ELEIÇÕES 2010 – Eu voto consciente e você?

Quem vota consciente tem poder e 'bagagem' para cobrar honestidade do político corrupto
Campanha eleitoral é um período de extrema importância para toda a sociedade, não somente para os políticos, conforme pensam alguns que, talvez, nem sempre de mente apequenada, mas às vezes já cansados e céticos de que possa haver alguém de bem entre os detentores de poder, seja no âmbito do Legislativo, do Executivo, ou mesmo do Judiciário, devido a tantos casos de corrupção, ladroagem e malversação do dinheiro público.
Mas é justamente nessa época que todos nós devemos parar um pouco para pensar, refletir e, finalmente, decidir o que queremos para a nossa vida (privada e coletiva). Afinal, nós, eleitores, temos nas mãos a maior e mais poderosa arma, almejada e ao mesmo tempo temida pelos políticos profissionais: o voto.
Almejada porque é através do voto que eles (os políticos) conseguem o que mais querem: o poder. Uma vez em seus cargos tão sonhados, a maioria deles busca primeiramente recuperar o tempo e o dinheiro perdidos (gasto na campanha, distribuído entre os eleitores para comprar descaradamente o voto de quem não tem amor próprio, nem se importa com o futuro de seu bairro, seu Município, Estado e da própria Nação).
Quem vende, troca, ou negocia de qualquer outra forma o voto comete o mesmo crime de quem compra (conforme o art. 41-A da Lei nº 9.504/97) e, da mesma forma que ele, é também passível de punição. É corrupto e corruptor, porque incentiva e ajuda a corromper cada vez mais o político desonesto. É corrupto igual ao político que se costuma criticar, malhar, que sempre aparece nos noticiários da imprensa de forma negativa, fazendo negociatas escusas, ajudando a desviar recursos públicos, em filmagens escondidas feitas pela polícia colocando dinheiro na cueca, na meia, no seio, onde quer que seja. O eleitor corrupto não tem moral para cobrar ética, transparência e honestidade dos políticos que ajudou a eleger, vendendo o seu voto e de sua família.
O artigo 299 da Lei 4.737/65, que instituiu o Código Eleitoral diz que é crime “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A pena é de até quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa.
Temida porque, através do voto, o povo tem o poder de derrubar até o presidente da República. Nós (eleitores) temos o poder. Os maus políticos temem o eleitor consciente, porque sabem que ele não se vende, que vota de caso pensado somente em quem realmente valoriza e honra o cargo que ocupa. Infelizmente, políticos honestos são raros no Brasil, mas existem sim.
Não é difícil escolher. Entretanto, antes de votar, é preciso conhecer a vida privada (a família, as amizades, onde mora, os locais que costuma frequentar, os bons e maus hábitos, se é um bom pai, bom marido, um bom amigo, etc.) e pública (onde, como e com quem trabalha; se já ocupa cargo no Executivo, como administra os recursos públicos e se no Legislativo, que tipo de projetos tem sua autoria, se defende as causas populares, etc.) para poder escolher com segurança e a consciência tranquila.
Em todas as esferas da camada social, o conhecimento é o X da questão. Estar bem informado a respeito dos candidatos é fundamental. Discutir o assunto na roda de amigos, ler jornal, assistir telejornais e pesquisar na internet são algumas dicas de como se informar a respeito dos candidatos que irão se apresentar nestas eleições. Nesse contexto, assistir ao famigerado Horário Eleitoral Gratuito na televisão, ou ouvir no rádio na televisão (começa dia 17 de agosto, 47 dias antes do dia da eleição). Apesar de a maioria dos candidatos que aparecem estar mais para comediante. Mas ali é possível ter uma noção de quem são os candidatos, se têm capacidade para assumir o cargo ao qual concorre, quais suas propostas de trabalho, etc.
Este ano, muitos candidatos concorrem à reeleição (deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores); alguns, pleiteiam pela milésima vez uma vaga e outros, concorrem pela primeira vez. No âmbito do Legislativo, criar o hábito de assistir às sessões plenárias e às audiências públicas, especialmente em época fora do período eleitoral, é fundamental para se ter uma base sólida de conhecimento dos nossos parlamentares.
Se não é possível acompanhar o trabalho dos parlamentares federais, em Brasília, assistir às sessões na Câmara Municipal (a maioria dos vereadores costuma se candidatar a deputado estadual, outros a deputado federal e alguns mais ousados a senador) ou na Assembleia Legislativa, no caso das capitais. Assim, é possível saber quem são os parlamentares que realmente trabalham, que participam das sessões, integram comissões, apresentam projetos de lei em prol da população, que defendem as causas sociais, que denunciam os desmandos do Executivo e sugerem, através de indicações, melhorias às comunidades carentes de determinados serviços ou obras.
“Quem informação tem poder tem poder”, diz a primeira das cinco Leis de Ranganathan, especialmente quando se trata de política, do presente e do futuro da nossa rua, do nosso bairro, da nossa comunidade, do nosso Município, do nosso Estado, da nossa Nação, enfim, da sociedade em que vivemos. Pense nisso. Eu voto consciente e o meu voto não tem preço. E você?
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)
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Blogueiro, jornalista e radialista. A sequência é intencional e representa o nível de importância da atuação de Wirismar Ramos no mundo do webjornalismo. Pós-graduado em Comunicação Social - Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias, Wirismar Ramos costuma dizer que não suporta, em sua vida profissional, atitudes que demonstrem falso moralismo, falsidade, traição, incompetência e preguiça.
Fabio Assunção
8 jul, 2010
Cada Eleitor é Responsavel por seu VOTO.
Bom seria poder VOTAR naquela Polito com passado limpo; que tem um trabalho junto a sociedade; que seja carismatico; que trabalhe por todas as areas do Governo, que faça um arco de alianças em prol do Desenvolvimento e da Sustentabilidade; por fim que seja honesto. Pense em Roraima o lugar que Você escolheu para viver com a sua Familia, Trabalhar e ser FELIZ. Então na HORA de você VOTAR não existira duvidas seu VOTO COM CERTEZA VAI SER CONSCIENTE.
Movimento Nacional Pela Valorização do Voto-MONAV
11 jul, 2010
MOVIMENTO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DO VOTO – MONAV
Na luta contra a fraude e a corrupção eleitoral/ http://www.monav.com.br
OS DEZ MANDAMENTOS DO ELEITOR CONSCIENTE
1º – Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.
2º – Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.
3º – Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.
4º – Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.
5º – Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.
6º – Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.
7º – Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.
8º – Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.
9º – Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.
10º – Defender, seja onde for, a valorização do voto, mediante reconhecimento de que todos nós, que possuímos título de eleitor, somos responsáveis pelos atos daqueles que elegemos e podemos ser responsabilizados pela democracia que temos.