puros e não importados, isso por dizer que amamos nossa terra e não queremos mais continuar vivendo nesse descaso que infelizmente nos deixou o Brigadeiro Ottomar de Souza Pinto, queremos também esclarecer que não temos nada contra aos roraimenses de adoção, alias mostramos nosso respeito e consideração por que escolheu de morar nessa maravilhosa terra que infelizmente a décadas vem canibalizada por poucos políticos como o Senador Romero Jucá e o Deputado Federal Luciano Castro. Não somos terroristas nem guerrilheiros, queremos só definitivamente paz em nosso estado de Roraima. Estamos aguardando os resultados desses julgamentos, dependente disso estaremos espalhando denuncias anônimas em Brasília todas corroboradas de provas bem contundentes contra o trio da cúpula que hoje manda a corrupção em Roraima. Temos provas contra corrupção, improbidades administrativas, desvios de recursos, corrupção de juízes, pedofilia, abusos de poder entre outros…. A população de Roraima gosta muito lamentar, criticar, mas na hora de se revoltar nada acontece e isso é uma das razoes principais que motivou a formação desse grupo independente. Nenhum de nos tem pretensão política. O que queremos é que Roraima não vire um segundo Haiti, o que continuando desse passo não estar muito longe, lamentável saber de ser protegidos por uma Constituição Federal e que os mesmo órgãos Federais apóiam de forma velada tamanho descaso.
Deus é maior que todos. Pode não ser nesse processo de hoje, mas ele será cassado e o futuro dele é a vontade de Deus. Quem não deve não teme!
Que coisa podre, fedentia. Todos nós sabíamos que a Polícia Federal estava do lado do Anchieta, mas o que se podia fazer? O que eu admiro muito é a própria instituição Federal se deixar comandar por um prevaricador e corrupto.Uma instituição que até então seria séria e imparcial na campanha eleitoral. Agora, nada justifica aos membros da Policia Federal, ora, descobrem tudo o que acontece no país e não iria descobrir o acordo do GASPARINE E O ROMAGEM ou Ramagem, sei lá o nome desse podre policial que envergonha uma corporação. Sim , pra mim é podre mesmo, da forma que agiu se aproveitando de serem delegados federais para cometer crimes de diversas naturezas, são fedorentos sim. Pra mim acabou a credibilidade da Federal, não se fazem mais Policiais como antigamente, infelizmente é isso que tivemos que assistir. Porque os policiais honestos que ainda tem na PF não pedem a exoneração desses delegados pelos crimes praticados? afinal, fizeram um juramento, e baseado nesse juramento, é que deveriam agir na forma democrática e não corporativista. Também pergunto: Porque o MPF não tomou uma medida cautelar ou preventiva, talvez até repressiva contra esses maus delegados? Será que não sabiam? para com isso. VERGONHA…VERGONHA. Agora chegou a hora de MORALIZAR de novo, espero muito desse Superintendente que tem demonstrado seriedade e imparcialidade, mas um detalhe Sr Superintende da PF, localize os processos que estão escondidos em gavetas por aí,quem sabe se na mudança do prédio não desapareceram alguns….Sei lá, depois dessa, tudo pode acontecer.
COITADINHA DA FERNANDINHA RISO! Ontem a Secretariazinha LADRA, da SETRABES, anunciou sua saída aos funcionários da pasta. Disse que não aguenta mais a pressão e que não merece passar por “isso”! Juntamente com seu marido, o EMPREITEIRO CORRUPTO ÍTALO, chegaram em Roraima pobres e sem nada! Em pouco tempo, A LADRA E O LADRÃO, impulsionados pelo AMIGO CORRUPTO GOVERNADOR ANCHIETA (ela brincando de ser secretária de Estado – fraca, incompetente, burra, sem classe e desequilibrada) e ele participando de licitações fraudulentas na própria SETRABES e em outros órgãos) sairão ricos e impunes do Estado! O CASAL DE CORRUPTOS terá uma experiência maravilhosa para ser ensinada aos seus filhos: A ARTE DA CORRUPÇÃO! A QUADRILHA DO CEARÁ JÁ VAI TARDE! ARRUMA A MALA AÊ!!!
Pra ser Sincero, desde q moro em Roraima nunca vi a máquina do governo perder eleições, desta vez não foi diferente, está mais q provado q usam da máquina p/ se eleger, só q depois de eleitos massacram o estado pois gastaram milhões e tem q tampar furos aqui e ali, e o pior q nas ultimas eleições sempre o segundo colocado não aceita a derrota e isto piora as coisas, porque o Governo recorre com o cargo na mão, eai la se vai o dinheiro do asfalto, da ambulancia q falta no interior do estado, falta merenda nas escolas, e ai vai. Quer saber, a justiça teria q decretar prisão pra esses dois, e, de preferencia deixam os dois na mesma sela e deixa o pau cair a folha!!!………….se matem pra lá………rsrsrsrsrs
17:46 começou a sessão, com discurso do relator Arnaldo Verciani- lendo o processo.
17:55 Advogado de Anchieta inicia sua defesa á tribuna do TSE.
18:04 Fernando Neves inicia a segunda parte da defesa (embasando que o radialista Mario César não é lotado na Codesaima)
18:16 Advogada Maria Claudia Buchianeri de defesa de Neudo Campos inicia seu discurso, enfatizando que seu cliente nunca foi condenado por um colegiado, e que não é réu na tal representação.
18:28 Caputo Bastos da defesa de Neudo Campos inicia sua sustentação oral, enfatizando que a Rádio foi (desavergonhadamente usada para reeleger o governador), e repetiu alguns relatos do radialista Mario César no programa.
18:39 A Procuradora Eleitoral Sandra Cureau, inicia seu discurso, dizendo que a conduta que está em questão é de Anchieta Junior e seu Vice, e não de Neudo Campos.
18:52 Ministro Arnaldo Verciani inicia seu discurso.
Vai dar merda os caras vão aplicar uma multa para livra o corrupto.
19:40 Por 6×1 os ministros votaram pela extinção da cassação, por um estado sem governo onde essa é apenas 1 ação contra o governador.
Q Nada, o processo foi extinto di gratis….rsrsrs…
Karaka mas será que os advogados não viram que quem cometeu o crime não figurava no processo? Tenha dó.
[...] hoje – coordenado pelo governador Anchieta Júnior (PSDB) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Anchieta comandou o maior esquema de compra de votos que o Brasil já teve conhecimento. O grupo de Anchieta e Jucá protagonizou vários epoisódios de apreensão de dinheiro suspeito de [...]