ELEIÇÕES LIMPAS JÁ! – Quem vende voto é tão criminoso quanto o corrupto que compra

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O Art. 299 do Código Eleitoral coloca os dois no mesmo nível de criminalidade / Imagem: Divulgação /

Estamos a poucas horas de todos nós, brasileiros, exercermos o nosso direito de escolher os nossos representantes na Presidência da República, no Congresso Nacional (Câmara e Senado) e Assembleia Legislativa. A votação começa às 8h e encerra-se às 17h deste domingo, 7.

O momento é de ponderação, de respirar fundo, de repensar os nossos conceitos e reafirmar o nosso compromisso com o que aprendemos em casa, o conselho dos nossos pais, no seio da nossa família. Tenho certeza que pais e mães sempre querem o melhor para seus filhos e, entre os conselhos, destacam-se sermos honestos e fazer o bem às pessoas.

Votar segue o mesmo princípio. Se eu não apoio a corrupção e sinto na pele seus efeitos maléficos (desvio de recursos para áreas essenciais ao bem-estar da população, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, etc.), por que votar em político corrupto? E por que existe o corrupto? A resposta é simples: porque nós, eleitores, permitimos, aceitamos de bom grado a oferta do corrupto.

Repetindo: só existe o corrupto porque o cidadão aceita ser corrompido, recebe as benesses oferecidas em troca do seu voto e de sua família. Não entende ele que, ao aceitar algum benefício em troca de seu voto, você se torna tão criminoso quanto o político corrupto. É o que diz a lei, por meio do Código Eleitoral, especificamente no Art. 299.

Veja:

“Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita:
Pena – reclusão até quatro anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa.”

Observe o trecho destacado: “solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem”. Como eu posso cobrar honestidade do político, se aceito ser corrompido por ele? Como posso me posicionar contrário às mazelas oriundas da corrupção, se eu mesmo gosto de furar fila no banco, se não devolvo troco recebido a mais no supermercado, se estaciono em local destinado a deficientes e idosos mesmo sendo jovem e sadio, se aceito dinheiro, material de construção, etc., de político às vésperas de eleição?

Aliás, é tradição em Roraima famílias inteiras passarem a noite em claro às vésperas de eleição à espera de políticos que costumam passar distribuindo dinheiro em troca de voto, num último ato desesperado para conseguir se eleger. Caso você perceba alguma movimentação nesse sentido, denuncie à Polícia Federal pelo telefone 3621-1500 e ao MPF pelos números 98402-4871 e 3198-2062, ou utilize o aplicativo  Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral para uso gratuito em smartphones e tablets. O aplicativo está disponível para download nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.

Vamos fazer diferente nestas eleições! Vamos focar nas melhores propostas, escolher pessoas honestas, que não respondem a processos por corrupção, desvio de recursos públicos, ou por outros motivos.

Não vale à pena receber R$ 50,00 R$ 100,00, R$ 1.000,00 hoje e amanhã ter que gastar 10 vezes mais que isso para conseguir tratar de uma enfermidade na rede particular por falta de atendimento adequado na saúde pública, ou para pagar a faculdade de seu filho porque a universidade pública não atende às suas necessidades, ou ainda com manutenção do seu carro, que teve um desgaste antes do tempo devido às péssimas condições das rodovias e vias urbanas, tudo por conta má gestão, ou de desvios dos recursos públicos.

Não venda sua dignidade, dinheiro nenhum paga. Diga não à corrupção! A mudança precisa começar em casa, com você, com a sua família, dando bom exemplo para seu filho, ou filha.

WIRISMAR RAMOS – Da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)

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