*

links

*

mídias

ELEIÇÃO NO AMAZONAS – Lava Jato ‘abate’ Eduardo Braga no primeiro turno

7 ago 2017 | 0 comentário

Antes favorito, Eduardo Braga obteve quase a metade dos votos do seu adversário, Amazonino Mendes / Foto: Divulgação /

Homem forte do PMDB do Amazonas, ex-governador, ex-ministro nos governos Lula e Dilma (ambos PT) e que chegou a marcar presença no Governo Temer (PMDB), Eduardo Braga deixou neste domingo (6) a condição de favorito para ser o segundo colocado com cerca da metade dos votos do primeiro colocado, Amazonino Mendes (PDT), na disputa pelo Governo do Estado.

A eleição suplementar deste domingo foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a cassação do mandato em 4 de maio último do ex-governador José Melo (PROS), desafeto de Braga. José Melo e o vice, Henrique Oliveira, tiveram o mandato cassado sob acusação de compra de votos nas eleições de 2014.

Amazonino Mendes obteve 38,77% dos votos válidos e Eduardo Braga ficou com 25,36%. Com este resultado, haverá segundo turno, que ocorrerá em 27 de agosto.

Especialistas na política amazonenses apontam o envolvimento visceral de Eduardo Braga com a Lava Jato, citado e delatado diversas vezes na famosa operação da Polícia Federal, como a principal causa para a sua derrocada. Pesquisas também apontam que o eleitor amazonense, decepcionado com Braga por seu envolvimento na Lava Jato, decidiu ‘ressuscitar’ Amazonino Mendes, que aos 77 anos já havia se ‘aposentado’ da política.

Esta é a terceira disputa entre Braga e Amazonino pelo Governo do Amazonas. Nas duas primeiras, Braga, no auge do seu poder político e econômico, derrotou Amazonino.

Segundo a imprensa amazonense, o TSE só decidiu por eleição direta devido a pressão de Braga, quando a Constituição Federal prevê no caso em questão eleição indireta – aquela em que somente os deputados estaduais votam.

Braga venceu todos os obstáculos e nas primeiras pesquisas aparecia como favorito, mas tão logo os seus adversários começaram associar seu nome à Lava Jato, ele despencou.

Pela tendência de queda, se a campanha fosse mais longa Braga nem iria para o segundo turno, com a disputa provavelmente acontecendo entre Amazonino e Rebecca Garcia (PP), um nome fora do caciquismo local. Por apenas 3% Rebecca não ocupou a vaga de Braga contra Amazonjno no próximo turno.

No segundo turno, Amazonino e Braga disputam o apoio dos derrotados. Dentre os 9 candidatos os 4 primeiros obtiveram mais de 90% dos votos válidos. Os outros, sobretudo os de partidos ‘nanicos’ e de esquerda, obtiveram cerca de 6%.

A abstenção foi mais alta do que a que vem sendo registrada nas últimas campanhas (a abstenção foi de 24,35%%, ou seja, 569.501 eleitores, dos mais de 2,3 milhões aptos a votar, não compareceram às urnas).

Um resultado dentro do esperado pela Justiça Eleitoral, que estimou inicialmente uma abstenção de 25% na capital e 35% no interior. Votos brancos somaram 61.826 (3,49%) e votos nulos, 218.201 (12,33%). Ao todo foram 1.489.358 (84,17%) votos válidos.

Será um presságio do que vem por aí em 2018?

WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)

Os comentários estão desativados.

//

Enquete

Sorry, there are no polls available at the moment.

Criado por:

Israel Dantas

FatoReal: Notícias, críticas, denúncias, ideias e devaneios

© Copyright 2010-2012 FATOREAL - Todos os direitos reservados!

Orgulhosamente feito em wordpress