DR. GETÚLIO CRUZ – A palavra é gratidão

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O Dr. Getúlio Cruz (D) concedeu entrevista ao programa Papo Sério (TV Ativa, canal 20.1 HD), no dia 29 de dezembro de 2017 / Foto: Reprodução/TV Ativa /

Gratidão. Essa é a palavra que norteia a minha vida privada e profissional como jornalista, radialista e blogueiro. Tenho gratidão a muitas pessoas em Roraima, mas a uma em especial e hoje sinto-me na obrigação de sair em sua defesa, diante de tantas injustiças ditas contra ele por quem já deveria, há muito tempo, estar esquecido numa cela de presídio de segurança máxima.

Refiro-me ao Dr. Getúlio Cruz, ex-governador de Roraima, empresário, economista, professor doutor da UFRR, escritor e por muito tempo proprietário do Grupo Folha de Boa Vista, hoje administrado pelos seus filhos. Para mim, um homem honrado, um extraordinário professor e o pauteiro mais inteligente, de raciocínio a jato, que já conheci até hoje.

Foi o Dr. Getúlio Cruz quem me deu o meu primeiro emprego – na TV Caburaí, à época administrada pelo Grupo Folha -, quando aqui cheguei em fevereiro de 1997, vindo de Santarém (PA). Em abril do ano seguinte, quando o procurei para pedir emprego, sem conhecer as minhas origens e o meu caráter, Dr. Getúlio Cruz acreditou no meu potencial e, com isso, contribuiu de forma imensamente positiva para que eu me tornasse o profissional que sou hoje.

O pouco tempo em que permaneci na empresa, fui muito bem orientado por ele, especialmente no campo político, onde aprendi a “separar o joio do trigo”, a identificar os “lobos em pele de cordeiro”, a respeitar a opinião dos outros mesmo sendo contrária à minha.

Passei bons e agradáveis momentos ao lado do Dr. Getúlio Cruz. Os momentos que eu mais gostava era quando me chamava para passar as pautas do dia, cedo da manhã. Eu entrava na sala e ele, após me cumprimentar e mandar-me sentar, tirava os óculos e os repousava sobre a enorme mesa que nos separava. Então, reclinava para trás, em sua confortável cadeira executiva e ponha-se a pensar. Ao final da ‘reunião de pauta’, eu saía da sala com 8 a 10 sugestões, todas quentes e às vezes até com potenciais furos jornalísticos.

Além de tudo isso, Dr. Getúlio Cruz é um homem sensível e de boníssimo coração. Passei mais de ano morando com meus sogros quando cheguei a Roraima, no bairro Pintolândia, em Boa Vista, porque não tínhamos condições ainda de comprar uma casa, ou sequer um terreno para construir um barraco. Foi então que surgiu uma oportunidade de um cidadão oferecendo um terreno barato, no mesmo bairro, mas só aceitava o pagamento total à vista.

E aí, como eu não tinha dinheiro para comprar o terreno, recorri ao meu patrão, Dr. Getúlio. Contei-lhe a situação e pedi o valor emprestado. Sensível à minha ‘causa’, ele prontamente autorizou à D. Nazaré – era quem cuidava das finanças da empresa à época – que me repassasse o dinheiro. Feliz com o pleito atendido, corri até o cidadão e fechei o negócio. Foi onde construí a minha primeira casa: primeiramente um somente dois cômodos (um quarto, que também servia de cozinha e sala, e um banheiro.

Tempos depois, quando consegui juntar o valor que pedira emprestado ao Dr. Getúlio, fui até ele para devolver-lhe conforme o combinado. Para a minha surpresa, ele sorriu e disse-me que não precisava devolver nada, que a dívida estava paga, que era um presente para mim, pelo que serei grato pelo resto da minha vida.

Tive o prazer de relembrar essa ‘aventura’, numa entrevista que o Dr. Getúlio Cruz gentilmente me concedeu, ao programa Papo Sério, na TV Ativa (canal 20.1 HD), no dia 29 de dezembro de 2017.

Com sua família não foi diferente. Sempre fui muito bem tratado por Getulinho, Paula e D. Nazaré. Nossa relação sempre foi de respeito mútuo e hoje sou grato a toda a família Cruz por ter me recebido de braços abertos.

Quantas pessoas, jornalistas ou não, compartilham hoje da mesma gratidão? Várias, centenas e talvez milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, tiveram a oportunidade de conhecer, conviver e trabalhar com o Dr. Getúlio Cruz. Não tenho medo em afirmar que todas essas pessoas também compartilham da mesma indignação pelas injustiças ‘arrotadas’ contra ele por uma pessoa que não tem moral para apontar o dedo na direção de quem quer que seja.

Sinais de desespero

Mas eu entendo tudo isso. Entendo que seja o desespero que bate à porta do senador Romero Jucá (MDB-RR), acuado que está pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e Procuradoria-Geral da República (PGR), que já constataram seu envolvimento no maior escândalo que o Brasil já teve notícia – a Lava Jato, que desviou BILHÕES DE REAIS dos cofres públicos, além de outros esquemas fraudulentos não menos importantes e vergonhosos -, e percebendo que corre sério risco de ficar sem mandato e, portanto, sem foro privilegiado.

Para tentar desviar o foco das graves acusações que pesam sobre ele, Jucá ataca quem considera adversários políticos e tenta calar com processos judiciais jornalistas que se atrevem divulgar suas ‘peripécias’. Além disso, um verdadeiro exército de fakes já estão em ação, promovendo ataques virtuais de todos os formatos contra quem se contraponha ao seu jeito mesquinho e perverso de fazer política.

Os tempos são outros. Há 10 anos, quem imaginaria que veria um senador, um ex-presidente, ou qualquer político de grande influência em Brasília acusado de corrupção atrás das grades? Hoje isso é uma realidade. A Justiça brasileira mudou, assim como a consciência política da sociedade também. O eleitor está hoje mais consciente e tem muito mais acesso à informação e as redes se tornaram o canal de comunicação mais democrático do planeta.

O que a imprensa às vezes deixa de noticiar por um motivo ou outro, as redes sociais revelam com riqueza de detalhes. Não é tentando calar a imprensa que qualquer político corrupto será esquecido. Esse é o grande medo de quem deve – E MUITO – explicações à sociedade.

Por tudo isso, cabe aqui um questionamento: quem merece a nossa credibilidade, o Dr. Getúlio Cruz, que hoje é um homem respeitado na sociedade roraimense e pode andar de cabeça erguida na rua ou em qualquer lugar e viajar tranquilamente em voos comerciais, ou Romero Jucá, que envergonha Roraima quase todos os dias, com o nome envolvido em esquemas de corrupção dos mais escandalosos de todos os tempos?

Por esses e outros motivos que o Fato Real defende a extinção dos corruptos da política brasileira. De que forma? Deixando de votar em quem tenha sido DENUNCIADO, CITADO, esteja RESPONDENDO A PROCESSO JUDICIAL, e/ou já tenha sido CONDENADO por envolvimento em situações ilícitas, como desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, crime de desponsabilidade, entre outros que se caracteriam como prática de corrupção.

Esse é o único PODER QUE TEMOS: o de relegar ao esquecimento os políticos corruptos do Brasil, a começar pelo nosso Estado, nas próximas eleições.

WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)

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