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FRAUDE EM LICITAÇÕES – Operação da PF prende secretário e sobrinho do governador do Acre

10 mai 2013 | 0 comentário

Entre os envolvidos no esquema estaria o secretário Estadual de Obras do Acre, Wolvenar Camargo (Foto: A Tribuna)

Entre os envolvidos no esquema estaria o secretário Estadual de Obras do Acre, Wolvenar Camargo (Foto: A Tribuna)

A Polícia Federal cumpre na manha desta sexta-feira, 15, mandados de prisão e 34 de busca e apreensão em órgãos públicos nas cidades de Rio Branco e Tarauacá, no Acre. Entre os presos está um sobrinho do governador Tião Viana (PT), funcionário do governo. Os demais alvos da operação também são servidores públicos, entre eles o secretário de Obras do Acre, Wolvenar Camargo.

As investigações da Operação G-7, iniciadas em 2011, apontam para um esquema de fraude em licitação e desvio de verba pública em obras de pavimentação. Nos seis contratos analisados pela PF, o prejuízo aos cofres públicos ultrapassou R$ 4 milhões. O valor total dos contratos é de R$ 40 milhões.

Além do secretário de Obras, a PF cumpre mandados de prisão do  ex-secretário de Habitação e ex-superintendente da Caixa Econômica Federal, do Diretor do Departamento de Pavimentação e Saneamento e Abastecimento (Depasa), do Secretário Municipal de Desenvolvimento e Gestão Urbana de Rio Branco, do Diretor-executivo da secretaria de Habitação.

Outros servidores e empreiteiros também serão investigados. Os nomes e o número exato de envolvidos não foram informados. A PF informou que todos devem responder pelos crimes de formação de cartel, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude à licitação e desvio de recursos públicos.

O nome da operação é uma referência ao grupo de ministros da Fazenda das maiores economias do mundo. No Acre, sete empresas se revezavam nas licitações e apenas simulavam a concorrência, de acordo com as investigações. Segundo a PF, os concorrentes que não fizessem parte do grupo eram eliminados ainda na fase inicial da licitação.

A assessoria de imprensa do governo do Acre informou que aguarda ter acesso aos detalhes da investigação para se pronunciar sobre o caso. Já a Prefeitura de Rio Branco disse que o secretário citado na operação não foi notificado e continua trabalhando normalmente.

FONTE: AGÊNCIA ESTADO

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